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Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo: Prefeito Emanuel Pinheiro reforça compromisso de fortalecer os eixos do desenvolvimento econômico e social

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O prefeito Emanuel Pinheiro se reuniu, na manhã desta segunda-feira (7), no Palácio Alencastro, com representantes da empresa Synergia Socioambiental e equipe governamental para tratar dos reflexos positivos mediante o traçado da Ferrovia Estadual Senador Vicente Vuolo, que terá um terminal ferroviário instalado em Cuiabá. A reunião teve como finalidade iniciar as tratativas para o levantamento de dados, com a intenção de prospectar as informações necessárias de viabilidade. Um dos focos é o de  fortalecer os eixos do desenvolvimento econômico e social, além do fomento à geração de emprego e renda. 

O chefe do Executivo Municipal enfatizou que desde o anúncio da obra em Mato Grosso, a estrutura transformou-se em um grande sonho da população cuiabana. Segundo ele, a Prefeitura de Cuiabá irá ofertar, até 2024, todo o suporte para que consolidação do novo sistema de transporte. 

“Vamos fazer tudo que for necessário, deixando mais esse legado para nossa gente. Nosso sonho é que avance ainda em nossa gestão, que se encerra em dezembro de 2024, mas sabemos que há todo um trabalho árduo por trás desse grande projeto, no entanto, que possamos dar passos largos até lá. Todo o processo para balizar estudos será realizado com total apoio e facilidade por parte da Prefeitura de Cuiabá”, disse em seu pronunciamento. 

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O secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico e presidente do Fórum Pró-Ferrovia na cidade, Francisco Vuolo, fez um breve balanço do encontro. “Discutimos o terminal ferroviário da capital e o local para que seja fixado, na Região Sul. A expectativa da gestão Emanuel Pinheiro é contribuir ao máximo, com informações e condições, para que o mais rápido possível, o prazo contratual de cinco anos, sejam cumprido com antecedência e termos o apito do trem soando a todos os cuiabanos e mato-grossenses”, frisou. 

Maurício Mirra e Roberto Matias, ligados à instituição privada contratada pela Rumo Logística – responsável pela construção, implantação e exploração da Ferrovia, pontuou que a inicialmente, o roteiro consiste na elaboração de plano de mitigação, com a participação de todos os municípios envolvidos. “Vamos mapear os impactos e apresentar para a Rumo, na linha de desenvolvimento e apresentar para o Rumo. A ideia é futurar desde o início, desde as chegadas até saídas, preenchendo eventuais lacunas”, explicou. 

A perspectiva é do aumento na competitividade dos produtos produzidos na região, em razão da redução do custo do frete, potencializando a indústria e o comércio local, convertendo-se em um marco na infraestrutura do país, com mais de 700 de estrada de ferro entre Cuiabá, passando por mais de 16 municípios, impulsionando a geração de mais de 230 postos de trabalhos nos próximos anos, em destaque como o principal corredor de escoação de grãos no Brasil. A previsão é que a obra seja iniciada em até seis meses após a emissão da licença ambiental de instalação e que o Terminal de Cuiabá seja concluído até o 2º semestre de 2025.

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Estiveram presentes, o secretário de Governo Luís Claudio Sodré, secretário-adjunto do Instituto de Planejamento de Desenvolvimento Urbano (IPDU), Márcio Puga, secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Leonardo Leão, secretária de Educação, Edilene Machado, secretária-adjunta de Educação, Débora Marques, secretário de Mobilidade Urbana Juares Samaniego, secretário de meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Renivaldo Nascimento, secretária-adjunta de Meio Ambiente Ana Paula Morelli e a secretária de Saúde Suellem Aliend. 

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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