CUIABÁ

BRASIL

Em audiência, prefeitos denunciam inexistência de índios em Vila Rica e Santa Cruz do Xingu

Publicado em

Durante audiência pública para debater sobre a delimitação da Terra Indígena Kapôt Nhinore, nesta quarta-feira (27), os prefeitos de Santa Cruz do Xingu e Vila Rica denunciaram a inexistência de índios em seus municípios.

“Assim como eu que moro na cidade há mais de 20 anos, outros moradores que vivem em Santa Cruz há 30, 40 anos, nunca viram índios aqui. Estamos tristes e indignados com essa situação. Vamos perder metade do nosso território, 217 mil hectares, para índios que não existem aqui. Não somos contra índios, mas querem tomar nossa área sem ter indígenas no nosso município”, afirmou a prefeita de Santa Cruz, Joraildes Soares de Sousa.

Conforme a gestora, o município só foi comunicado da demarcação da terra indígena no último dia 22.

A audiência foi requerida na Câmara Federal pela coordenadora da Comissão Externa de Delimitação da TI Kapôt Nhinore, deputada Coronel Fernanda, com a participação dos prefeitos de Santa Cruz do Xingu e Vila Rica (MT) e de representantes da Superintendência de Assuntos Indígenas e Coordenação de Assuntos Indígenas da Casa Civil de Mato Grosso.

Leia Também:  Sesc Arsenal recebe Pescuma, Henrique e Claudinho nesta quinta-feira (17) em celebração a Cuiabá

De acordo com o prefeito de Vila Rica, Abmael Borges, o município foi notificado oficialmente pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) sobre a delimitação nessa semana. Informando inclusive, do prazo de 90 dias para a contestação.

“Só agora fomos informados dessa demarcação. Estamos muito preocupados com essa mudança que está ocorrendo tão rapidamente. No nosso município não há aldeia ou sequer reserva indígena e seremos atingidos, justamente, em áreas produtivas que geram riquezas e renda para nossa cidade. E as escrituras das pessoas que vivem lá há décadas, não valem nada?”, questiona o gestor municipal.

Aldeia desconhecida

De acordo com o superintendente de Assuntos Indígenas da Casa Civil de Mato Grosso, Agnaldo Pereira dos Santos, é desconhecida a existência da aldeia Kapôt Nhinore entre os municípios mato-grossenses.

“Estou há quatro anos atuando nessa função e não tenho conhecimento dessa aldeia. Nunca recebi ofícios ou pedidos de ajuda socioeconômicos dessa aldeia localizada entre Santa Cruz, Vila Rica e São Félix do Xingu(PA). Já visitei todas as aldeias do nosso Estado”, ressaltou o superintendente.

Leia Também:  Governo constrói 21 pontes de concreto com mais de 100 metros de extensão em todo Estado

O coordenador de Assuntos Indígenas da Casa Civil de Mato Grosso, Muryllo Fernandes reforçou que não sabe da aldeia localizada na região.

“Nunca fizemos atendimento algum na aldeia Kapôt Nhinore, recebemos pedidos de muitas outras, mas dessa nenhum. O governador Mauro Mendes tem dado suporte às aldeias, mas essa desconhecemos que existe”, ressaltou o coordenador.

CPI

Após as declarações, a deputada Coronel Fernanda, anunciou que a comissão está colhendo assinaturas para instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar o caso.

“Muita coisa precisa ser esclarecida em relação à demarcação dessa terra indígena, por isso, estamos nos mobilizando para abertura da CPI. As coisas não podem ser feitas sem ouvir os mais atingidos, sem avaliar o impacto na vida dessas comunidades e ainda sem a real comprovação da existência de indígenas na área”, concluiu.

A congressista informou ainda que, no próximo dia 3 de outubro, fará nova audiência para tratar sobre essa questão.

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Published

on

O clima ferveu nos bastidores do Supremo. Alexandre de Moraes e André Mendonça tiveram uma discussão duríssima após diligências no Caso Master chegarem a conversas envolvendo Moraes e Daniel Vorcaro. Segundo apurações publicadas nesta terça-feira (1º), o bate-boca teria sido tão intenso que quase chegou às vias de fato.

Mas a pergunta que fica é maior que a briga: um ministro do Supremo pode ser investigado como qualquer outra autoridade ou tornou-se intocável?Mendonça determinou o aprofundamento das apurações e o material chegou à PGR. Moraes, evidentemente, tem direito à defesa e nenhuma investigação significa condenação. Mas independência judicial também significa investigar sem medo de quem possa aparecer do outro lado da prova.A oposição voltou a pressionar pelo impeachment de Alexandre de Moraes. Caberá ao Senado avaliar juridicamente eventuais pedidos, não às redes sociais antecipar sentença.
O Brasil não precisa de ministros intocáveis. Precisa de instituições fortes, transparência e uma regra simples: a Constituição está acima de todos — inclusive de quem tem a missão de protegê-la.

Leia Também:  PM inaugura 4ª Companhia de Proteção Ambiental e reforça combate aos crimes contra a natureza em Sinop

E aí: André Mendonça cumpriu seu dever ou ultrapassou os limites?

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA