CUIABÁ

Halloween

Malcomween 2024 promete ser a melhor festa do Dia das Bruxas de MT

Publicado em

Quando o assunto é terror, nada melhor que comemorar no Malcomween 2024, a mais tradicional festa temática de Mato Grosso, que acontece a partir das 21h desta sexta-feira (1° de novembro). Neste ano, o Halloween mais insano da cidade retorna ao espaço do Malcom Pub, em Cuiabá.

De acordo com os organizadores, o evento será recheado de grandes atrações musicais, travessuras e o ambiente caracterizado para dar “arrepios”, bem ao clima do Dia das Bruxas, os containers também estarão decorados na temática. Além da realização do tradicional concurso de fantasias.

“Procuramos superar as expectativas a cada ano. Em 2024, teremos muitas surpresas, música boa, premiações das fantasias e uma decoração que vai “assombrar” o público. Quem já participou do Malcomween sabe que terá uma experiência inesquecível com a marca Malcom Pub”, garante Alexandre Matozo, um dos sócios do Grupo Malcom.

*Concurso de fantasias*

Para quem curte soltar a imaginação e se vestir a caráter haverá o concurso para eleger as melhores fantasias, com mais de R$ 12 mil em premiação, entre dinheiro, consumação e entradas grátis no Malcom Pub. Os vencedores também serão contemplados com prêmios dos parceiros Hooligans Barbearia, Camy Tattoo Studio, Bateras Beat, Braavos Indoor, Fast Escova e Hello English.

Leia Também:  Prefeitura disponibiliza espaço online e número de WhatsApp para emissão de boleto do IPTU

*Programação musical*

Neste ano o Malcomween conta com atrações musicais que vão do Pop ao Rock N’ Roll. A festa será animada pelos mascarados do Slipknot Cover Wormz, de Goiânia, o pop dançante do The Weeknd Tribute com Marcos Kennedy, de São Paulo, Ponto Seis que tocará os maiores sucessos do Charlie Brown Jr., Pop Trio que irá agitar o espaço com o melhor do pop nacional e internacional e o DJ Dimmi Kalil que vem agitando as pistas da cidade.

*Ingressos*

Os ingressos promocionais já estão à venda e podem ser adquiridos no site: www.ingressosmalcom.com.br, podendo ser parcelado em até quatro vezes no cartão de crédito. O valor na hora será de R$ 80. Lembrando que não é permitida a entrada de menores de 18 anos.

Para reservas e mais informações sobre o evento entre em contato pelo telefone: (65) 99902-0020.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Marcha para Jesus 2025 será realizada em 28 de junho em Cuiabá Evento promete reunir cristãos e igrejas de Cuiabá e de diversas regiões do Estado

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA