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Oncologia: o que é quimioterapia

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Uma palavra que muitas vezes suscita dúvida e medo, a quimioterapia faz parte do tratamento oncológico de muitas pessoas e eu prefiro pensar nela como uma revolução da ciência que salva vidas. A quimio se baseia no uso de medicamentos que destroem as células doentes que formam o tumor, impedindo, ainda, que essas células deficitárias se espalhem. Com a evolução passamos a ter armas mais específicas como a imunoterapia, que estimula o nosso próprio sistema imunológico a destruir as células do câncer.

Então, olha que incrível, quando o paciente toma uma quimioterapia, ele está usando seu “exército” medicamentoso para combater o câncer, matando as células com a toxicidade dos medicamentos. Como médico eu escuto muito: “mas parece que a quimio não cura, a pessoa fica mais doente”. Isso não é verdade.

A questão da quimioterapia é que ela foi feita para matar as células que se dividem rápido, que é o caso das células tumorais. No entanto, outras células do corpo também se dividem rapidamente, como é as do cabelo, unhas e mucosas, o que pode causar alguns efeitos colaterais, como: queda de cabelo, enfraquecimento das unhas, feridas na boca, enjoos, diarreia, vômitos e fraqueza. Lembrando que em alguns casos, nem todo mundo que faz quimio fica carequinha, por exemplo.

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Pense que tudo faz parte de um processo. Caso o médico tenha indicado a quimioterapia para você, saiba que o mais importante no momento é matar as células tumorais. Lembrando que a quimio em si não dói mais que uma picadinha de agulha, quando é o caso. Alguns pacientes podem ter uma sensação de desconforto como ardência, queimação, placas avermelhadas na pele e até coceira, porém são reações incomuns.

Outra coisa importante é entender que cada caso é um caso. A forma de aplicação da quimio e a duração do tratamento fazem parte do planejamento do médico, que se baseia no diagnóstico de cada paciente, levando em conta a saúde da pessoa, o tipo do câncer, estadiamento da doença e outras variáveis. E quando está em uso clínico, estas formas de aplicação foram estudadas e comprovadas em estudos científicos.

São diversos os protocolos e meios de aplicação, por exemplo: pode ser via oral, que é quando o paciente ingere o medicamento na forma de comprimidos, cápsulas e líquidos, podendo ser administrado em casa com acompanhamento e orientação médica. A medicação pode ser, ainda, aplicada diretamente na veia ou por meio de cateter, ou aplicada no músculo e por baixo da pele. Há também a aplicação dentro da espinha dorsal e a tópica, que é quando o medicamento, líquido ou pomada, é aplicado na região afetada.

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Depois do protocolo estabelecido, a pessoa passa a tomar o medicamento dentro do período estipulado. É comum que o paciente deixe de apresentar efeitos colaterais ao longo do tempo. O fato de não apresentar mais sintomas significa que o tratamento está indo bem, porém não significa que a doença foi eliminada. Quem pode interromper o exército medicamentoso é apenas o seu médico, pode-se dizer “general” da equipe.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), as únicas situações que podem levar o paciente a retornar ao médico, fora os dias de aplicação da quimio, é quando esse apresenta febre, igual ou acima de 37,8°C, vômitos, diarreia ou prisão de ventre que não passam com os remédios indicados pelo médico. É importante, durante o retorno, falar tudo o que sentiu depois que recebeu a medicação.

No mais, o paciente deve seguir a sua rotina ao máximo, alimentar-se bem e fazer exercício físico, aliás é muito importante movimentar o corpo e a mente. Com o acompanhamento do profissional, pode-se ajustar o melhor exercício, a alimentação, enfim, o cuidado consigo mesmo. E acredite, os percalços no caminho para quem faz tratamento oncológico são corriqueiros, mas não se esqueça que a luta o torna mais forte e animado para o dia que vencer.

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AGRO & NEGÓCIOS

Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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