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Secretário apresenta ao Conselho Municipal do Turismo a programação de projetos a serem executados em 2023

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A Secretaria Municipal de Turismo apresentou na quinta-feira (21) aos membros do Conselho Municipal de Turismo de Cuiabá (Comtur) os projetos e ações previstas para serem lançados em 2023. A discussão é necessária para que o município tenha uma previsão  de gasto dentro da Lei Orçamentária Anual (LOA) – 2023. Também foi apresentado um balanço das ações idealizadas até o momento como o Festival da Pamonha, Festa na Praça,  APP Turismo Cuiabá e Portal do Turismo e o  Ordenamento Turístico do Distrito do Coxipó do Ouro (iniciado em 17 de março de 2022).    

Conforme o secretário Zito Adrien, os membros do Conselho poderão apresentar propostas e ideias para serem executadas pela Secretaria para o ano de 2023. Ainda, comentou sobre a ampliação do Portal do Turismo para o Consórcio Vale do Rio Cuiabá, em que o prefeito Emanuel Pinheiro preside. “A ideia é fazer com que os municípios tenham seus pontos turísticos inclusos no aplicativo. A proposta será levada para os demais municípios pelo prefeito da Capital. E para o ano que vem teremos muitas ações envolvendo o turismo, que vai impactar na geração de emprego e renda para vários seguimentos”, comentou Zito.
“As ações seguem com o objetivo de trabalhar as potencialidades e peculiaridades, valorizando a vocação e produtos turísticos de Cuiabá. A gestão busca fortalecer e estruturar o contexto social, político, ecológico, econômico e cultural, com o processo de escuta e diálogo junto aos atores locais, para incrementar a vocação turística da Capital e buscar o desenvolvimento e geração de emprego e renda. As ferramentas trabalhadas vêm sendo pensadas e colocadas em prática valorizando o planejamento participativo, fomentando o turismo em Cuiabá de modo sustentável, participativo e includente, incentivando as parcerias público-privadas. A SMT vem agregando ações em prol do conjunto dos recursos turísticos (naturais, histórico-culturais, equipamentos esportivos e de recreação, centros comerciais, empresas, empreendimentos, equipamentos e prestadores de serviços turísticos), atrelado à infraestrutura e criação de condições de fomento ao turismo, com excelência que o segmento merece para Cuiabá enquanto Capital e suas riquezas ímpares”, concluiu o gestor da pasta. 
 
Alguns dos projetos previstos (2023):
 
Festival da Pamonha (previsão abril)
 
Viva o Feriado em Cuiabá (datas a serem definidas) 
 
Homenagem aos 60 anos da 1ª Banda de Rock de Cuiabá “Jacildo e Seus Rapazes” (festival de cinema, bandas cover, exposição de fotos e muito mais – data a ser definida)   
 
Outras programações ainda serão anunciadas pela Secretaria de Turismo. 

 

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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