CUIABÁ

75 ANOS COMO MUNICÍPIO

RICA GASTRONOMIA, ARTESANATO DE QUALIDADE, SHOWS REGIONAIS E MUITA FESTA LEVOU A POPULAÇÃO AO CRISTO REI É TUDO DE BOM

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“Várzea Grande a partir de agora vai realizar anualmente duas comemorações. O 15 de Maio quando se comemora sua fundação e a partir deste ano o 23 de Setembro, quando se comemora sua Emancipação Político-Administrativa”, disse o prefeito Kalil Baracat durante as comemorações dos 75 Anos desde quando Várzea Grande se tornou a segunda mais importante cidade de Mato Grosso.

Mais de 8 mil pessoas passaram, nas mais de 10 horas de realização das festividades que contou com Desfile Cívico, apresentações culturaIs, shows regionais, além de artesanato, gastronomia, brincadeiras e principalmente muita comemoração e respeito pela história de Várzea Grande e de sua valorosa gente.


“Nossa maior intenção foi despertar nas pessoas o quanto é importante se comemorar datas que reforçam a história e principalmente os valores culturais e regionais de nossa cidade que apesar das dificuldades, tem muito o que comemorar e acreditar que estamos trabalhando por um futuro melhor para cidade e sua gente”, frisou Kalil Baracat

acompanhado pela primeira-dama, a promotora de Justiça, Kika Dorileo Baracat, pelo senador Jayme Campos, pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Paulo Tolares e diversos vereadores, por secretários municipais e diversas outras autoridades.

O senador Jayme Campos que já foi prefeito por três vezes em Várzea Grande frisou ser fundamental despertar nas pessoas o sentimento de amor ao país, ao Estado e a cidade onde se vive e a importância de nos dedicarmos para se viver em comunidade valorizando a história e a existência das pessoas que ajudaram a construir o que somos hoje e o que serem amanhã.

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“Temos que reconhecer os esforços daqueles que no passado sobrepujaram dificuldades que hoje poderiam parecer fáceis, mas no passado, sem todo o aparato que existe hoje, se tornariam objetivos quase que insuperáveis, bem como, enaltecer os que hoje, como o prefeito Kalil Baracat, entre outros, trabalham para que o futuro de Várzea Grande e de suas futuras gerações seja ainda melhor”, explicou Jayme Campos reafirmando seu amor a cidade, a sua gente, a Mato Grosso e ao Brasil e a disposição de continuar trabalhando em prol de todos.
A primeira-dama e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat assinalou que o prefeito Kalil Baracat cobra de sua equipe de trabalho uma maior aproximação com a população e as diversas regiões existentes.
“Vivemos em uma cidade de 300 mil habitantes e que cresce mais horizontalmente do que de forma vertical, então é importante promover eventos como estes para que a população sinta e compreenda que uma gestão não se faz apenas de obras físicas, mas também de políticas que despertem nas pessoas a satisfação em viver aqui, em constituir sua família aqui que é uma terra de oportunidades”, explicou Kika Dorilêo Baracat reforçando que a partir de agora Várzea Grande vai comemorar tanto sua criação em 15 de maio e sua emancipação político-administrativa em 23 de setembro.
Já o presidente da Câmara Municipal, Pedro Paulo Tolares, falando em nome dos vereadores presentes ao evento, parabenizou a Administração Municipal, sob o comando do prefeito Kalil Baracat em despertar junto à população o sentimento de amor por Várzea Grande e ajudar na construção de uma cidade ainda melhor para todos.“Sentimentos de amor a terra, aos seus valores culturais são fundamentais na constituição de uma sociedade e seus valores”, assinalou o presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande.
Kalil Baracat lembrou que a festa da Administração Municipal em comemoração aos 75 Anos de Emancipação Político-Administrativa de Várzea Grande, teve o cuidado de fomentar a economia do Grande Cristo Rei, mais precisamente do Parque do Lago, onde foi realizado o evento e reforçou a participação de parceiros como clubes de serviços.
“Fizemos um evento para Várzea Grande e para demonstrar nossos valores culturais, a riqueza de nossa gastronomia, de nosso artesanato e principalmente de bandas locais que permitiram que a festa fosse até de madrugada. É preciso agradecer ao Governo do Estado, a Assembleia Legislativa, a Polícia Militar que juntamente com a Guarda Municipal levou segurança e tranquilidade nas mais de 10 horas de evento que tem uma única palavra que resume tudo, felicidade acima de tudo” disse Kalil Baracat.

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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