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Secretaria de Agricultura propõe parceria com empresa para produção de cerveja a partir da mandioca

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O secretário Francisco Vuolo e a equipe técnica da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico (SMATED), realizaram na última sexta-feira (05) uma visita técnica à sede da Cervejaria Ambev. O encontro contou ainda com a presença do presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Renaldo Loffi, e da engenheira agrônoma e pesquisadora, Dolorice Moreti.

A comitiva foi recebida pela gerente da unidade, Stefani Gonçalves, e pela mestre-cervejeira, Andressa Corado, que apresentaram todo o processo de fabricação realizado na Ambev. Além disso, as equipes da SMATED e da Empaer apresentaram uma proposta de parceria com a empresa, que consiste na utilização da mandioca para produção de cervejas.

Vuolo destaca que esse foi o primeiro passo para prospectar uma futura parceria, que tem como intuito colaborar com o desenvolvimento econômico da capital e da agricultura familiar. Agora, a ideia será encaminhada à diretoria nacional da empresa, que deve analisar a viabilidade do projeto.

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“Na pesquisa que fizemos com o IMEA, a mandioca desponta em Cuiabá como o maior cultivo na agricultura familiar. O nosso desejo é unir esforços para desenvolvermos uma política integrada para fortalecer os produtores de pequena propriedade e a agricultura familiar, melhorar a renda e qualidade de vida, além do fortalecimento da economia com a futura venda desse produto, onde a Ambev entra no processo de produção nessa parceria entre o Estado, por meio da Empaer, município e iniciativa privada. Então, esse foi o nosso primeiro contato para despertar o interesse nessa parceria. Agradecemos em nome do prefeito Emanuel Pinheiro, o carinho pelo qual fomos recebidos”, disse Vuolo.

A gerente da unidade relata que a cerveja produzida a partir da fécula da mandioca já é comercializada em estados como Pernambuco e Goiás. No entanto, explica que depende da diretoria nacional da empresa, para que projeto do novo sabor de bebida chegue a Mato Grosso.

“Existe todo um processo produtivo e toda cerveja que hoje é produzida em grande escala, já foi produzida em pequena escala no nosso laboratório no Rio de Janeiro. Então, a nossa área agronômica faz o acompanhamento desde a pesquisa, até chegar a produção. Nós já temos a expertise com relação à produção da cerveja de mandioca. No enteando, isso independe da nossa unidade, e para que seja realizada em Cuiabá precisa passar pela diretoria nacional da empresa. As portas da nossa cervejaria estão sempre abertas, vamos colocá-los em contato com a pessoa responsável para que possamos dar continuidade”, pontua Stefani.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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