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Escolas municipais com resultados positivos no IDEB 2022 recebem certificados de reconhecimento e proficiência

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Um evento realizado nesta terça-feira (4), no Auditório Maestro China, da Secretaria Municipal de Educação, unidades educacionais da rede pública municipal de Cuiabá que alcançaram ou superaram o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2022, ou superaram suas próprias metas, tiveram seus trabalhos reconhecidos. A solenidade contou com a presença de diretores, coordenadores pedagógicos e professores das disciplinas de Matemática e Língua Portuguesa.

A secretária Municipal de Educação, Edilene de Souza Machado, destacou o compromisso, a dedicação e a superação dos profissionais, que trabalham para garantir a aprendizagem aos 56.862 estudantes, atendidos pela rede. “Esse evento tem por objetivo reconhecer o trabalho e a dedicação dos profissionais, visando oferecer uma Educação de qualidade, carro chefe da gestão humanizada, liderada pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Cuiabá novamente se superou. Depois de um ano e sete meses sem atividades presenciais, com menos de 30 dias de aulas presenciais, os estudantes fizeram a avaliação nacional. O resultado positivo é fruto do trabalho das equipes gestoras e dos professores. Esses profissionais, que estão na ponta, precisam ter seu trabalho reconhecido. Cuiabá é um case de sucesso, hoje somos referência na Educação”, disse a secretária Municipal de Educação.

Durante o evento, o líder da equipe da Avaliação Institucional, da Coordenadoria de Formação, Prof. Dr. Gilberto Fraga Melo, fez uma contextualização das avaliações externas. “Sabemos o quanto foi difícil, especialmente no último certame, totalmente impactado pela pandemia. A nossa determinação e compromisso pautaram as ações para a superação das dificuldades.  Isso fica bem claro quando vemos como as unidades cresceram em proficiência, seja em Língua Portuguesa e/ou Matemática. Para essas unidades as dificuldades se transformaram em desafio e a força individual e coletiva impulsionaram os profissionais para manterem a interação com os estudantes e seus responsáveis. Os professores aprenderam outras metodologias para melhor ensinar e os estudantes criaram outros ambientes de aprendizagens. Ambos superaram as dificuldades para assegurar a conexão virtual e a aprendizagem real’, disse ele.

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Prova Brasil

Na rede pública municipal de Educação, das 52 escolas que participaram da avaliação, 28 tiveram seus resultados validados já que era necessária a presença de 80% dos alunos regularmente matriculados e, no momento de realização da Prova Brasil, em novembro de 2021, logo após o retorno das atividades presenciais, alguns pais/responsáveis ainda temiam por possível insegurança em função da pandemia. 

A Prova do Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica, avaliou na rede pública municipal, estudantes do 5º Ano, nas áreas de Língua Portuguesa e Matemática.

A Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Ana Teresa Arcos Krause alcançou o primeiro lugar, com 7 pontos, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2021 entre as escolas públicas de Cuiabá, estaduais e municipais. A pontuação está acima da meta estabelecida pelo governo federal, de 6.

A diretora da EMEB Ana Teresa Arcos Krause, Ana Isabel da Silva Arruda, disse que na unidade, o trabalho diferenciado com os estudantes, faz a diferença nos resultados alcançados nos últimos anos. “Sempre trabalhamos de forma diferenciada com nossos estudantes, desde a educação infantil. No 4º Ano, intensificamos os projetos desenvolvidos pela escola. Além disso, trabalhamos de forma intensiva, nessa etapa, as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática”, contou a diretora.

Das dez escolas com melhores avaliações na Prova Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica, cujo resultado compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), oito são unidades da rede pública municipal de ensino de Cuiabá.

No ranking das escolas com melhores índices na avaliação quatro unidades da rede pública municipal ocupam as melhores posições, a partir do terceiro lugar: EMEB Antônia Tita Maciel de Campos (6,5); EMEB Prof.ª Rita Caldas Castrillon (6,1); EMEB Prof.ª Guilhermina de Figueiredo (6); e EMEB Dr. Orlando Nigro (6). Outras 12 unidades aparecem na lista das 24 com as melhores avaliações.

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Também receberam certificados por terem superado suas metas a EMEB Irmã Maria Betty de Souza Pires (a unidade subiu 9% em relação ao último Ideb realizado em 2019), a EMEB Deputado Ulisses Silveira Guimarães; a EMEB Maria Elazir Correa de Figueiredo, a EMEB Firmo José Rodrigues, a EMEB Coronel Octayde Jorge da Silva, a EMEBC Novo Renascer, a EMEBC Herbert de Souza e a EMEBC Nossa Senhora da Penha de França.

A diretora da EMEB Irmã Maria Betty de Souza Pires. Flávia Fernanda Figueiredo de Magalhães, disse a unidade superou sua própria meta com o trabalho conjunto que envolveu a equipe gestora, professores e as famílias. “O trabalho que envolveu a equipe gestora, professores e as famílias foi fundamental para que pudéssemos crescer 9% no índice do Ideb. Mesmo em pandemia, com o compromisso dos pais e a dedicação das professoras, as crianças participaram das atividades, inclusive das aulas extras de atendimento de plantão”, contou a diretora.  

O diretor da EMEBC Nossa Senhora da Penha de França, localizada no Coxipó do Ouro, Edenilson Carvalho disse que vários fatores contribuíram para o resultado positivo. “O exercício de articulação da Secretaria Municipal de Educação com todas as unidades educacionais, a integração entre o trabalho local e o trabalho em rede mas, essencialmente a qualificação, as condições dadas aos profissionais em termos de estrutura física e também o suporte da equipe gestora a esses profissionais no ambiente de trabalho e a parceria com as famílias, são alguns desses fatores”, disse o diretor.

Participaram do evento a secretária adjunta de Educação, Débora Marques Vilar, o diretor de Gestão Educacional, Marco Antônio Alves Braga e a coordenadora técnica de Ensino, Elijane Gonçalves Lopes.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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