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Líderes indígenas e representantes do setor produtivo divergem sobre delimitação da Terra Kapôt Nhinore

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Com plenário cheio, representantes de povos indígenas e de setores produtivos apresentaram argumentos diversos sobre a delimitação da Terra Indígena Kapôt Nhinore, durante duas audiências públicas consecutivas realizadas nesta terça-feira (3), pela Comissão Externa da Câmara Federal, coordenada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT).

Segundo Coronel Fernanda o espaço foi aberto para que todos os integrantes do processo se manifestassem de forma democrática.

“Estamos aqui para ouvir a todos que estão envolvidos nesse conflito. Queremos que, a partir dessas discussões, se chegue a um senso comum, que satisfaça a todos”, disse ao abrir a audiência.

O presidente do Sindicato Rural de Santa Cruz do Xingu (MT), Jacinto Colombo, abriu as discussões afirmando não haver índios no município.

“Quando cheguei com minha família na região, em 2003, nos certificamos que não havia índios por ali. Perguntamos a moradores antigos do local e foram unânimes em dizer que não havia índios morando lá e nem vi trânsito deles. Aí em 2014 ouvimos falar de demarcação e agora, em 2023, surgiu esse impasse. Querem tirar 40% do território do município para destinar a indígenas. Muitas famílias serão afetadas, essa terra é responsável por 10% da produção de grãos do município”, declarou.

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O cacique do Povo Indígena Mebêngôkre, Megaron Txucarramãe, contestou a inexistência de indígenas no local. “Nós moramos no Kapôt Nhinore há décadas, eu nasci nessa terra e muitos familiares meus. Quando chegamos não existia nenhum município aqui. Fomos para outro local de ocupação para não morrer, fomos atacados por peões”, alegou o cacique.

Representando a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), o diretor administrativo, Robson Marques, fez uma apresentação com dados do Imea para justificar seu posicionamento em relação à demarcação.

“Temos dados que mostram que não há razão para este imbróglio. Conforme o levantamento feito pelo Imea não há vestígios de indígenas na área, não há motivos para demarcação. A área discutida irá atingir 38,7% do território de Santa Cruz (219 mil hectares) e 0,7% de Vila Rica (3.426 hectares) e vai impactar 297 propriedades rurais em plena produtividade”, defendeu ele.

Daniel Yudja, representante do Povo Indígena Yudjá ressaltou que os povos indígenas não querem brigar, mas defender seus direitos.

“Meu povo não quer invadir fazendas ou cidades, apenas quer ter seu direito à terra garantido. Somos um povo tradicional, estamos amparados pela lei” afirmou.

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Após as argumentações de cada representante, a presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, explicou para os presentes todos os procedimentos adotados para ser concluída a oficialização de uma Terra Indígena.

“São cinco etapas para se concluir o processo de uma terra indígena. Estamos na primeira, fase azul, que identifica e delimita a área de ocupação indígena conforme o conceito cultural para seu povo. E estamos tomando essas providências porque fomos provocados por este povo indígena. Esta medida é uma questão de justiça social para os povos de Kapôt Nhinore”, frisou.

O prazo legal de questionamentos e contestação dos estudos da Funai se encerra no dia 21 de dezembro deste ano.

Demarcação

Caso seja homologada a delimitação, a TI Kapôt Nhinore passará a medir mais de 362 mil hectares, área essa que encontra-se situada entre os municípios de Vila Rica e Santa Cruz do Xingu, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará.

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BRASIL

Wagner Moura pode virar o novo pesadelo de 007 e o Brasil já está em alerta

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Ator brasileiro surge entre os cotados para viver o próximo grande vilão de James Bond, reacendendo a curiosidade do público e a torcida nacional nas telonas.

Tem notícia que simplesmente passa.
E tem notícia que mexe com o orgulho nacional, provoca a imaginação do público e reacende até aquela vontade esquecida de ir ao cinema.

A da vez é dessas.

Wagner Moura, um dos atores brasileiros mais respeitados e admirados internacionalmente, aparece entre os nomes cotados para viver o próximo grande vilão da franquia 007 e só essa possibilidade já foi suficiente para fazer muita gente parar, olhar e pensar:
“agora o negócio ficou sério.”

Porque, sejamos francos:
Wagner Moura sempre teve talento de sobra, presença de tela e respeito internacional.

Mas nem sempre isso se transformou, no Brasil, em multidões correndo para as salas de cinema.

Agora a história pode ser bem diferente.

Porque não estamos falando de qualquer papel.

Estamos falando de James Bond.

Estamos falando de 007.

Estamos falando de um dos vilões mais cobiçados e emblemáticos do cinema mundial.

E, sinceramente?

Wagner Moura tem exatamente o tipo de presença que esse papel exige.

Quando o assunto é 007, não existe papel pequeno

Entrar no universo de Bond não é apenas conseguir mais um trabalho internacional.

É entrar numa máquina global de entretenimento que atravessa gerações, décadas e continentes.

James Bond não é só uma franquia.

É um evento cultural.

É aquele tipo de filme que movimenta público, crítica, redes sociais, debates, apostas e expectativas muito antes da estreia.

É o tipo de produção que transforma ator em ícone, figurino em tendência e vilão em personagem histórico.


E é justamente aí que o nome de Wagner Moura chama tanta atenção.

Porque o vilão de Bond não pode ser só “mau”.

Ele precisa ser marcante, elegante, perigoso, inteligente e imprevisível.

Ele precisa ser aquele personagem que entra em cena e faz o público pensar:

“esse cara pode destruir tudo.”

E Wagner Moura, convenhamos, sabe fazer isso com uma facilidade impressionante.

O Brasil pode finalmente enxergar Wagner Moura como “evento de cinema”

Essa talvez seja a parte mais curiosa — e mais verdadeira de toda essa história.

O Brasil tem um hábito antigo e quase folclórico:
muitas vezes demora a tratar seus grandes talentos como gigantes… até que o mundo inteiro faça isso primeiro.

Foi assim em diversas áreas.
No esporte, na música, na televisão e também no cinema.

Quando o artista brasileiro “explode lá fora”, o público nacional muda a forma de olhar.
O que antes era apenas “mais um ator bom” passa a ser visto como um nome que representa o país numa vitrine internacional.

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E isso muda tudo.

Se Wagner Moura realmente entrar em 007, ele deixa de ser apenas um ator brasileiro em projeto estrangeiro.

 

Ele passa a ocupar um espaço de enorme simbolismo:

o de brasileiro central numa das maiores franquias do planeta.

E isso, goste-se ou não, tem força para levar gente ao cinema.

Wagner Moura como vilão?

Isso parece mais interessante do que muito protagonista por aí

Aqui está uma verdade que muita gente pensa, mas nem sempre diz em voz alta:

há atores que nasceram para ser “mocinhos”.

E há atores que nasceram para ser inesquecíveis.

Wagner Moura está claramente no segundo grupo.

Ele tem aquele tipo de atuação que não depende de exagero.

Não precisa gritar, fazer cara feia o tempo inteiro ou posar de “malvado de novela”.

Ele consegue transmitir ameaça com o olhar, tensão com a pausa e domínio com a simples presença em cena.

Esse tipo de força é raro.

E dentro do universo de Bond, isso vale ouro.

Porque os melhores vilões da franquia não são apenas maus.

Eles são sedutores, calculistas, perigosos e hipnotizantes.

Ou seja:
não basta parecer forte. É preciso parecer inesquecível.

E Wagner Moura tem exatamente esse potencial.

O detalhe que pode mudar tudo: o brasileiro adora torcer quando “é um dos nossos”

Tem um ingrediente emocional nessa história que não pode ser ignorado.

O público brasileiro adora reclamar, duvidar, ironizar e até subestimar os seus.

Mas quando percebe que um brasileiro pode ocupar um espaço de prestígio internacional, algo muda.

Nasce a torcida.
Nasce o orgulho.
Nasce aquela vontade de acompanhar, comentar, compartilhar e principalmente ver com os próprios olhos.

E é aí que entra a pergunta que realmente importa:

Será que o brasileiro iria ao cinema para ver Wagner Moura como o novo terror de 007?

A resposta mais honesta é:
há uma grande chance de que sim.

Porque aí não seria apenas “mais um filme”.
Seria:

um evento internacional
uma franquia gigantesca
um brasileiro em posição de destaque
e uma atuação com potencial para roubar a cena

Traduzindo:
uma combinação quase perfeita para chamar atenção até de quem já tinha desistido das telonas.

“Se Wagner Moura entrar em 007, ele não vai entrar para participar. Vai entrar para dominar.”

Essa talvez seja a frase que melhor resume o impacto dessa possibilidade.

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Porque se ele realmente for escolhido, dificilmente será para fazer número.

A franquia 007 vive um momento de reformulação e reposicionamento.

Com uma nova fase em construção, a expectativa é de que o próximo filme entregue algo mais forte, mais moderno e mais marcante.

E isso vale especialmente para o antagonista.

Bond pode até ser o centro da história.

Mas quem conhece a franquia sabe:
sem um grande vilão, não existe grande filme de 007.

É o antagonista que cria tensão.
É ele quem dá peso ao conflito.
É ele quem pode transformar um filme apenas bom em algo memorável.

E nesse aspecto, o nome de Wagner Moura faz cada vez mais sentido.

A nova era de 007 pode ser a mais ousada em muitos anos

O próximo filme da franquia deve marcar uma nova fase após a saída de Daniel Craig do papel principal.

A direção ficará nas mãos de Denis Villeneuve, cineasta conhecido por produções grandiosas e visualmente impactantes, enquanto o roteiro tem ligação com Steven Knight, criador de Peaky Blinders.

Ou seja:
não estão montando qualquer filme.

Estão preparando uma reconstrução de marca.

Uma nova identidade para um personagem histórico.

Uma nova tentativa de fazer 007 voltar a dominar a cultura pop mundial.

E para isso, o vilão precisa estar à altura.

Não basta ser só uma ameaça física.

É preciso ser uma presença.

Um nome que carregue tensão, charme, frieza e perigo.

E, sinceramente, Wagner Moura entrega exatamente essa combinação.

No fim das contas, a pergunta é simples

Se Wagner Moura realmente virar vilão de 007, você vai continuar dizendo que não vale a pena sair de casa… ou vai querer ver de perto um brasileiro aterrorizando James Bond nas telonas?

Porque uma coisa parece cada vez mais clara:

Se ele entrar,
não vai entrar para passar despercebido.

Vai entrar para marcar.
Para intimidar.
Para roubar a cena.

E, talvez, para finalmente fazer o Brasil olhar para Wagner Moura como aquilo que ele já é há muito tempo: um ator de nível mundial.

E se isso acontecer, o público brasileiro pode acabar descobrindo, da forma mais divertida possível, que às vezes só faltava um 007 no caminho para enxergar um gigante que sempre esteve aqui.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília

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