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Crea-MT homenageia conselheiros encerrando mandato e profissionais do Sistema

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O presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT), Eng.  Civil Juares Samaniego e diretoria entregaram, quinta-feira, 15 de dezembro,  Diploma de Honra ao Mérito como reconhecimento profissional pela atuação no exercício da profissão e destacada participação no desenvolvimento do Estado de Mato Grosso aos conselheiros titulares e suplentes que encerraram mandato neste ano de 2022, além de homenagear profissionais do Sistema Confea/Crea.

“Quero primeiramente agradecer a ampla participação dos   conselheiros, em especial parabenizar aqueles que estão encerrando mandato pelas ações desempenhadas, bem como    aos    profissionais do Sistema homenageados alguns inspetores e   aos     colaboradores pela presença, além das cinco Câmaras Especializadas pelos trabalhos desenvolvidos em 2022. Todos os conselheiros que estão nessas modalidades entendem “como bem maior”, a defesa de sua profissão. Este ano nosso conselho completou 56 anos de existência, com papel fundamental na construção de   Mato Grosso, estado pujante nas Engenharias, Agronomia e Geociências, contando com mais de 250 profissões e 35 mil profissionais registrados”, detalhou Juares.

Encerrando mandato, o 1° vice-presidente do Crea-MT, Eng. florestal, Benedito Carlos de Almeida destacou   que são os profissionais que movimentam a máquina do “ Conselho Profissional” , ou seja,  a responsabilidade é imensa quando se fala em representatividade da categoria em nível estadual. E não só em Mato Grosso, mas ao levar   o Crea-MT para fora do estado. “ Exemplo disso são os conselheiros que representam as câmaras nacionais em Brasília. Através dos trabalhos realizados à frente do Crea Mato Grosso agradeço ao presidente, por ter depositado confiança no nosso trabalho, obviamente temos muito para avançar ainda, mas estamos aqui para fazer história e fortalecer o Crea-MT ”, disse Benedito.

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“ Fico muito feliz pela homenagem e agradeço o Crea-MT em nome do presidente, o engenheiro Juares Samaniego e a diretoria pela oportunidade e conhecimento dos meus serviços prestados em prol da sociedade. Tenho orgulho em dizer que executei um grande trabalho na Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural , a Empaer, durante 50 anos. E hoje estou aqui recebendo essa placa que representa minha carreira profissional na Agronomia”, detalhou o engenheiro agrônomo homenageado Hortência Paro.

Já o conselheiro suplente que também encerrou mandato   Eng. civil João Gabriel Caporossi, ao pegar a placa homenageou sua falecida mãe, a ex- conselheira, Eng, Sanitarista Sara Suely Attílio Caporossi.

“Estou seguindo os passos de minha saudosa mãe, que na qual tenho muito orgulho. Ficará na memória para sempre suas qualidades: ” Mulher    Virtuosa, guerreira, conselheira, parceira, sonhadora, mãe incentivadora” que sempre direcionou eu e  meu irmão ao caminho sensato e de um futuro   brilhante. Ela marcou história no Crea-MT ao lutar em prol da nossa categoria”, agradeceu   João Emocionado.

 Para o professor do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Eng. eletricista Danilo Ferreira de Souza   o Diploma de Honra ao Mérito do Crea-MT foi um momento gratificante de sua carreira. “Fiquei feliz em ter sido indicado pela minha associação, a AMEE  e este diploma revigora a motivação das contribuições com a categoria e com a engenharia de Mato Grosso”, disse Danilo.

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 Também encerraram mandato de conselheiros os diretores: o 2° vice-presidente Eng. agrônomo Márcio Eduardo  Forti de Andrade ,   o vice-diretor financeiro, geólogo Sinvaldo Gomes  de Moraes ,  além dos conselheiros titulares e suplentes:  Eng. civil André Luiz Schuring, Eng. civil Jesuel de Arruda, Eng. civil Darci Lovato, Eng. civil Roberto Vasconcelos,    Eng. sanitarista Vami Simão de Lima, Eng. sanitarista, Antônio Iracildo Rodrigues, Eng. eletricista Ivan Correa Gonçalves, Eng. florestal André Luis Torres Baby, geólogo , Caiubi Emanuel Souza Kuhn ,  Eng. agrônomo Marco Antonio Barelli  e os profissionais homenageados:  Eng. civil Edinete  Ferreira Magalhães, Eng. civil Sérgio Luiz Moraes Magalhães , Eng. eletricista Edson Domingues de Miranda ,  Eng. florestal Sandra Susi Alves da Silva , Eng. agrônomo Marcus Vinicius de Castro Figueiredo( In Memoriam)   entre outros,

Além do presidente do Crea-MT, Eng. civil Juares Samaniego, também fez parte das homenagens e entrega das placas a diretora financeira do Crea-MT, Eng. sanitarista Rosidelma Guimarães.

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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