CUIABÁ

SAMBA DE RAIZ

Durante o mês de março as unidades Sesc Arsenal, Dr. Meirelles e Rondonópolis recebem artistas regionais em apresentações musicais

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Em alusão ao Dia Internacional das Mulheres, o Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) promoverá, na sexta-feira (8), o show musical “Samba Raiz” com o grupo Sasminina, na unidade Sesc Rondonópolis. O conjunto, formado por seis mulheres mato-grossenses profissionais da música, exalta a musicalidade brasileira desde 2021.

Sasminina é o encontro de Mariana Borealis (voz e percussão), Karola Nunes (voz e violão), Ju Grisólia (voz e percussão), Jake Xavier (voz e pandeiro), Fabi Rodrigues (cavaco) e Mônica Campos (surdo). Juntas, elas pulsam nos batuques do samba raiz e se inspiram na ancestralidade da história desse ritmo e farão sua primeira apresentação no Sesc Rondonópolis. Além do grupo musical formado por mulheres, a unidade recebe o cantor Gabriel Carmo e banda no domingo (10), para animar a programação de lazer ao meio-dia.

Já o público do Sesc Dr. Meirelles poderá aproveitar as vozes de André Coruja, Carol Brandalise e Akane Iizuka respetivamente aos domingos de março, das 11h30 às 15h.

Sesc Dr. Meirelles

Dia 10/3 – André Coruja

17/3 – Carol Brandalise 

24/3 – Akane Iizuka

A programação do projeto “Lazer no Sesc” promove um show musical com o conjunto Samba Brasilis no Sesc Arsenal, no domingo (24), das 18h às 21h. Na unidade, ao longo do mês artistas se apresentam ao som de voz e violão de terça-feira a domingo, a partir das 17h30. Confira as atrações de 1º a 31 de março:

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Sesc Arsenal

Dia 7/3 – Wanessa Dias

Dia 8/3 – Ariston Custódio

Dia 9/3 – Karola Nunes

Dia 10/3 – Joel Delatorre

Dia 12/3 – Viviane Cantarella

Dia 13/3 – Fátima e Marinho

Dia 14/3 – Branco Barros

Dia 15/3 – Carol Brandalise

Dia 16/3 – Karola Nunes

Dia 17/3 – Wanessa Dias

Dia 20/3 – Thales de Paiva

Dia 21/3 – Akane Iizuka

Dia 22/3 – Benny Costa

Dia 23/3 – Ariston Custódio

Dia 24/3 – Samba Brasilis – 18h (Lazer no Sesc)

Dia 27/3 – Diva Barros

Dia 28/3 – Carol Brandalise

Dia 30/3 – Viviane Cantarella

Dia 31/3 – Wanessa Dias

Sobre o Sesc-MT

O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.

Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e quatro unidades móveis que circulam pelos municípios do interior.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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SERVIÇO

 

Show musical “Samba Raiz” com Sasminina

Quando: Dia 8 de março (sexta-feira), às 18h

Onde: Sesc Rondonópolis (Alameda dos Cravos, S/N – Quadra 197 – Residencial Colina Verde – Sagrada Família, Rondonópolis-MT)

Entrada gratuita

 

Show musical com Gabriel Carmo e banda

Quando: Dia 10 de março (domingo), às 12h

Onde: Sesc Rondonópolis (Alameda dos Cravos, S/N – Quadra 197 – Residencial Colina Verde – Sagrada Família, Rondonópolis-MT)

Entrada domingo: Gratuita para comerciários, pessoa com deficiência, doadores de sangue e idosos com mais de 60 anos. Público-geral: R$17,50 (meia) e R$ 35,00(inteira)

 

Música Ao Vivo no Sesc Arsenal

Quando: De terça-feira a domingo, das 17h30 às 21h

Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)

Entrada gratuita

 

Música Ao Vivo no Sesc Dr. Meirelles

Quando: Aos domingos, das 11h30 às 15h

Onde: Sesc Dr. Meirelles (Av. Dr. Meirelles, nº 3.476 – São João Del Rei, Cuiabá-MT)

Entrada: Gratuita para comerciários, pessoa com deficiência, doadores de sangue e idosos com mais de 60 anos. Público-geral: R$17,50 (meia) e R$35,00 (inteira)

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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