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BANDA TERRA

Edmilson Maciel comemora 45 anos de carreira com show no teatro Zulmira Canavarros

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Na noite desta terça-feira(02), aconteceu o ensaio com musicos para afinar a apresentação do dia 06, veja o vídeo…

Ícone da cultura mato-grossense, o músico, arranjador e ator profissional Edmilson Maciel vai comemorar seus 45 anos de carreira em um grande show no próximo 6 de maio, às 20h, no teatro Zulmira Canavarros, anexo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá. Cada ingresso poderá ser trocado por 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão doados para obras assistenciais.

O evento será um grande momento para relembrar toda a trajetória do artista, que será acompanhado instrumentalmente pela Banda Terra, tão importante em sua carreira. A celebração será uma verdadeira viagem musical através do tempo e da longevidade de sua vida como artista.

O projeto conta com apoio da ALMT, por meio dos deputados Janaina Riva e Max Russi, que incentivam a cultura regional e possibilitam a ação social dos ingressos por alimentos não perecíveis.

O evento recebe o patrocínio da Assembleia Social e o apoio das empresas Super Gás Brás e Top Gás, além do vereador por Cuiabá, Sargento Joelson.

Os ingressos serão distribuídos de acordo com a ordem de chegada. Portanto, reserve seu ingresso com antecedência e chegue cedo.

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TRAJETÓRIA
Nascido em Nortelândia, Edmilson Maciel se mudou para o então distrito recém-criado de Tangará da Serra aos cinco de anos, junto com sua família. Era ainda adolescente quando deu início à sua trajetória na música e nas artes cênicas, participando de festivais de calouros, promovidos e organizados por sua família.

Sua primeira banda se chamava Banda Som da Terra, que antes chegou a ter os nomes “Tangará Som 7” e “Grupo Natureza”, passando posteriormente a se chamar apenas Banda Terra.

Edmilson Maciel também morou no Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro LP América 500 Anos, junto com a Banda Terra, que possui 2 CDs gravados. Sua trajetória não para por aí. Ao longo de sua carreira, o artista participou de dezenas de discos, entre coletâneas e como convidado.

Sua contribuição para as artes mato-grossenses também envolve a criação do estúdio Terra de Gravações, um dos primeiros de Mato Grosso e responsável por beneficiar e viabilizar a gravação fonográfica de muitos artistas locais.

Como ator, iniciou ainda em Tangará da Serra no grupo Andanças com direção-geral de Amaury Tangará. Atualmente Edmilson interpreta a peça de teatro “Mato Grosso em Cena”, escrita em parceria com o poeta Aurélio Augusto, na qual é contada a história do estado numa atuação cênica e musical. Este espetáculo já percorreu centenas de cidades se apresentando, tanto em Mato Grosso como em outros estados.

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O artista também integra o grupo Folclórico Flor Ribeirinha, há mais de 17 anos, grande parte como diretor musical, cujo trabalho busca a divulgação e a preservação da cultura Cuiabana, tendo participado de inúmeras apresentações dentro e fora do Brasil. A bandeira de Edmilson sempre foi a propagação e a preservação da cultura regional e conseguir me manter como artista com tanta longevidade.

SERVIÇO
O QUÊ: Show de comemoração aos 45 anos de carreira de Edmilson Maciel
QUANDO: 06 de maio, sábado, às 20h
LOCAL: Teatro Zulmira Canavarros, anexo à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Av. André Maggi, Centro Político Administrativo, Cuiabá-MT).
INGRESSOS: 2 kg de alimentos não perecíveis
INFORMAÇÕES: (65) 99925-7423 – WhatsApp no link abaixo.
(https://api.whatsapp.com/send?phone=5565999257423)

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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