CUIABÁ

DIVERSÃO

Programação traz atividades e lazer nas unidades do Sesc Arsenal e Rondonópolis

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A semana começa animada no Sesc-MT com uma programação irresistível para todos os gostos e idades. No Sesc Arsenal, a terça-feira tem se tornado um verdadeiro ponto de encontro para quem busca diversão, cultura, lazer e produtos da agricultura familiar.
A diversão começa às 14h, para as crianças, no Espaço Recreativo e, a partir das 17h30 é hora do Clube do Jogo, com diversos jogos de tabuleiro, jogos de mesa e jogos eletrônicos. A “Sessão Pipoca” rola às 19h com o filme “Carros”, para toda a família.
A “Feira do Arsenal” é uma das grandes atrações, trazendo o frescor e a qualidade direto da agricultura familiar para a mesa. Frutas desidratas e diversos outros produtos como frutas, verduras, queijos, castanhas, mel e pães podem ser encontrados na feira, a partir das 17h.
E tem também o “Música ao Vivo”, com Cris Chaves e sua banda, que sobem ao palco para embalar o público com um repertório variado e cheio de energia, a partir das 18h. E nada melhor que chopp em dobro, para relaxar, reunir os amigos, apreciar uma boa música e brindar os bons momentos, das 17h às 21h.
No Sesc Rondonópolis, continua a exposição “Sentidos: Além do Apreciar”, que reúne em estações, elementos que provocam e estimulam os cinco sentidos, explorando o tato, o olfato, a audição, o paladar e a visão através da construção com arte.
As visitações vão até o dia 8 de novembro, de segunda à sexta-feira, das 8h às 20h, na Galeria de Artes, do Espaço Cultural, no Sesc Rondonópolis. A visitação é gratuita, e podem ser realizados agendamentos de grupos por meio dos telefones (66) 3411-1491 | 1484 | 1465.
 
Sobre o Sesc-MT 
O Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) é uma entidade privada, financiada com as contribuições do empresariado, sem ônus para os empregados, ou a utilização de recursos públicos. Desde 1947, promove ações de saúde, lazer, educação, cultura e assistência, com o objetivo de fornecer o bem-estar social e a qualidade de vida dos trabalhadores do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, de seus familiares e da comunidade em geral no estado de Mato Grosso.
Atualmente, o Sesc-MT administra 22 unidades fixas no estado e quatro unidades móveis que circulam pelos municípios do interior.
O Sistema S do Comércio é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
SERVIÇO
 
SESC ARSENAL
 
Feira do Arsenal
Quando: Todas as terças-feiras, das 18h às 21h
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada Gratuita
“Música ao Vivo”
Quando: de Terça a Sábado – das18 às 21h30; Domingo das 17h30 às 21h
Onde: Jardim do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada Gratuita
Sessão Pipoca
Quando: 23 de julho, das 19h – Filme: “Carros”
Onde: Cinema do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada Gratuita
Chopp em dobro – R$9,00 duas canecas
Quando: Todas as terças-feiras, das 17h às 21h
Onde: Espaço de Alimentação do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada Gratuita
Recreação
Quando: 23 de Julho (terça-feira), às 14h e às 17h30
Onde: Jardim do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá)
Entrada Gratuita
Sesc Rondonópolis
 
Exposição: Sentidos: Além do Apreciar
Período para visitações: até 08/11/24 – De segunda à sexta-feira
Local: Galeria de Artes – Espaço Cultural – Sesc Rondonópolis
Horário: 08 às 20h
Classificação: 
Livre
Entrada Gratuita
Agendamento com Grupos: (66) 3411-1491 | 1484 | 1465

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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