CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE É REFERÊNCIA

RESULTADOS OBTIDOS PELA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL TÊM ATRAÍDO A ATENÇÃO DE OUTRAS CIDADES DE MATO GROSSO. TROCA DE EXPERIÊNCIA REFORÇA COMPROMISSO EM BUSCA DE SOLUÇÕES DOS PROBLEMAS SOCIAIS.

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Várzea Grande vêm sendo referência na execução dos serviços socioassistenciais e nos resultados alcançados em suas unidades. No que se refere a Proteção Especial, os resultados apresentados vêm chamando a atenção de representantes de várias cidades que vêm a Várzea Grande, com intuito de observar a estrutura do local e a condução de serviços realizados.

Nesta quarta-feira (13), representantes do município de Canarana (localizado a 644 quilômetros), vieram visitar o CREAS (Centro Especializado em Assistência Social), para conhecer o órgão, bem como a funcionalidade do local que atua com atendimento de média e alta complexidade.

“Várzea Grande tem um ótimo acolhimento. Nas capacitações que fazemos sempre vemos os destaques das equipes do município, por isso optamos em vir visitar a cidade e conhecer os serviços executados, em especial, pela equipe do CREAS. A nossa intenção é realmente aprender na prática, porque nas capacitações temos o teórico, mas o que a gente vê é que o trabalho que tem sido feito aqui, tem obtido grandes resultados”, elogiou a gestora de Proteção Básica e Especial de Canarana, Cleivaniade Souza Oliveira.

Para a gerente do Centro de Referência Especializado em Assistência Social, Katlin Calmon, a visita das gestoras é motivo de muita alegria, ainda mais por saber que os trabalhos realizados em Várzea Grande têm atraído olhares de outras administrações. “Estamos de portas abertas para todos aqueles que quiserem conhecer o nosso trabalho, nosso público-alvo e que fazemos para atender as demandas, em especial, aquelas que envolvem grupo especial, a exemplo de criança e adolescentes”.

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A gerente disse que muito desse sucesso alcançado pelo município de Várzea Grande no setor de Assistência Social também se deve ao olhar sensível da primeira-dama Kika Dorilêo Baracat, que há mais de 20 anos atua como Promotora de Justiça.  “O conhecimento de causa e o seu aconselhamento nas ações da assistência social, nos fortalece e nos dá a direção para desenvolvermos o nosso trabalho pautado sempre na transparência e na humanização de nossos atendimentos”.

Kika Dorilêo Baracat tem ressaltado de forma enfática que o maior atributo da atual gestão está na vontade e determinação do prefeito Kalil Baracat em usar a estrutura pública para promover atenção social e os atendimentos necessários para a população.

A titular da pasta, Ana Cristina Vieira frisou ser sempre uma satisfação receber em Várzea Grande representantes de outros municípios e poder apresentar as ações que vêm sendo desenvolvidas na cidade, no que se refere a Proteção Especial, e servir de parâmetros de trabalho, especificamente, neste modelo de serviço social.  

“Todas as ações desenvolvidas aqui são frutos de uma construção coletiva, organizada pela equipe técnica da Secretaria de Assistência Social, que além de atuantes, se dedicam no atendimento, que tem como público-alvo, crianças e adolescentes, mulheres, idosos e ainda as pessoas em situação de rua”, informou.  

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Ana Cristina disse ainda que é sempre bom reforçar a nossa determinação nos serviços públicos que devem ser ofertados com qualidade e com resolutividade.  “Saber que o município de Várzea Grande é tido como referência para outros municípios de Mato Grosso, é motivo de orgulho e satisfação para a Administração Kalil Baracat, e um motivo a mais para desenvolvermos com excelência os nossos serviços. O Poder Público tem que existir em função das pessoas, ainda mais quanto aos assuntos das áreas sociais, e compreendo que o reconhecimento de outras cidades demonstra que Várzea Grande está no caminho certo”.

Como destaca a gestora, Várzea Grande, tem realizado o trabalho Intersetorial e multidisciplinar, firmando parcerias com as demais políticas para atender o usuário em sua totalidade. “A troca de experiência é fundamental em todos os setores e nós estamos aqui para mostrar o nosso trabalho e para construirmos pontes entre os municípios, seja na construção de novas parcerias ou para alinharmos projetos que possam atender a população, dos nossos municípios”, pontuou.

Além da gestora de Proteção Básica e Especial de Canarana, Cleivania de Souza Oliveira, participaram também da visita a psicóloga DeucileneLopes de Lorena e a assistente social, Helen Laney Minervino.

Da assessoria

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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