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Evento da CAA/MT reuniu profissionais e familiares em um ambiente de integração, esporte e bem-estar

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Entre saques, sorrisos e reencontros, a advocacia mato-grossense viveu dias de integração e convivência durante o 1º Campeonato de Tênis e Beach Tennis da advocacia, promovido pela Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT). Realizado no Cuiabá Tênis Clube, o evento foi encerrado no sábado (25) com mais de 200 inscritos e um ambiente marcado pela participação de famílias e pelo espírito de confraternização.


Ao longo dos três dias, advogados, advogadas, estagiários e seus familiares compartilharam não apenas as disputas em quadra, mas também momentos de lazer e fortalecimento de vínculos, consolidando o campeonato como uma iniciativa voltada à qualidade de vida da classe.


As competições foram realizadas nas categorias masculino e feminino, no tênis, e feminino e misto, no beach tennis, reunindo participantes de diferentes regiões do Estado.

Para o presidente da CAA/MT, Rodrigo Araújo, o resultado superou as expectativas. “É uma alegria ver a advocacia reunida em um evento pensado para promover integração, esporte e momentos de convivência entre colegas e familiares”, destacou.

A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Cardoso, também ressaltou a importância da iniciativa. “Este já é um grande sucesso e, sem dúvida, será o primeiro de muitos. O mais importante é essa união entre colegas de várias regiões vindo jogar, confraternizar e fortalecer a nossa classe”, afirmou.

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A vice-presidente da Caixa de Assistência, Thaís Brazil, reforçou o cuidado com a experiência dos participantes. “Foi um evento preparado com muito carinho, pensado para que todos pudessem competir, mas também aproveitar um espaço de convivência, acolhimento e bem-estar”, pontuou.

Entre os participantes do beach tennis, a dupla formada pelo advogado José Patrocínio e pela conselheira estadual Angélica Maciel destacou o caráter integrador do campeonato. Para José Patrocínio, a experiência foi extremamente positiva. “O campeonato proporcionou um ambiente de integração entre colegas de diversas regiões, além de promover bem-estar e qualidade de vida. A organização também se destacou pela excelência da estrutura oferecida”, afirmou.

Angélica Maciel também ressaltou o impacto da iniciativa. “A experiência foi revigorante, marcada pela superação e pela alegria de compartilhar a quadra com colegas. Foi gratificante ver a classe reunida em um ambiente de energia positiva”, disse. Ela ainda destacou a importância da ação. “Iniciativas como essa fortalecem a união institucional e contribuem para a saúde física e mental da advocacia”, completou.

Entre os destaques da competição está a advogada Maria Eduarda Castilho, que conquistou o segundo lugar na 3ª classe feminino de tênis. Para ela, a experiência foi marcante. “Foi um evento maravilhoso, a organização estava impecável, foram dias essenciais para fomentar o relacionamento com os colegas, além da experiência de participar de um campeonato propriamente dito. Acredito que além da advocacia, a CAA/MT trouxe também o incentivo do bem-estar e com isso pode mostrar o equilíbrio entre qualidade de vida e profissão”, destacou.

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O campeonato contou com o apoio da SVN Investimentos, Mestre Medeiros – Advogados Associados, Academia Bodytech, Amigo Internet, Cervejaria Louvada, Pantanal Shopping, Zapaz Consultoria Empresarial, Powerade, Ótica Reestyle, Lebrinha, Tecno Vida – Farmácia de Nutrição e Unimed Cuiabá.

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AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

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Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

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por Luiz Henrique Menezes

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