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Mãe de criança atacada por animal de estimação elogia atendimento do Hospital Municipal de Cuiabá

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Eva P. L da Silva

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“Atendimento perfeito, comida gostosa e uma brinquedoteca encantadora”, esses foram alguns dos elogios que Roselene Silva, fez ao Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto-Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho”. Ela é mãe da pequena Jenifer Cruz, que com apenas 7 anos de idade foi atacada por um cachorro da família e precisou ficar nove dias internada na unidade. 

Jenifer mora no bairro Jardim União, em Cuiabá. Foi lá que ela sofreu o ataque, enquanto brincava com o animal de estimação. Além de várias escoriações pelo corpo, ela teve cortes profundos pelo rosto e cabeça. Após o incidente, a menina foi socorrida e encaminhada para o HMC, onde foi submetido a uma cirurgia com bucomaxilofacial para a reconstrução da face. 

Segundo o diretor-técnico, Vinicius Gatto, a rapidez no atendimento das equipes envolvidas bucomaxilofacial, oftalmologista e pediatra foi fundamental para a recuperação da paciente. “Ela passou por procedimento cirúrgico e foi para a enfermaria. A equipe multidisciplinar composta por profissionais psicólogo, nutricionista, enfermeiros e técnicos em enfermagem também contribuíram no atendimento eficaz”, informou. 

A mãe da Jenifer, Roselene Silva, relatou que o atendimento que a filha recebeu no HMC ajudou muito a família conseguir vencer este momento difícil. “O atendimento foi rápido e toda a equipe é muito atenciosa. Minha filha foi muito bem cuidada e medicada, eu achei muito importante esse carinho com a gente, só tenho a agradecer”, destacou.

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Ela conta ainda, que a filha ficou encantada com a brinquedoteca que fica no setor de pediatria. “Lá é maravilhoso, ela queria ficar o tempo todo na brinquedoteca. Esse espaço foi importante para tirar a angustia, foi um momento de repouso e descontração, onde ela brincou com outras crianças e entreteu com a televisão, briquedos e livros”, contou a mãe Roselene.  

Segundo ela, outro ponto alto do atendimento, foi à equipe da nutrição. “Minha filha ama gelatina, e as nutricionistas providenciaram. Ela também gostou muito do suplemento que recebeu o “Fortini”, e disse ao pai dela para comprar o suplemento quando ela for para casa. Ela elogiou muito a comida do hospital. Acredito que a boa alimentação ajudou muito para a recuperação da minha filha”, destacou a mãe da pequena Jenifer.  

“Agradeço imensamente a equipe do Hospital Municipal de Cuiabá. Minha filha foi bem atendida e recebeu muito carinho. Ela amou as brincadeiras com a psicóloga. As técnicas em enfermagem ajudaram a colocar o nome de “Ted”, no urso dela. Foi muito amor da equipe do HMC com ela, não tenho queixas, só agradecimento”, completou.

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O Hospital Municipal de Cuiabá foi inaugurado na gestão Emanuel Pinheiro. A unidade é administrada pela Empresa Cuiabana de Saúde Pública – ECSP.

Paulo Rós, diretor-geral do HMC, revelou que o cuidado com os pacientes internados é uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro. “A direção do hospital atua em consonância com a gestão. Nosso intuito é ir além do tratamento, sempre priorizamos a humanização no atendimento, principalmente quando se trata de crianças internadas, todo o carinho é redobrado”, informou.

A mãe da Jenifer faz um alerta para as pessoas que têm cachorro em casa. “A gente acha que é dócil, que é acostumado com as crianças, porque brinca e convive desde filhote, mas não é bem assim. É preciso ter muita atenção, porque pode ocorrer incidente como este que aconteceu com a minha filha”, pontuou.

A pequena Jenifer recebeu alta e segue com os cuidados em casa. A família está muito feliz com o retorno e preparou uma festa para celebrar a alta médica. Ela foi recepcionada pela família, amigos e vizinhos com doces, bolo e churrasco. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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