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Hospital Municipal São Benedito recebe a visita do Papai Noel

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A chegada do Natal traz consigo a presença do Papai Noel. No Hospital Municipal São Benedito, a visita do ‘bom velhinho’, aconteceu na quinta-feira (15), no saguão da unidade. Colaboradores, pacientes e familiares acompanharam a celebração, que contou com canções natalinas, café da manhã e sorteio de brindes. 

A iniciativa é uma ação da Prefeitura de Cuiabá e Diretoria da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que faz a gestão da unidade hospitalar, com o envolvimento dos colaboradores do Projeto Acolher. 

Para o prefeito Emanuel Pinheiro a tradição natalina é celebrada nos hospitais municipais no intuito de trazer acolhimento e humanização. “O nascimento de Jesus e a figura do Papai Noel são revividos nesta época do ano. Apoiamos essa celebração como maneira de levar a mensagem de amor, paz e fraternidade as pessoas, principalmente para as famílias fragilizadas com alguma enfermidade”, destacou. 

O paciente Eleonildo de Almeida, 51 anos, do município de Nova Olímpia, veio para uma consulta de retorno no ambulatório, logo que chegou à unidade, se deparou com o Papai Noel. “Fui contagiado com a magia do Natal. Muito linda a decoração, eu não esperava encontrar o Papai Noel aqui no hospital”, disse. 

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Eleonildo ficou internado no Hospital São Benedito, após sofrer uma queda ao subir no telhado. “Estou muito bem e fico muito agradecido e alegre. A minha recuperação é o melhor presente de natal”, contou. 

Para Maria de Lurdes, coordenadora do setor de Qualidade Hospitalar, a ação de Natal é importante para acolher pacientes e funcionários neste momento natalino. “As pessoas ficam felizes porque tem a oportunidade de ver o Papai Noel, símbolo da alegria, fé e fraternidade”, destacou. 

O diretor-administrativo da ECSP, Eduardo Vasconcelos, recebeu o ‘bom velhinho’. “Agradeço a presença do Papai Noel e a mensagem de carinho que ele deixou para nós. Aproveito para agradecer a gestão e todos os colaboradores por mais um ano de dedicação e empenho ao serviço prestado aos usuários do SUS”, ressaltou. 

Paulo Rós, diretor-geral da ECSP, ressalta que este já é o quarto ano que o Hospital Municipal São Benedito recebe a presença do Papai Noel. “Preparamos esse momento especial com decoração, músicas natalinas e a presença do papai Noel para resgatar a magia do Natal. Sabemos que essa época do ano é especial, e celebrar esse momento é importante para fortalecer as pessoas com energias positivas. Quero desejar um feliz Natal a todos com muita saúde e realizações”, enfatizou.   

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Papai Noel 

José Nilton Ferreira Lopes, 70 anos, atua como Papai Noel há 38 anos. Segundo ele, todos os anos ele participa do Natal em vários hospitais de Cuiabá. “É uma missão que Deus me deu. Em cada hospital e eventos que eu participo, procuro levar palavras de consolo, fé e esperança. Fico contente em adotar esse personagem, amo muito o que eu faço, e agradeço o convite de participar mais uma vez da celebração de Natal do Hospital Municipal São Benedito”, finalizou. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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