UNIDADE COMPLETA
Entre os diversos serviços oferecidos pela unidade estão educação infantil, fundamental, atendimento odontológico e consulta nutricional
Publicado em
25 de março de 2024por
Da Redação
Os moradores de Rondonópolis que procuram por atividades de lazer, programações culturais, ensino de qualidade e até mesmo atendimento odontológico, podem encontrar tudo isso no Sesc Rondonópolis. A unidade do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) reúne todos os serviços e atendimentos em um único local.

O espaço conta com biblioteca, teatro, ateliê de artes, quadra poliesportiva, campo de futebol, academia, piscina e muito mais. “O Sesc Rondonópolis possui uma infraestrutura pronta para atender os trabalhadores do comércio, seus familiares e a população geral em todas as áreas, incluindo a educacional. É uma unidade completa”, declara Antônio Damião, gerente da unidade.
O diferencial do local é a presença do consultório odontológico, que promove a saúde bucal por meio de orientações, prevenções e procedimentos básicos em odontologia; e do Sesc Escola, que atende alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental, os mantendo no centro do processo de aprendizagem.
Os três filhos da artesã Kelly Kazama Farinha (Igor, Letícia e Henrique), fazem parte da história do Sesc Escola. Igor, atualmente com 14 anos, começou a estudar na unidade aos três e seus irmãos mais novos começaram com a mesma idade. Letícia está com 10 anos e cursando o quinto ano do Ensino Fundamental, enquanto o caçula Henrique, de sete, está no segundo ano.
Além da escola, os filhos da Kelly participam de outras atividades como natação, futebol, pintura e teatro. “Gosto muito do método do Sesc, o construtivismo, a forma como os professores desenvolvem o pensamento, a autonomia, respeitando o tempo de aprendizado das crianças”, explica Kelly.
Outros projetos oferecidos pelo Sesc-MT fazem parte da vida da artesã, que aprimorou suas técnicas após participar de clube do bordado, realizado gratuitamente às quartas-feiras, e hoje faz da arte sua principal fonte de renda. Kelly ainda leva sua mãe, Massae Kazama, de 72 anos, para praticar hidroginástica e participar das reuniões do “Sesc Conviver”. “Ela ama os encontros de idosos, o acolhimento à terceira idade e essa socialização, promovendo saúde e bem-estar para eles, isso não tem preço” relata.
O projeto “Sesc Conviver” promove bem-estar e sociabilidade do público idoso por meio da oferta de ações de assistência, saúde, lazer, cultura e educação, com a realização de diversas atividades como oficinas manuais, práticas esportivas, ações de orientação em saúde, atividades lúdicas e recreativas, entre outros. As reuniões são gratuitas e realizadas todas as quartas e sextas-feiras no período da tarde.
Os visitantes da unidade têm acesso à biblioteca, teatro, galeria e ateliê de artes, sala de música e de dança e espaço do artesanato. Nos espaços voltados para a cultura, são administrados vários cursos e oficinas para o público de todas as idades, como curso de desenho e pintura, curso de ballet, teatro infantil, cursos de música e oficinas de artes visuais.
Entre as atividades gratuitas estão o curso de macramê, oficina de lettering, clube do livro e curso de cordas friccionadas (violino, violoncelo, contrabaixo acústico e violão).
Lazer
Ao longo do ano, a unidade realiza sessões de cinema gratuitas pelo projeto “Sessão Pipoca”, com a exibição de diversos filmes com classificação indicativa Livre. Na Galeria de Artes são promovidas exposições abertas à visitação para toda a comunidade. A unidade realiza também, uma vasta programação composta por apresentações de circo, dança, teatro, literatura e música, de diferentes artistas locais e nacionais, além da feira de gastronomia e artesanato.Consulte a programação e fique por dentro de tudo que acontece no Sesc-MT.
Para quem gosta de atividade física e esportiva, a estrutura dispõe de uma academia totalmente equipada, piscina, campo de futebol, ginásio e quadra poliesportivos. Contratando o pacote de musculação, o público tem acesso liberado à academia e às atividades como bike indoor, ginástica e Mat Pilates.
Entre outras modalidades estão hidroginástica, natação, futebol society, futsal, voleibol de quadra e Pilates de estúdio. A unidade oferece, ainda, avaliação física e consulta nutricional.
A Valéria Alves Borges tem 39 anos e frequenta a academia do Sesc Rondonópolis há mais de 10 anos. Ela agradece a atenção e dedicação dos instrutores, tanto com ela, quanto com seus filhos. “Arthur, de 13 anos e a Maria Luísa, de nove anos, praticam natação no Sesc desde os seis anos. Arthur teve facilidade, já a Maria Luísa teve resistência, ela sentia medo, mas os instrutores foram maravilhosos, acolheram ela e aos poucos ela criou coragem e progrediu”, relata. A evolução foi tamanha, que Maria Luísa hoje ama nadar, tanto que costuma participar de festivais e competições de natação, promovidas pelo Sesc-MT.
Toda sexta-feira, crianças de 5 a 12 anos podem se exercitar de forma lúdica e divertida com a aula de funcional kids gratuitamente.
Diversão é o que não falta no “Lazer no Sesc”, realizado aos finais de semana. Com o Day Use, o público tem acesso à piscina, redário e espaço recreativo com diversas atividades para a família toda. Ao menos uma vez no mês, diferentes artistas regionais sobem no palco da unidade e embalam as tardes no projeto “Música ao Vivo”. Uma outra opção para confraternizar com amigos e familiares é a locação de quiosques.
A estrutura do Sesc Rondonópolis conta ainda com o Restaurante do Comerciário. De segunda a sábado, o espaço de alimentação contribui para a saúde alimentar do trabalhador do comércio, seus dependentes e do público em geral, oferecendo alimentação de qualidade com valores acessíveis. Interessados podem reservar sua marmita a partir das 8h.
Visite a unidade ou entre em contato pelo telefone (66) 3411-1450 para mais informações sobre cursos, horários e valores de mensalidade. Aproveite e faça o seu Cartão Sesc para ter acesso as atividades gratuitas.
Sobre o Sesc-MT
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e quatro unidades móveis que circulam pelos municípios do interior.
O Sistema S do Comércio é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
SERVIÇO
Day Use
Sábado: das 13h às 16h30
Domingo e feriados: das 09h às 16h30
Entrada gratuita:
Pessoas que possuem o Cartão Sesc;
Pessoa com deficiência;
Doador de sangue;
Pessoas com mais de 60 anos.
Público Geral: R$ 35,00.
Estudante: R$ 17,50.
Vagas limitadas de acordo com a capacidade do local.
ENTRADA DE MENORES
Crianças e adolescentes menores de 18 anos só poderão entrar acompanhados do responsável legal* ou acompanhante**, ambos portando documento de identificação com foto.
*Responsável Legal: pai, mãe, tutor, curador ou guardião.
**Acompanhante: avós, tios, irmão e cunhados desde que maiores de 18 anos.
Terceiros: Autorização concedida pelos pais, assinada e reconhecida em cartório. O acompanhante maior deve estar munido de seus documentos originais, além de cópia dos documentos dos pais e os documentos pessoais do menor (identidade e certidão de nascimento).
Quiosques
Trabalhador do Comércio de Bens, Serviços e Turismo: R$ 85,00
Público Geral: R$ 140,00
Proibida a entrada de bebidas.
Restaurante do Comerciário
Marmitex (Segunda à Sábado):
Trabalhador do Comércio de Bens, Serviços e Turismo: R$7,00
Público Geral: R$14,00.
Prato Executivo (Domingos e Feriados):
Trabalhador do Comércio de Bens, Serviços e Turismo: R$16,00
Público Geral: R$18,00.
AGRO & NEGÓCIOS
Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade
Published
5 horas atráson
11 de junho de 2026By
Da Redação
Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.

fAdilson Muziwane/Paula Boaventura
A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.
O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.

“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.
A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.
por Luiz Henrique Menezes
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