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CUIDADOS

Só dirija se estiver descansado e redobre atenção nos trechos de rodovias em obras; saiba como agir durante a chuva

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Fatores relacionados à desatenção e excesso de velocidade são as principais causas de sinistros nas rodovias federais brasileiras. Um estudo da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra) revelou que a cada 10 mortes ocorridas nos quatro primeiros meses do ano, quatro tiveram como causas a falta de atenção e o excesso de velocidade. “É esse cenário de imprudência e desatenção que o motorista deve ter em mente quando sair de casa para viajar neste feriado prolongado. É preciso redobrar os cuidados para ter uma viagem tranquila e segura”, explica o especialista em Medicina do Tráfego e diretor científico da Ammetra, Alysson Coimbra.

O especialista conta que a principal recomendação é só pegar a estrada se estiver descansado e com o sono em dia. “Uma pesquisa recente feita na Austrália mostrou que a falta de sono tem um efeito similar ao do álcool no cérebro do motorista. Quando não dormimos o suficiente, temos dificuldade de concentração, cansaço, e uma percepção visual distorcida. Quando dirigimos nessas condições, aumentam os riscos de um sinistro de trânsito porque a nossa capacidade de reação a situações externas, como neblina, fumaça de queimadas, chuva, obras e má conservação na pista, ficam comprometidas”, explica.

Coimbra diz que a obediência às regras de trânsito, como respeito aos limites de velocidade, às regras de ultrapassagem e a distância adequada em relação ao veículo da frente, por exemplo, podem evitar uma série de acidentes. “Mas os motoristas têm que estar atentos também para as condições da via. Sabemos que muitas rodovias estão em péssimas condições de conservação e muitas têm obras de recuperação acontecendo simultaneamente a circulação de veículos o que aumenta o risco”, conta Coimbra.


Faça manutenções preventivas periódicas no veículo

Cuidado com o ‘Pare e Siga’
Nos casos de obras em rodovias de pistas simples, a atenção deve ser ainda maior para evitar uma tragédia como a que ocorreu em Goiás no final de setembro, quando um caminhão desgovernado provocou um engavetamento envolvendo 18 veículos que matou 4 pessoas e deixou outras 11 gravemente feridas. “O ideal é que não existisse obra de reparo em períodos de maior circulação, como em feriados, pois nem sempre a sinalização é feita de forma adequada e supervisionada por especialistas. Obras em trechos íngremes e sinuosos favorecem a ocorrência de pontos cegos, de modo que a interrupção do fluxo não seja percebida na distância e tempo suficientes para uma frenagem segura. Nessa situação, veículos com excesso de velocidade e/ou peso não conseguem parar, e vão destruindo tudo à frente, como em Goiás.Tudo isso pode ser evitado com bom senso, planejamento e fiscalização”, completa Coimbra.

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Evite problemas mecânicos
Faça a manutenção regular do seu veículo e, antes de sair, observe se itens básicos de segurança estão funcionando, como freios, faróis, setas, limpadores e lanternas. “Não viaje com pneus carecas, calibre os pneus e o estepe antes de sair, cheque os níveis de água e óleo e verifique se macaco, triângulo e estepe estão no veículo. Esses cuidados podem evitar acidentes provocados por falhas mecânicas”, aponta.

Atenção também na volta
Essas regras não valem apenas para a viagem de ida e os cuidados devem ser redobrados também no retorno da viagem onde os acidentes podem ser ainda mais frequentes. “Nem sempre o feriado é sinônimo de descanso. Por isso, na noite anterior ao retorno, evite beber até muito tarde, pois o álcool tem efeitos tardios no nosso organismo. O ideal é fazer um consumo moderado, não descuidar da hidratação e garantir uma boa noite de sono”, orienta o médico.


Todos os ocupantes devem usar cinto de segurança

DICAS PARA DIRIGIR EM SEGURANÇA NO FERIADO
-Não dirija se estiver cansado ou com sono
-Obedeça as regras de trânsito
-Não exceda o limite de velocidade
-Mantenha distância adequada em relação ao carro da frente
-Redobre a atenção nos trechos de rodovia em obras
-Avalie constantemente a cena em trechos com interrupção súbita do fluxo, verificando sempre se o interior do veículo ainda é o local mais seguro para permanecer.
-Não hesite em deixar o veículo para buscar abrigo longe da rodovia/estrada, evitando se abrigar embaixo de árvores em caso de chuva
-Faça a manutenção regular do seu veículo
-Verifique funcionamento de freios, setas limpadores e lanternas
-Não viaje com pneus carecas
-Calibre os pneus e o estepe antes de sair
-Cheque os níveis de água e óleo
-Verifique se macaco, triângulo e estepe estão no veículo

FORMA ADEQUADA DE TRANSPORTAR CRIANÇAS
-Bebê conforto: crianças de até um ano de idade e até 9kg, posicionado em sentido contrário ao painel do veículo.
-Assento conversível: crianças de até um ano de idade e até 13kg posicionado no sentido contrário ao painel do veículo até a criança completar 1 ano de idade.
-Cadeirinha: crianças de 1 a 4 anos de idade, que tenham entre 9 e 18 kg, posicionamos de frente para o painel do veículo.
-Assento de elevação: crianças de 4 a 10 anos de idade que não tenham atingido 1,45 m de altura, com peso entre 15 e 36 kg, sempre conectado ao cinto de três pontos.
-Banco traseiro e dianteiro somente com o cinto de segurança: crianças com mais de 10 anos de idade e/ou estatura superior a 1,45m.
-Apenas crianças maiores de 10 anos podem ser transportadas em motocicletas, mas sempre com capacete, luvas e outros equipamentos de proteção.

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FORMA ADEQUADA DE TRANSPORTAR PETS
– Animais de companhia devem ser transportados afixados assim como as crianças, e o melhor dispositivo de transporte deve ser avaliado considerando o porte e peso do PET.

COMO DIRIGIR EM SEGURANÇA NA CHUVA
– Só saia se for realmente necessário
– Use GPS mesmo que conheça o caminho; eles avisam sobre interdições e desvios seguros
– Tenha sempre uma outra opção de percurso para fugir de interdições e alagamentos.
– Em caso de chuva intensa, procure lugar seguro para parar o carro
– Não avance se o volume de água cobrir metade da altura da roda
– Não saia do carro em caso de enxurrada
– Mantenha distância de 4 segundos do veículo à frente
– Use farol baixo mesmo na cidade
– Não freie bruscamente
– Em caso de água na pista, mantenha o volante reto, segurando forte, pare de acelerar e não freie
– Em caso de interdição de pista: se não existir local seguro para estacionar, acione as luzes de alerta e abandone o veículo, buscando abrigo em local seguro
– Use o pisca alerta quando houver uma redução drástica de velocidade, para que os demais motoristas possam reduzir a velocidade de forma segura evitando colisões.
-Avalie constantemente a cena em trechos com interrupção súbita do fluxo, verificando sempre se o interior do veículo ainda é o local mais seguro para permanecer.
-Não hesite em deixar o veículo para buscar abrigo longe da rodovia/estrada, evitando abrigar embaixo de árvores em caso de chuva.

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ARTIGO & OPINIÃO

Dia Mundial da Alfabetização e a importância de respeitar etapas do aprendizado da leitura

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 Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Alfabetização nos ajuda a refletir sobre os desafios enfrentados por alunos, professores e famílias. Também ressalta a importância de compreender o desenvolvimento da leitura e analisar quais estratégias favorecem esse processo.

Para ler uma palavra, o cérebro utiliza dois caminhos principais. O primeiro é a chamada rota fonológica, responsável pela leitura inicial e pela decodificação de palavras. Nesse processo, a criança junta sons e letra por letra. Essa etapa é mais lenta e exige esforço cognitivo e construção gradual da habilidade.

O segundo caminho é a rota lexical. O cérebro já reconhece a palavra visualmente e consegue identificá-las de maneira rápida e automática, sem precisar soletrar, por exemplo. O desenvolvimento da leitura acontece de forma eficiente quando os dois caminhos funcionam em equilíbrio.

A dificuldade surge quando se tenta acelerar o processo, priorizando o reconhecimento visual antes que a criança consolide habilidades fundamentais relacionadas à consciência dos sons. Quando a alfabetização se apoia na memorização visual, a criança pode apresentar dificuldades diante de palavras novas, demonstrando dependência da memória e insegurança na leitura.

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Alguns sinais podem indicar que o processo não está consolidado. Por exemplo, a criança que consegue nomear letras isoladamente, mas não consegue unir sons para formar palavras completas. Outro indicativo é a dificuldade em perceber rimas e semelhanças sonoras entre palavras, demonstrando fragilidade na percepção dos sons da fala.

A leitura não é uma habilidade adquirida de maneira natural. Trata-se de uma construção que exige treinamento e adaptação cerebral. Com isso, a consciência fonológica aparece como habilidade central no processo de alfabetização. Ela envolve a capacidade de perceber que palavras são formadas por unidades sonoras menores e de manipular esses sons de diferentes formas.  Atividades como rimas, aliterações e exploração sonora contribuem para fortalecer essa base, favorecendo a construção da leitura e da escrita.

No Dia Mundial da Alfabetização, a reflexão proposta deve ir além do acesso à leitura. Ela deve reconhecer que alfabetizar envolve conhecimento, estratégia e compreensão profunda sobre como o cérebro aprende. Entender a ciência por trás da alfabetização é o que diferencia o mestre de um instrutor.

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(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

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