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ELEIÇÕES 2022

Coronel Fernanda é eleita deputada federal com mais de 60 mil votos

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 Coronel Fernanda (PL-MT) é eleita deputada federal com mais de 60 mil votos, nas eleições deste domingo (2). Após uma árdua campanha, em que disputou vaga na Câmara Federal com 160 candidatos, ela foi a 7 ª parlamentar mais votada de Mato Grosso.

A votação expressiva da candidata garantiu uma das oito cadeiras do Estado no Congresso Nacional.

A militar é a quarta candidata do Partido Liberal a representar os mato-grossenses na função de deputada federal, na gestão 2023-2026.

Emocionada, em discurso após a vitória, a coronel agradeceu os votos recebidos.

“Quero agradecer a todos os eleitores que deram seu voto de confiança a mim, podem ter certeza que honrarei cada um de vocês. Estarei em Brasília cumprindo a missão de fazer o melhor por Mato Grosso”, ressaltou.

A nova deputada tem 47 anos, é casada com o tenente-coronel Wanderson Siqueira, tem quatro filhos, integrou a Polícia Militar desde 1996, após passar para o Curso de Formação de Oficiais (CFO), considerado um dos mais concorridos ofertados pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

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A militar é graduada em Direito e no Curso de Formação de Oficiais (CFO).  Possui ainda cinco especializações, sendo três na segurança pública, uma especialização em Ciências Criminais com enfoque em Direito Penal e uma pós-graduação em Administração Pública e Controle Externo.

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Cuiabá antecipou entendimento da Justiça e fortaleceu a PGM

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A Procuradoria Geral do Município (PGM) de Cuiabá consolidou, em 2024, um avanço institucional decisivo ao estabelecer que o cargo de procurador-geral seja ocupado unicamente por membro estável da carreira. Incorporada à Lei Orgânica do Município pela Emenda nº 47, a medida colocou a capital mato-grossense à frente na valorização da advocacia pública, prevendo uma tendência de fortalecimento dos quadros concursados que ganha repercussão em decisões recentes de Tribunais de Justiça pelo país, como o de São Paulo (TJSP), cuja recente decisão reforça o modelo atualmente adotado na capital mato-grossense.

A proposta, encaminhada pelo Executivo Municipal e aprovada pela Câmara Municipal de Cuiabá em julho de 2024, inseriu na Lei Orgânica dispositivos que reconhecem a PGM como instituição essencial à administração pública . A norma determina expressamente que o chefe do órgão seja nomeado pelo prefeito entre os procuradores efetivos do município.

A alteração da Lei Orgânica representou um marco para a Procuradoria Geral do Município de Cuiabá, instituição que completa 75 anos de história em 31 de julho de 2026.

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A regra foi respeitada pela nova gestão na transição do cenário político na capital, permanecendo decisiva para resguardar a estabilidade da instituição.

“A decisão paulista reforça a posição já adotada por Cuiabá, desde 2024 e que permanece hoje, demonstrando também o reconhecimento e credibilidade da instituição junto ao Executivo da capital, reafirmando que a representação judicial e a consultoria são funções técnicas típicas de Estado”, declarou o Procurador geral do Município, Luiz Antônio Araújo Junior.

“A criação e posterior manutenção da norma garantiram a posição institucional indispensável à condução da PGM, para que garantias conquistadas pela advocacia pública sejam cada vez mais fortalecidas”, afirmou a procuradora e presidente da União dos Procuradores do Município de Cuiabá (Uniproc), Georgia Fajuri Gebara.

Ainda, a escolha adotada em Cuiabá tem respaldo em entendimentos consolidados no Poder Judiciário e vai ao encontro de posição recentemente proferida pelo Órgão Especial do TJSP, respaldada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou inconstitucional nomeação de comissionados à chefia da advocacia pública em municípios com Procuradoria estruturada, determinando que o cargo seja restrito a servidores efetivos.

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