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Cuiabá é a capital com a melhor média de investimento anual em saneamento básico e Emanuel Pinheiro recebe prêmio doTrata Brasil

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O exemplo de compromisso que permite a população de Cuiabá vivenciar uma verdadeira revolução no saneamento básico será reconhecido nacionalmente no próximo dia 10  de novembro, em São Paulo. O prefeito da capital, Emanuel Pinheiro, será premiado pelo Instituto Trata Brasil – um dos mais renomados do país -, na categoria inédita de inovação e tecnologia.  A solenidade será realizada na sede da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Cuiabá é a capital brasileira com a melhor média de investimento anual em saneamento básico por habitante. A informação consta na 14ª edição do ranking nacional, divulgado em março pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a empresa de consultoria GO Associados.

De acordo com o estudo, em 2022 a capital mato-grossense  chegou à marca de R$ 213,33 empregados nessa área para cada cidadão. Neste quesito, ficou à frente, por exemplo, de São Paulo (SP), que ocupa a segunda colocação com R$ 180,97, e também do patamar médio nacional de investimento por habitante que, conforme o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), é de aproximadamente R$ 113,30 per capita. A pesquisa aponta ainda que, levando em consideração o período de 2016 a 2020, Cuiabá é a sétima melhor em evolução dos investimentos.

Da mesma forma, o levantamento demonstra um crescimento no ranking geral. Segundo os dados, em 2022, Cuiabá alcançou sua melhor posição dos últimos 10 anos na lista que engloba as 100 maiores cidades brasileiras.

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Até o ano de 2024, término do segundo mandato de Emanuel Pinheiro, os investimentos irão atingir a cifra de R$ 1,2 bilhão, em uma tradução de respeito ambiental  e com à saúde dos munícipes. A empresa Águas Cuiabá (pertencente ao Grupo Iguá) por meio de  concessão plena, assumiu os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na capital mato-grossense em 2017.

Orgulhoso, Emanuel Pinheiro destaca a classificação da capital mato-grossense como a cidade que mais investe em saneamento por habitante no país. “Estamos construindo uma  verdadeira virada histórica em investimentos e sustentabilidade. Todo esse esforço, além do aporte financeiro,  irão fazer com que nossa capital alcance metas estabelecidas pelo Marco Nacional do Saneamento Básico quase uma década antes do prazo, ainda em 2023”, comemora o gestor pontuando ainda que o montante será destinado à implantação de novas redes de coleta de esgoto, adutoras, reservatórios, revitalização de estruturas e construção de estações de tratamento de água e esgoto.

“E não vamos parar. Seguimos caminhando para consolidar Cuiabá como cidade sustentável e isso passa diretamente pela expansão dos serviços de esgotamento sanitário. No início da gestão, a cobertura era de 36% e já alcançamos a marca de 78% de cobertura e chegaremos, em 2024, a 91%”, declarou Emanuel Pinheiro.

Obras em números – Desde 2017, já foram implantados 100 quilômetros de novas redes de água e 442 quilômetros de tubulações destinadas à coleta de carga poluidora doméstica, possibilitando uma verdadeira requalificação da entrega de serviços públicos e valor ambiental à população e à natureza.

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Programação:

A abertura do evento será realizada  às 14h15 e contará com a presença de Pedro Maranhão, Secretário Nacional de Saneamento

Cinthia Leal Matinho de Araújo, superintendente de Regulação de Saneamento Básico da Agência Nacional das Águas (ANA);

Danilo Moura, Oficial de Monitoramento e Avaliação da Unicef Brasil; 

Fabiana Cerqueira, CAO da Rede Brasil do Pacto Global da ONU; 

Luana Pretto, Instituto Trata Brasil; 

Gesner Oliveira, coordenador do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas.

No período das 15h às 15h30, o case de sucesso de Cuiabá será apresentado pelo prefeito Emanuel Pinheiro. Ele receberá a premiação atendendo aos critérios dos municípios do ranking Trata Brasil com exemplos positivos no investimento médio por habitante nos últimos dez anos.

Instituto Trata Brasil 

O Instituto Trata Brasil é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. Atua desde 2007 e tem como missão contribuir para a melhoria da saúde da população e a proteção dos recursos hídricos do país através da universalização do acesso aos serviços de água tratada, coleta e tratamento dos esgotos, bem como a redução das perdas de água.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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