ADEUS, ANO VELHO
De 14 a 17 de dezembro, ainda tem muita diversão nas unidades de Cuiabá e Rondonópolis
Publicado em
14 de dezembro de 2023por
Da Redação
A programação deste fim de semana encerra as atividades das unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT) em 2023. Até domingo (17), o público ainda pode prestigiar exposição e apresentações natalinas, exibições de cinema, música ao vivo e ‘Bulixo’. Confira:
‘Sistema Fecomércio-MT apresenta: Magia do Natal’
De quinta-feira a sábado (14 a 16), a programação de Natal no Sesc Arsenal conta com show da Cia. Sinfônica, cantata com Rodrigo Auad e UFMT em Cordas e o espetáculo de teatro ‘Um Sonho de Natal.
No Sesc Dr. Meirelles, a programação será de sexta-feira a domingo (15 a 17), com festividades, jogos, brincadeiras e uma apresentação da violinista Fernanda Pavan. Já em Rondonópolis, Rodrigo Auad apresenta a cantata natalina, no sábado (16), com a participação da Camerata de Cordas e Coral Infantil da unidade.
Exposição ‘Magia do Natal’
A mostra composta por produções artísticas dos alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio do Sesc Escola, estará disponível para visitação até sábado (16), na Galeria de Artes do Sesc Arsenal.
As obras valorizam as habilidades e imaginação dos alunos, e promovem uma observação sobre o momento de renovação, esperança e início de novos ciclos com mais amor, união, empatia, caridade e prosperidade.
‘Bulixo’
A última feira cultural e gastronômica do ano, no Sesc Arsenal, continuará proporcionando aos visitantes um ambiente agradável de lazer e diversão, com comidas típicas da região e peças artesanais.
‘CineSesc’ e ‘Sessão Pipoca’
O ‘CineSesc’ entra no clima de Natal com o filme ‘Milagre na Rua 34’. Já a ‘Sessão Pipoca’ exibirá o Arsenal de Curtas com ‘Dique Quilombola’, ‘Menina Espantalho’ e ‘Vivi Lobo e o Quarto Mágico’, no cinema do Sesc Arsenal.

‘Música Ao Vivo’
Na quinta-feira (14), tem apresentação musical de Vinicius Carvalho, já na sexta-feira (15), o som fica por conta de Karola Nunes, e no sábado (16), Wanessa Dias encerra a programação do ‘Música Ao Vivo’ de 2023, no palco do Sesc Arsenal.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
SERVIÇO
‘Sistema Fecomércio-MT apresenta: Magia do Natal’
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
Sesc Arsenal
14/12 – Show de Natal com Cia. Sinfônica, às 19h
15/12 – Cantata de Natal com Rodrigo Auad – RJ e UFMT em Cordas, às 19h
16/12 – ‘Um Sonho de Natal’ com Teatro Faces, às 19h
Entrada gratuita
Sesc Dr. Meirelles
15/12 (sexta-feira)
14h: Oficina ‘Cartão pop-up Natalino’ | Espaço Plural
16/12 (sábado)
10h: Desafio Nariz da Rena | Jardim
14h: A Barba do Noel – Brinquedo sensorial | Lanchonete
17/12 (domingo)
10h: Oficina ‘Meia de Natal’ | Espaço Plural
11h30: Apresentação da violinista Fernanda Pavan
14h: Corrida Natalina | Jardim
Entrada: Gratuita para comerciários, pessoa com deficiência, doadores de sangue e idosos com mais de 60 anos. Público-geral: R$8,50 (meia) e R$17,00 (inteira) nas sextas-feiras e Público-geral: R$17,00 (meia) e R$35,00 (inteira) no fim de semana
Sesc Rondonópolis
16/12 – Cantata Natalina com Rodrigo Auad – RJ, Camerata de Cordas e Coral Infantil do Sesc Rondonópolis, às 18h
Entrada gratuita
Exposição ‘Magia do Natal’
Quando: De 14 a 16 de dezembro (quinta-feira a sábado), das 14h às 21h
Onde: Galeria de Artes do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)
Entrada gratuita
‘Bulixo’ | Feira Cultural e Gastronômica
Quando: 14 de dezembro (quinta-feira), às 18h
Onde: Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)
Entrada gratuita
‘CineSesc’ e ‘Sessão Pipoca’ no Sesc Arsenal
Quando: De 14 a 16 de dezembro (quinta-feira a sábado), às 17h
Onde: Cinema do Sesc Arsenal (Rua 13 de junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)
Entrada gratuita
PROGRAMAÇÃO ‘CINESESC’
15/12 – Milagre na Rua 34
PROGRAMAÇÃO ‘SESSÃO PIPOCA’
14 e 16/12 – Arsenal de Curtas (Disque Quilombola, Menina Espantalho e Vivi Lobo e o Quarto Mágico)
‘Música ao Vivo’ no Sesc Arsenal
Quando: De 14 a 16 de dezembro (quinta-feira a sábado), às 17h30
Onde: Espaço de Alimentação do Sesc Arsenal (Rua 13 de Junho, 1435 – Centro Sul, Cuiabá – MT)
Entrada gratuita
CONFIRA AS ATRAÇÕES
14/12 – Vinicius Carvalho
15/12 – Karola Nunes
16/12 – Wanessa Dias
AGRO & NEGÓCIOS
Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade
Published
8 horas atráson
11 de junho de 2026By
Da Redação
Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.

fAdilson Muziwane/Paula Boaventura
A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.
O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.

“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.
A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.
por Luiz Henrique Menezes
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