CUIABÁ

SAÚDE

CAA/MT retoma campanha de vacinação contra a gripe após alta procura

Publicado em

CAA/MT e OAB-MT retomam campanha de vacinação contra a gripe com imunização gratuita para advogados(as) e estagiários(as) adimplentes; familiares podem participar por R$ 39,90 cada_

A Caixa de Assistência dos Advogados de Mato Grosso (CAA/MT) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) retomaram a campanha de vacinação contra a gripe. A imunização é gratuita para advogados(as) e estagiários(as) adimplentes. Já os dependentes, limitados a até três por beneficiário, podem receber a vacina pelo valor de R$ 39,90 por pessoa.

O período de vacinação será de 02 a 06 de junho na capital, na Clínica Saúde Livre, com datas específicas para as demais subseções (confira o calendário vacinal abaixo).

“É com satisfação que anunciamos a retomada da campanha de vacinação, que superou todas as expectativas. Nosso objetivo é ampliar o acesso à imunização para ainda mais colegas e seus familiares”, destaca o presidente da CAA/MT, Rodrigo Araújo.

As compras devem ser realizadas no site oficial da Caixa. É essencial que os dados cadastrais estejam atualizados junto à Seccional para efetivação da compra. O pagamento poderá ser feito via cartão de crédito ou Pix diretamente no site.

Leia Também:  Primeira-dama de MT articula projetos sociais com foco na proteção de crianças e adolescentes

No momento da aplicação, tanto o(a) advogado(a) ou estagiário(a) quanto seus familiares deverão apresentar um documento original de identificação, além do comprovante de compra da vacina, que será enviado por e-mail após a confirmação da compra e disponibilizado no sistema de compra da vacina em área específica.

*Confira as datas de vacinação:*

Alta Floresta – Clínica Mamy Baby – entre em contato com a subseção para confirmar data e horário;

Barra do Garças – Subseção da OAB – entre em contato com a subseção para confirmar data e horário;

Canarana – Sala da OAB-Fórum Cível – entre em contato com a subseção para confirmar data e horário;

Colniza – entre em contato com a subseção de Juína para confirmar data, horário e local;

Cotriguaçu – entre em contato com a subseção de Juína para confirmar data, horário e local;

02 a 06/06 – Cuiabá – Clínica Saúde Livre – 8h às 17h30;

Juína – Clínica Vacine – entre em contato com a subseção para confirmar data e horário;

Leia Também:  Contagem regressiva: faltam 15 dias para a Marcha para Jesus 2025 em Cuiabá

Juruena – entre em contato com a subseção de Juína para confirmar data, horário e local;

03/06 – Lucas do Rio Verde – Subseção da OAB – entre em contato com a subseção para confirmar o horário;

06/06 – Peixoto de Azevedo – Rede de Farmácias Mais Barato – entre em contato com a subseção para confirmar o horário;

Pontes e Lacerda – Subseção da OAB – entre em contato com a subseção para confirmar data e horário;

07/06 – Sorriso – Farmácia Brasil Poupa Lar – entre em contato com a subseção para confirmar o horário;

03/06 – Tangará da Serra – Previnna Clínica de Vacinas – entre em contato com a subseção para confirmar o horário.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRO & NEGÓCIOS

Indígenas Parecis mostram que produzir também é preservar a dignidade

Published

on

Campo Novo do Parecis, em Mato Grosso, abriga uma experiência pioneira no Brasil: a produção agrícola conduzida por indígenas dentro de seu próprio território, de forma organizada, coletiva e com olhar voltado para o futuro.

Durante reunião com lideranças indígenas da região, os pré-candidatos Dra. Paula Boaventura, à Câmara Federal, e Antônio Galvan, ao Senado, ouviram relatos fortes sobre a realidade dos Haliti-Pareci, povo que há anos enfrenta burocracias, embargos, preconceitos e visões ultrapassadas sobre o que é ser indígena no Brasil atual.


fAdilson Muziwane/Paula Boaventura

A principal mensagem deixada pelas lideranças foi clara: o indígena de hoje não pode ser condenado a viver como se o Brasil ainda estivesse em 1500. A cultura permanece, a tradição permanece, a família permanece. Mas o mundo mudou. A alimentação mudou. A saúde exige melhores condições. A educação exige investimento. E a dignidade exige trabalho.
“Somos seres humanos, somos brasileiros e temos o direito de viver bem dentro do nosso território, através do nosso próprio trabalho”, resumiu uma das lideranças.

Os Pareci defendem uma política pública que reconheça a diversidade dos povos indígenas. Só em Mato Grosso, são dezenas de etnias, cada uma com sua história, seu tempo de contato, sua cultura e sua realidade. Por isso, segundo eles, não é possível que uma única visão ideológica, muitas vezes construída longe das aldeias, determine o futuro de todos.

A experiência agrícola dos Pareci mostra que é possível produzir, gerar renda, manter a cultura e melhorar a qualidade de vida. Arnaldo Zuni Zakaê relata que, antes da agricultura, muitas famílias dependiam quase exclusivamente de aposentadorias, cargos na saúde ou na educação. Hoje, a produção abriu novas oportunidades: trabalho nas lavouras, cooperativas, associações, operação de máquinas, gestão, pesquisa, tecnologia e distribuição de renda.

O resultado, segundo os relatos, aparece na vida real. A população aumentou, a alimentação melhorou, a mortalidade caiu e os jovens passaram a enxergar futuro dentro do próprio território. “Saúde não se faz só com remédio. Saúde se faz com alimentação”, afirmou Arnaldo.

Também chamou atenção a participação das mulheres indígenas. Sônia Aparecida Zoazo Kamaero, agricultora, formada em Direito e especialista na área ambiental, explicou que a produção não rompeu com a cultura familiar, mas se adequou a ela. Segundo ela, na tradição Pareci, a mulher sempre teve papel fundamental na colheita, na formação da família e na transmissão de valores. Hoje, além disso, participa das decisões técnicas e econômicas.


“O homem é o guarda-chuva, a mulher é o pilar. Um não anda sem o outro”, afirmou Sônia.
O que os Pareci pedem não é privilégio. É segurança jurídica. É o direito de planejar a longo prazo. É poder acessar crédito, licenciamento, tecnologia e comercialização sem viver sob ameaça permanente de que uma mudança política ou uma interpretação burocrática paralise tudo.

Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil, defendeu que os indígenas tenham direito real ao uso produtivo de parte de seus territórios, sempre com responsabilidade. Para ele, a experiência Pareci prova que o trabalho melhora a vida nas aldeias e pode servir de exemplo para outras etnias que desejam produzir.

Dra. Paula Boaventura também reforçou compromisso com a regulamentação, com a segurança jurídica e com políticas públicas que respeitem a autonomia indígena. De origem Bororo, ela destacou a importância da família, da tradição e do desenvolvimento como caminhos que podem andar juntos.

A reflexão que fica é simples: não se combate pobreza mantendo povos inteiros dependentes de assistencialismo. Também não se preserva cultura impedindo que indígenas estudem, produzam, empreendam e decidam seu próprio futuro.
O povo Pareci mostra que tradição e modernidade não são inimigas. O indígena pode preservar sua língua, seus rituais, seus pajés, sua família, suas mulheres, seus jovens e, ao mesmo tempo, plantar, colher, comercializar, estudar, usar tecnologia e melhorar de vida.
O Brasil precisa abandonar a visão romântica e atrasada de que o indígena só é indígena se estiver isolado da modernidade. Ser indígena é pertencer a um povo, a uma história e a uma cultura. Mas também é ser cidadão brasileiro, com direito à dignidade, ao trabalho, à renda e à liberdade de escolher o próprio caminho.
Campo Novo do Parecis talvez esteja mostrando ao país uma das discussões mais importantes do nosso tempo: o futuro indígena não deve ser imposto por gabinetes, ONGs ou ideologias. Deve ser construído ouvindo quem vive na aldeia, quem planta, quem colhe, quem cria os filhos e quem sabe, na prática, o que significa lutar por dignidade dentro do próprio território.
Os Pareci foram pioneiros. Agora, o desafio político é transformar essa experiência em política pública séria, segura e respeitosa, para que outras etnias que desejem seguir esse caminho também possam ter oportunidade de produzir, prosperar e viver melhor.

Leia Também:  Deputada de Mato Grosso esta a caminho do Estados Unidos para posse de Donald Trump, veja vídeo

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA