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Conheça o final feliz de Astronauta, o dog de três patinhas que vai conhecer o Brasil após ser adotado no canil da Prefeitura de Cuiabá

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Nauta (como é chamado carinhosamente) se prepara para viver uma grande aventura em poucos dias. Ao lado de sua irmã, Tieta, o cãozinho de cerca de cinco anos irá percorrer o Brasil, junto com os tutores, os jornalistas Lucas Bólico e Isabela Mercuri. 

Resgatado de maus tratos pela Prefeitura de Cuiabá (via Diretoria de Bem Estar Animal) em 2021, ‘Astronauta’ (ou só ‘Nauta’ para os mais próximos) deixou de ser um número de uma cruel estatística, e hoje tem uma vida repleta de carinho, com caminha quentinha, ração e muitos, muitos passeios. 

Isabela e Bólico contam os minutos para dar o ‘start’ em um ano sabático,  que terá início entre os dias 27 e 28 de dezembro de 2022. O casal aventureiro irá percorrer o Brasil a bordo da  ‘Cuiabana’ (uma Kombi especialmente estruturada para dar suporte à viagem), juntamente com Nauta e Tieta. Os dois cães terão caminhas, além de cinto de segurança para que possam viajar tranquilamente. A  aventura poderá ser conferida na rede social @pelos.brasis.

História de Amor 

Astronauta foi ‘encontrado’ por Isabela num cantinho de uma foto de doguinhos para adoção. A amiga do casal, a jornalista Naiara Leonor, que já tinha a experiência de adoção (do Purê, um vira-latinhas caramelo que é puro charme e que também estava no canil da Prefeitura de Cuiabá), teve papel fundamental para o final feliz.

Inicialmente, a ideia do casal era a de adotar uma cadelinha, mas em uma fotografia apresentada por Naiara, havia um cachorrinho escondido num cantinho. A imagem não saiu da cabeça do casal…

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Em 2021, após visitar o canil da Prefeitura, Astronauta ganhou uma família, que conta com a irmã Tieta (também fruto de adoção por meio de um ong de proteção animal).

Astronauta foi abandonado por seus donos anteriores após ser atropelado. O animal foi deixado com a pata quebrada e ‘pendurada’. Graças aos vizinhos dos antigos tutores, foi resgatado pela Diretoria de Bem Estar. Na sequência, ele passou por cirurgia e teve a pata amputada. Tratado, foi colocado à disposição de novos tutores. 

“Eu ganhei a Tieta na pandemia, em 2020, no meu aniversário. Como somos jornalistas, trabalhávamos em casa. Tudo era muito triste. Muitas mortes, a doença, a mudança por causa da pandemia. A Tieta chegou e nos deu sentido de novo. Ela encheu a casa de alegria e também destruiu tudo que podia também’, conta aos risos, Isabela. 

Meses depois, o próximo passo foi encontrar um irmão para a cadelinha. E o Nauta chegou. “Ele é um amor. Adaptou-se muito bem a viver em apartamento. É um animal tranquilo. Ele faz tudo com as três patinhas. Eu fico pensando em como as pessoas conseguem ser tão ruins? Não existe diferença entre ter um cão de raça ou não. Eles são super amigos, fiéis. É preciso que as pessoas tenham consciência de que adotar um animal exige responsabilidade, cuidados. Não são objetos que podem ser descartados”, desabafa.

Políticas Públicas

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Reconhecida por ser uma gestão pautada pelos cuidados com os animais, a administração Emanuel Pinheiro – em seis anos – aprovou oito leis específicas à proteção animal. Apesar de todo o trabalho, é impossível que somente o poder público consiga suprir toda a demanda de atendimento. Estima-se que mais de 18 mil animais estejam nas ruas. 

De janeiro até hoje, a Diretoria de Bem Estar já promoveu várias feirinhas de adoção em que 155 animais ganharam lares e tutores.

“É com muita alegria que temos a satisfação em saber que um de nossos animais, fruto de resgate, tem um lar, uma família de verdade. Para nós, da Prefeitura de Cuiabá, é um orgulho imenso poder contemplar o fruto do nosso trabalho, uma vez que trata-se de animais que necessitam mais do que cuidados físicos, mas emocionais, de amor e carinho. O nosso desejo é que todos tenham um final feliz, fator este motivador para que possamos dar sequência nas políticas públicas de defesa à causa animal no município. Estamos de portas abertas para fazer o nosso melhor a cada dia, salvando vidas”, disse Beatriz Sena, titular da Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA).

Como faço para adotar um doguinho ou doguinha?

Interessados podem agendar visitas no canil municipal, por meio do telefone: 0800 647 7755. O horário de funcionamento é de segunda-feira à sexta-feira, das 8h às 17h.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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