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13 QUESTIONAMENTOS

Cattani cobra explicação da Seduc e de reitora sobre cartazes pró-Palestina e contra o Agro na Unemat

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) protocolou na semana passada um pedido de informações ao secretário de Educação do Estado, Alan Porto e a reitora da Universidade de Mato Grosso (Unemat), Vera Lúcia Maquêa, sobre cartazes de apoio à Palestina, a favor do Movimento Sem Terra (MST) e contra o agronegócio brasileiro, que foram afixados no campus da instituição de ensino de Tangará da Serra.

No requerimento, Cattani faz 13 questionamentos como: se a secretaria e a direção da universidade tiveram conhecimento da afixação dos cartazes, se houve autorização, se concordam com o conteúdo veiculado dentro da instituição e se houve dinheiro público na manifestação, que segundo o parlamentar, se trata de militância ideológica.

Os cartazes com mensagens como “Viva a Palestina Livre”, “Agrotóxico mata” e “Consuma alimentos livres de agrotóxicos e transgênicos, produzidos localmente e pela agricultura familiar” foram afixados no campus na primeira semana de novembro, conforme denúncias de alunos que não concordaram com a manifestação dentro da instituição.

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Em um dos cartazes de apoio à Palestina também havia a imagem da bandeira do Movimento Sem Terra (MST).

“Estes cartazes possuem nitidamente viés ideológico e ferem de morte a liberdade dos estudantes, tanto quanto o princípio da legalidade, vez que tratamos de universidade pública, atraindo para si a obrigação de agir somente onde a Lei permite”, diz o requerimento protocolado pelo deputado.

No início do mês a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) também aprovou uma moção de repúdio, de autoria de Cattani, ao posicionamento do Governo Federal, por meio do Ministério da Educação e Cultura (MEC) por aplicar questões de cunho ideológico e com ataques ao agronegócio na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

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AGRO & NEGÓCIOS

Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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