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investimentos de R$ 5,4 milhões feitos pelo Estado

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Os estudantes estão empolgados com o novo prédio da Escola Estadual Assembleia de Deus, em Barra do Bugres, inaugurado nesta sexta-feira (24), principalmente por causa dos equipamentos e ferramentas tecnológicas disponibilizadas. Rafael Vieira Palermo, de 16 anos, tem interesse nos cursos profissionalizantes oferecidos pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). A nova unidade é resultado de R$ 5,4 milhões em investimentos do Governo de Mato Grosso.

“Vejo muito potencial nas aulas de robótica, biblioteca equipada, plataforma do Mais Inglês MT e no uso do Chromebook em sala de aula”, disse o estudante, que está cursando o 2º ano do ensino médio.

A unidade dispõe de Smart TVs nas salas de aula, laboratório de robótica e um sistema de internet com cobertura em toda essa escola, além da plataforma de inglês e dos chromebooks.

A nova escola também foi aprovada pela estudante Emilieri Silva de Campos, de 16 anos. Ela diz que a nova estrutura da escola vai ajudar na aprendizagem. “Estou contente e feliz por estar matriculada aqui”, declarou.

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O secretário de Educação do Estado, Alan Porto, afirmou que o novo prédio vai beneficiar toda a comunidade. “Entregamos não apenas uma nova escola, mas um espaço de convivência onde a comunidade estudantil vai passar a maior parte do seu dia agregando conhecimento e experiências de vida”, disse.

A inauguração contou com a presença do governador Mauro Mendes, secretários de Estado e parlamentares. Essa é a terceira escola estadual entregue neste ano e outras 31 novas unidades seguem em obras em todas as regiões do estado.

Para o diretor regional de Educação do polo Tangará da Serra, Saulo Scariot, o entusiasmo é notório. “É visível nos estudantes, principalmente, que a autoestima está elevada. Afinal, são 36 ambientes com todo o conforto de mobiliários modernos, ar-condicionado, instalações com capacidade para uso em massa dos Chromebooks e Smart TVs pelos estudantes, material pedagógico atualizado, além de todos os investimentos contemplados pelas 30 políticas educacionais e mais de 130 ações desenvolvidas desde 2019”, destacou.

Já o diretor da unidade, Ourival Emerson Lenzo, disse que o grau de autoestima impacta significativamente em todos os aspectos da rotina escolar, desde o desempenho nas avaliações até a maneira como a comunidade se envolve nas atividades e lida com os desafios. “O poder público investe e o resultado aparece. Essa nova escola é a realização de um sonho antigo da comunidade”.

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Alan Porto reforçou a percepção do diretor ao analisar que uma escola como essa, entregue em Barra do Bugres, é responsável também por oferecer suporte emocional e acolhimento para que os estudantes se sintam respeitados e valorizados. “O nosso compromisso é com a qualidade da educação e com os resultados no aprendizado. As evidências das avaliações que fazemos bimestralmente indicam que estamos no caminho certo”, enfatizou.

A escola tem cerca de 1.300 estudantes do 7º ao 8º ano do ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

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AGRO & NEGÓCIOS

Escola Agrícola de São Vicente celebra 83 anos com reencontro, memórias e a força dos “agricolinos”

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A Escola Agrícola do IFMT Campus São Vicente celebrou seus 83 anos de fundação em clima de reencontro, saudade e gratidão. A festa reuniu ex-alunos, professores, familiares, autoridades e personagens que ajudaram a construir uma das histórias mais importantes da educação, da política e do agro em Mato Grosso.


Mais do que uma solenidade, o evento foi uma viagem no tempo. Logo na abertura, antigos alunos relembraram os tempos de disciplina rígida, ordem unida, apito na madrugada e hora cívica diária. Entre eles estava Mateus de Souza Ferreira, o “Mateuzinho”, ex-aluno de 1960 e professor aposentado, que voltou ao campus tomado pela emoção.

“Vem tudo na cabeça. A gente sente a saudade, a tristeza, a falta. Eu amo essa terra e meus ex-alunos”, disse Mateus, que também foi homenageado com moção de aplausos.

Mas em São Vicente, nome de batismo nem sempre é o mais lembrado. A tradição dos apelidos marcou gerações. Dito Lucas virou “Lanchão”. Abimael Antunes Marques é o “Bizão”. Amauri de Figueiredo, aos 93 anos, ainda carrega com bom humor o apelido de “Sancho Pança”. Diane Rodrigues Lamas escapou da brincadeira, mas confirmou: “Os meninos a gente conhece mais pelo apelido. O nome às vezes precisa buscar no HDzinho da memória”.


Essa identidade afetiva resume o espírito dos “agricolinos”, como são chamados aqueles que passaram pela escola. Para muitos, São Vicente não foi apenas um lugar de estudo, mas uma segunda casa, uma irmandade construída nos dormitórios, nas salas de aula, nos piqueniques, nos bailes antigos e nas amizades que atravessaram décadas.

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A comemoração também reforçou a importância histórica do campus para Mato Grosso. Autoridades como o governador em exercício Otaviano Pivetta, o presidente da Assembleia Legislativa Max Russi, o deputado federal José Medeiros, o ex-senador Cidinho Santos e o reitor do IFMT, Júlio César dos Santos, participaram da solenidade.


Pivetta destacou que São Vicente é símbolo da formação de capital humano no estado. Medeiros lembrou que muitos técnicos formados ali ajudaram a levar conhecimento ao campo, contribuindo para transformar Mato Grosso em potência agrícola. A escola, segundo ele, foi uma das bases do avanço do agro no cerrado.


A cultura também teve espaço especial na festa. O projeto Conexões, com Nico e Lau, levou humor, cuiabania e tradição ao evento. A dupla sertaneja Sander e Felipe animou o público, reforçando a ligação entre educação, agro e cultura popular.

Um dos momentos mais simbólicos veio com o senhor Amauri, memória viva da instituição. Ele relembrou quando Marechal Rondon passava pela escola e dizia que, se Mato Grosso continuasse “em cima do arado”, um dia forneceria comida para o mundo. Décadas depois, a profecia se confirmou.

A festa terminou como começou: com abraços, histórias, risadas e emoção. Quatro bois no rolete foram servidos ao público, que permaneceu até o fim da tarde celebrando não apenas os 83 anos de uma escola, mas a trajetória de uma instituição que ajudou a formar homens e mulheres que fizeram parte do crescimento de Mato Grosso.


Em São Vicente, cada apelido guarda uma história. Cada reencontro reacende uma memória. E cada aniversário confirma que a velha Escola Agrícola continua viva no coração de quem passou por ali, e na história do gigante Mato Grosso.

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Colaborou Luiz H. Menezes

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