CUIABÁ

ORIGINÁRIOS

ENCERRAMENTO DA OITAVA TURMA DO CURSO DE HISTÓRIAS E CULTURAS INDÍGENAS PELA UNILA E CIMI

Publicado em

Por Renan Dantas

Na última quinta-feira, a oitava turma do curso de Histórias e Culturas Indígenas, fruto
da colaboração entre o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Universidade Federal
da Integração Latino-Americana (Unila), marcou o encerramento de uma jornada
educacional significativa. O curso, realizado online desde 2016, desempenhou um papel
crucial na capacitação de multiplicadores para abordar a temática indígena em diversos
contextos.
INSCRIÇÕES EM ASCENSÃO: MAIS DE 600 BUSCAM CONHECIMENTO EM HISTÓRIAS E
CULTURAS INDÍGENAS
O aumento expressivo de inscrições neste ano, ultrapassando 600 candidatos, mais que
o dobro de 2019 quando era presencial, revela a crescente demanda por entendimento
sobre a história e cultura indígena. Apesar das limitadas 60 vagas oferecidas, a
diversidade dos participantes, provenientes de diferentes estados e com formações
acadêmicas diversas, enriqueceu os debates.
QUALIDADE E RENOME: PROFESSORES E EDUCADORES ELEVAM O CURSO A NOVOS
PATAMARES
A presença de renomados professores e educadores, como enfatizado pelos
coordenadores do curso, Marline Dassoler e Clóvis Brighenti, conferiu qualidade e
reconhecimento à formação. Tornou-se um espaço de aprendizado não apenas para
acadêmicos, mas para profissionais de diversas áreas, solidificando sua importância no
cenário educacional.
DEPOIMENTO DO COORDENADOR: CONSTRUINDO CONHECIMENTO E
DESCONSTRUINDO PRECONCEITOS
O coordenador do curso Dr. Clóvis Brighenti, compartilhou a missão de desenvolver
ações de formação com pessoas de diversas áreas do conhecimento, destacando a
importância de rever conceitos equivocados deixados pelo colonialismo. Ele ressaltou a
necessidade de contribuir para a desconstrução de preconceitos e criar relações
respeitosas com as sociedades indígenas.
DEPOIMENTOS DE ALUNOS: VOZEIRÕES QUE ECOAM CONHECIMENTO E EXPERIÊNCIAS
Adriana de Souza, Marabá, Pará:
“O curso foi de uma qualidade muito grande. Gostei muito da forma como as aulas eram
conduzidas, com incentivo à participação dos alunos. A recomendação do material
bibliográfico é de muita qualidade. O curso deu uma noção introdutória ampla, mas
incentiva que a gente se aprofunde. O legado importante foi abrir os olhos, ouvidos e o
coração para ouvir o que essas populações têm a dizer.”
Inês Castilho, Capital, São Paulo:
“O curso de extensão CIMI/UNILA, um curso de excelência, nos presenteou com um
amplo espectro de conhecimento. O maior presente foi colocar em contato direto com a
voz de cinco mulheres indígenas, com seus corpos-territórios carregados de
ancestralidade. Todos choramos diante da beleza que elas nos entregaram do coração,
ao contar como escutam a Mãe Terra e resistem à violência há 500 anos.”
Ana Carolina Magnoni, Curitiba, Paraná:
“O curso CIMI/UNILA foi uma jornada transformadora. A diversidade de perspectivas e a
profundidade das discussões proporcionaram uma compreensão mais ampla das
riquezas das culturas indígenas. A conexão direta com as vozes indígenas, suas histórias
e desafios, trouxe uma conscientização profunda. Sinto-me agora não apenas informada,
mas comprometida em contribuir para a preservação dessas culturas e na luta por seus
direitos.
As trocas entre os alunos foram enriquecedoras, destacando a importância das
contribuições de cada um. Recomendo esse curso para todas as pessoas interessadas
nessa temática. Espero ter ajudado. Um abraço.”
*Participação Ativa: A Comunidade Ampliada e as Relações Transformadoras*
PARTICIPAÇÃO ATIVA: A COMUNIDADE AMPLIADA E AS RELAÇÕES
TRANSFORMADORAS
As trocas entre os alunos destacaram-se, enriquecendo o curso com contribuições
diversas. A participação ativa proporcionou uma escuta mais ativa para as vozes
indígenas, abrindo olhos, ouvidos e corações para suas reivindicações e lutas. A
experiência transcendeu as barreiras acadêmicas, inspirando o desejo de contribuir e
reverberar a mensagem indígena.

Assim, o encerramento da oitava turma do curso não apenas marca o fim de uma etapa
educacional, mas inaugura uma nova fase. Os participantes, munidos de conhecimento,
sensibilidade e vivências compartilhadas, agora buscam ativamente promover a
compreensão e respeito pelas histórias e culturas indígenas em um cenário nacional e
latino-americano em constante transformação.

Leia Também:  Sesc-MT lança concurso de decoração natalina para unidade Sesc Arsenal

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Published

on

O clima ferveu nos bastidores do Supremo. Alexandre de Moraes e André Mendonça tiveram uma discussão duríssima após diligências no Caso Master chegarem a conversas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro. Segundo apurações publicadas nesta terça-feira (1º), o bate-boca teria sido tão intenso que quase chegou às vias de fato.

Mas a pergunta que fica é maior que a briga: um ministro do Supremo pode ser investigado como qualquer outra autoridade ou tornou-se intocável?Mendonça determinou o aprofundamento das apurações e o material chegou à PGR. Moraes, evidentemente, tem direito à defesa e nenhuma investigação significa condenação. Mas independência judicial também significa investigar sem medo de quem possa aparecer do outro lado da prova.A oposição voltou a pressionar pelo impeachment de Alexandre de Moraes. Caberá ao Senado avaliar juridicamente eventuais pedidos, não às redes sociais antecipar sentença.
O Brasil não precisa de ministros intocáveis. Precisa de instituições fortes, transparência e uma regra simples: a Constituição está acima de todos — inclusive de quem tem a missão de protegê-la.

Leia Também:  INSS: volta de bônus de produtividade deve ser assinada esta semana

E aí: André Mendonça cumpriu seu dever ou ultrapassou os limites?

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA