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Centro de Especialidades Médicas (CEM) realiza mutirão no sábado (10) com previsão de aproximadamente 500 consultas para diversas especialidades

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No próximo sábado (10) o Centro de Especialidades Médicas (CEM) realiza um mutirão, das 7h às 16h, para atendimento de aproximadamente 500 consultas de diversas especialidades. Do total, 395 são pacientes que foram contatados pela Central de Regulação através da força-tarefa das equipes realizada também num sábado, dia 03 deste mês. As iniciativas atendem uma determinação do prefeito Emanuel Pinheiro que objetiva dar celeridade a fila.

As especialidades ofertadas no mutirão são: ortopedistas da coluna, otorrino, endocrinologista, ortopedista (pé), cardiologista, cirurgia vascular, clínico geral, nefrologista, neurologista, ortopedia geral, oftalmologista, urologista, dermatologista, urologista, ginecologista.

“A expectativa é agilizar esses encaminhamentos e fazer a fila andar e oportunizar a mais pessoas que estão aguardando. E a população pode ser parceira ao orientar  um vizinho, um amigo ou parente que esteja esperando por agendamento a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualizar seu cadastro ou a Central de Regulação para ver como está sua situação, especialmente manter o telefone atualizado. Nosso canal com o usuário é o telefone, pois assim que o agendamento é feito ele será comunicado”, explicou a coordenadora do CEM, Ângela Assunção.

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Foi por meio de uma força-tarefa realizada no sábado (03) que a Central de Regulação conseguiu localizar 395 pacientes que estavam na fila de espera. Para ter uma ideia do trabalho, são 150 vagas disponíveis para otorrino e até o momento 56 pessoas foram localizadas, mas as ligações ainda continuam nesta quarta-feira (07) para ampliar esse número e essas pessoas possam receber o atendimento no sábado (03) durante o mutirão do CEM. Para cardiologia e neurologia foram agendadas todas as vagas disponíveis, sendo 60 e 40, respectivamente. “A dificuldade é localizar esses pacientes porque quando ligamos tem deles que o telefone não existe ou não é mais da pessoa. Às vezes conseguimos até encontrá-la por meio do espelho do atendimento que esse paciente fez na Unidade  de Saúde, onde tomou vacina, por exemplo, que atualiza os dados. Mas se o paciente não vai a UBS e não mantém os dados atualizados não tem como encontrá-lo”, destacou a assessora da Coordenadoria Técnica de Regulação, Regina Greyce.

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Para a coordenadora da Central de Regulação, Rafaely Metelo, com o mutirão ao sábado a chance de conseguir êxito em localizar o paciente é maior, considerando que muitos não trabalham neste dia. “Do mesmo modo acreditamos que o mutirão no CEM será um sucesso, porque será uma oportunidade das pessoas que estão ocupadas com seus afazeres diários irem para consulta no fim de semana”, frisou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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Procedimento inédito em MT amplia precisão no tratamento das artérias do coração

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O Hospital Santa Rosa realizou, na última semana o primeiro procedimento em Mato Grosso com tecnologia que combina o ultrassom intracoronário, conhecido como IVUS, e a espectroscopia por infravermelho próximo (NIRS), em uma única avaliação das artérias do coração.

Utilizado durante o cateterismo cardíaco, o sistema permite que o cardiologista observe não apenas o estreitamento da artéria, mas também as características da parede do vaso e a composição das placas de aterosclerose, fornecendo informações adicionais que podem auxiliar no planejamento do tratamento.

O procedimento inaugural foi conduzido pelos cardiologistas intervencionistas Leandro Mandaloufas e Nelson Artur dos Reis, do Hospital Santa Rosa.

Segundo o Dr. Mandaloufas, a associação das duas tecnologias acrescenta informações que não podem ser obtidas somente pela angiografia coronária convencional.

“A angiografia continua sendo fundamental para identificarmos as obstruções, mas mostra principalmente a passagem do contraste pelo interior da artéria, como uma silhueta da circulação. Com o ultrassom intracoronário, conseguimos visualizar a artéria por dentro e avaliar detalhes que não aparecem apenas no raio X”, explica.

Artéria observada por dentro

O ultrassom intracoronário é realizado por meio de um pequeno cateter fino, equipado com um pequeno transdutor de ultrassom em sua extremidade, introduzido nas artérias coronárias durante o cateterismo.

As imagens produzidas permitem analisar o tamanho real da artéria, a quantidade e a extensão das placas de aterosclerose, o grau de calcificação e outras características da parede do vaso. Essas informações são utilizadas tanto na avaliação da doença coronariana quanto no planejamento da angioplastia.

Durante o tratamento de uma obstrução, o IVUS auxilia o cardiologista na escolha do diâmetro e do comprimento mais adequados do stent — pequena estrutura metálica implantada para manter a artéria aberta. Após a implantação, o exame também permite verificar se o stent ficou adequadamente expandido e bem posicionado.

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“Quando conhecemos as dimensões reais da artéria e a extensão da doença, conseguimos planejar melhor o procedimento. O ultrassom ajuda na escolha do stent e permite confirmar se ele ficou corretamente implantado, o que é importante para aumentar a segurança e otimizar o resultado do tratamento”, afirma Mandaloufas.

Embora a angiografia continue sendo o exame padrão para diagnosticar as obstruções das artérias coronárias, os métodos de imagem intracoronária vêm sendo cada vez mais utilizados nos principais centros cardiovasculares do mundo por fornecerem informações adicionais que auxiliam no planejamento e na otimização da angioplastia, especialmente em casos mais complexos.

Infravermelho analisa a placa

O diferencial da plataforma é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.

é a associação do ultrassom intracoronário com a espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). Enquanto o IVUS mostra a anatomia da artéria, o NIRS fornece informações sobre a composição da placa de aterosclerose.


“O NIRS funciona como uma espécie de scanner da placa. Ele identifica regiões com elevado conteúdo de lipídios que poderiam não ser percebidas apenas pela angiografia. Assim, além de saber onde está a obstrução, conseguimos compreender melhor as características daquela lesão”, explica o cardiologista.

A identificação de uma placa rica em lipídios não significa que o paciente necessariamente sofrerá um infarto. Essa informação deve ser interpretada em conjunto com o quadro clínico, os fatores de risco, os sintomas e os demais exames para auxiliar na avaliação da doença e no planejamento do tratamento.

“Enquanto o ultrassom mostra a estrutura da artéria, o infravermelho revela a composição da placa. A combinação dessas informações nos permite compreender melhor cada caso e individualizar o tratamento de acordo com as características de cada paciente”, acrescenta dr. Mandaloufas.

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Tecnologias são complementares

A utilização conjunta dessas tecnologias não substitui a angiografia coronária. As tecnologias são complementares e podem ser empregadas quando o cardiologista necessita de uma avaliação mais detalhada da lesão ou de informações adicionais para planejar e otimizar a angioplastia.

Além do estreitamento da artéria, a imagem intracoronária permite avaliar a espessura e a extensão da placa, o grau de calcificação, alterações na arquitetura do vaso e o seu diâmetro verdadeiro.

Estudos clínicos randomizados e metanálises demonstram que a angioplastia guiada pelo ultrassom intracoronário proporciona melhor dimensionamento e expansão dos stents e está associada à redução de eventos cardiovasculares, como trombose do stent, necessidade de nova intervenção na mesma artéria e infarto relacionado ao vaso tratado, especialmente em procedimentos mais complexos.

A espectroscopia por infravermelho acrescenta a identificação e a quantificação do conteúdo lipídico das placas, informação utilizada para aprimorar a avaliação do risco e o planejamento do tratamento.

“Não se trata de substituir os exames que já utilizamos, mas de agregar informações. Quanto melhor conhecemos a anatomia da artéria e as características da placa, mais precisas e individualizadas podem ser as decisões sobre o tratamento, sempre considerando o quadro clínico de cada paciente”, conclui Mandaloufas.

O Hospital Santa Rosa reforça seu pioneirismo na cardiologia ao realizar o primeiro procedimento desse tipo em Mato Grosso. A instituição reúne cardiologista no Pronto Atendimento, Unidade Coronariana, Hemodinâmica, Centro Cirúrgico, consultas ambulatoriais e exames cardiológicos, de imagem e laboratoriais, compondo uma linha de cuidado que acompanha o paciente da avaliação inicial aos procedimentos de maior complexidade.

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