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Lei que institui Programa Mato Grosso Série A amplia o patrocínio ao futebol feminino

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Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social

O Campeonato Mato-Grossense de Futebol Feminino começou a ser disputado Mato Grosso em 2007. A competição é realizada pela Federação Mato-Grossense de Futebol, e é por ela que se abre vaga para seu vencedor participar do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A3. A atuação da Assembleia Legislativa reforça a presença da modalidade esportiva no programa de incentivo do governo do estado. O apoio dos parlamentares é fundamental para que esse tipo de disputa possa se expandir cada vez mais em Mato Grosso. 

Atenta a isso, a ALMT atuou para que a alteração de uma lei trouxesse investimento ao futebol feminino estadual. Isso porque em novembro de 2021 foi sancionada a Lei n° 11.550. A norma instituiu o Programa Mato Grosso Série A, com o objetivo de patrocinar as equipes de futebol profissional mato-grossense que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro, organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Para corrigir algumas pontos da norma inicial, em março de 2022, o deputado Carlos Avallone (PSDB) apresentou uma proposta de alteração à lei vigente. Trata-se do Projeto de Lei n° 211/2022, já sancionado, e ampliou os benefícios do programa às equipes de futebol que disputam as demais séries dos campeonatos nacionais promovidos pela CBF, quais sejam as séries B, C e D, além da série A, já atendida pela Lei n° 11.550, estendendo o patrocínio também ao futebol feminino. Do projeto 211/2022 originou-se a Lei 11.734/2022.

“O que nos motivou fazer as alterações na lei foi a justiça e a igualdade, dando as mesmas condições para homens e mulheres”, disse Avallone.

O deputado lembrou que em 2021, o governo enviou tal proposta de lei para a Assembleia com  a intenção de apoiar o futebol, principalmente visando os campeonatos brasileiros das séries A, B, C e D, com os times se fortalecendo com os incentivos. No entanto, Avallone esclareceu que tanto o governo quanto a Assembleia perceberam que estavam fazendo uma diferenciação entre homens e mulheres na questão do acesso a esses incentivos.

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“Nós apoiamos, com a Lei nº11.550, apenas o futebol masculino. Fui alertado ‘de que os políticos dão muito espaço para as mulheres falarem’, mas  na prática não agem da mesma forma. Com isso, aproveitei a cobrança da minha própria mulher e propus a complementação da norma, dando as mesmas condições do futebol masculino para o feminino”, destacou ele.

“Esse enfrentamento pelas igualdades precisa ser apoiado pelos homens e pelos políticos de um modo geral. Nesse sentido, eu aproveitei e melhorei um pouco os valores, tanto para os homens, como para as mulheres. Temos o exemplo do Mixto, que já deu duas atletas para a seleção brasileira feminina”, destacou.

Vale lembrar que em outubro deste ano, o time do Mixto Esporte Clube conquistou o Campeonato Mato-grossense de Futebol Feminino e, com isso, garantiu vaga na Série A2 do Brasileirão Feminino. 

Secel – 

A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) executa o Programa Mato Grosso Série A desde que a Lei 11.550/2021 foi publicada. Para isso, a equipe de futebol profissional mato-grossense que esteja disputando o Campeonato Brasileiro deve protocolar o requerimento na Secel-MT.

Até o momento, já foi firmado contrato de patrocínio com o Cuiabá Esporte Clube, que está na Série A, e com o time feminino do Mixto Esporte Clube, que compete pelo Campeonato Brasileiro Série A-2 feminino. Também já está sob análise dos setores e órgãos competentes o requerimento do Operário Várzea-grandense (Série D).

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Para a concretização do Programa Mato Grosso Série A, o governo de Mato Grosso publicou o Decreto nº 1418/22, que regulamenta a Lei n ° 11.550 e informa os documentos necessários para o requerimento do patrocínio. A Secel-MT considera que a regulamentação demonstra a preocupação dos poderes públicos com  o fortalecimento do futebol profissional em Mato Grosso, já que garante condições financeiras às equipes para se manterem e até a subirem nas séries do Campeonato Brasileiro que participam. Além disso, o patrocínio do Estado incentiva a profissionalização das equipes de futebol feminino, que podem angariar o recurso financeiro.

Para o secretário Jefferson Carvalho Neves, da Secel, os incentivos financeiros trazem inúmeros benefícios ao esporte e ao Estado de uma forma geral.

“É inspirador para o futebol mato-grossense ter times disputando o Campeonato Brasileiro, seja nas séries A, B, C e D, ou nas séries A1, A2 e A3, no caso do feminino. Isso acaba fortalecendo toda a rede de futebol profissional em Mato Grosso. A visibilidade que traz como retorno também é importante, pois nosso estado acaba sendo divulgado para todo o Brasil. Sem contar, é claro, que ter clubes nessas posições é motivo de torcida, de alegria e de orgulho para toda a população”, explica o secretário.

Neste ano, pela primeira vez, o Campeonato Mato-grossense Feminino teve sete equipes participantes, um crescimento considerável de acordo com as edições anteriores, que geralmente contavam quatro times. 

Participaram desta edição: Mixto, Operário VG, Cuiabá, Ação, Cáceres, Nova Mutum e Campo Novo. Títulos por clubes do futebol feminino de Mato Grosso: Mixto, oito (2007, 2009, 2010, 2011, 2015, 2020, 2021 e 2022; Operário FC , três (2014, 2018 e 2019); Bandeira de Tangará da Serra, dois (2008). Em 2012 não foi realizado.

Fonte: ALMT

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Projeto Caju beneficia mais de 100 produtores e distribui 10 mil mudas no semiárido cearense

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Em uma região onde a escassez de água impõe desafios à produção agrícola, encontrar culturas adaptadas às condições locais é um dos caminhos para ampliar as oportunidades de geração de renda no campo. É nesse cenário que o Projeto Caju, desenvolvido pelos Amigos do Bem, organização sem fins lucrativos, com apoio da AGCO Agriculture Foundation, fundação privada que tem como objetivo prevenir e combater a fome por meio do desenvolvimento agrícola sustentável, atua no semiárido cearense. A iniciativa envolve 107 produtores em 15 comunidades, com a distribuição de 10 mil mudas de caju, capacitação técnica e acompanhamento para apoiar a implantação e o desenvolvimento dos pomares.

A escolha do caju considera as características da cultura, que apresenta adaptação ao clima quente e a períodos de menor disponibilidade hídrica. A partir dessa característica, o projeto associa o cultivo ao conhecimento técnico e ao suporte aos agricultores, buscando contribuir para a geração de renda e o fortalecimento da agricultura local.

Dos 107 produtores envolvidos, 63 receberam apoio direto com recursos da AGCO Agriculture Foundation. Entre os participantes, 64% são novos produtores, enquanto 36% já haviam sido apoiados pelo Projeto Caju.

“Os resultados mostram a importância de combinar recursos, conhecimento e acompanhamento técnico para criar oportunidades de desenvolvimento no campo. Em regiões que enfrentam desafios climáticos e socioeconômicos tão grandes, apoiar o produtor significa também contribuir para que ele tenha condições de construir uma fonte de renda mais estável”, afirma Marcelo Traldi, gerente geral da AGCO América Latina.

“Essa iniciativa demonstra como parcerias estratégicas podem gerar impacto positivo no campo. Ao apoiar os produtores com as mudas, capacitação e acompanhamento técnico, o projeto contribui para fortalecer a produção local e gerar renda para famílias em situação de vulnerabilidade no semiárido mais populoso do mundo e um dos contextos mais desafiadores do Brasil: o sertão nordestino”, afirma Alceu Caldeira, Diretor de Desenvolvimento Institucional dos Amigos do Bem.

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Do conhecimento à prática

 

A capacitação é uma das principais frentes da iniciativa. Setenta produtores participaram de treinamento técnico sobre implantação e manejo dos pomares, com orientações sobre seleção de mudas produtivas e adaptadas às condições do semiárido, preparo do solo, espaçamento, fertilização, manejo de plantas daninhas e poda de formação.O conhecimento também foi levado para o campo durante um dia de campo, que reuniu 34 produtores. A atividade permitiu demonstrar técnicas de plantio e manejo das mudas e criou um espaço para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e discussão dos desafios encontrados nas propriedades.

A combinação entre acesso às mudas e orientação técnica é especialmente relevante em uma região sujeita a períodos prolongados de seca. O objetivo é apoiar os agricultores nas primeiras etapas de desenvolvimento dos pomares e contribuir para que adotem práticas adequadas às características do solo, do clima e da cultura.

 

Investimento e acompanhamento

A Fundação AGCO destinou mais de R$ 100 mil ao projeto, recursos aplicados na produção das mudas, apoio aos pequenos produtores, capacitações, monitoramento e gestão da iniciativa.

Com a implantação dos pomares, o Projeto Caju avança para uma etapa de acompanhamento técnico. Estão previstas visitas às propriedades para monitorar o desenvolvimento das plantas e orientar os agricultores ao longo do ciclo produtivo.

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A programação inclui ainda novos treinamentos sobre pré-colheita e pós-colheita, com orientações sobre manejo, fortalecimento dos pomares e preparação dos produtores para as próximas etapas da produção.

O Projeto Caju integra a atuação dos Amigos do Bem no sertão nordestino. A organização atende cerca de 150 mil pessoas em 300 comunidades nos estados de Alagoas, Pernambuco e Ceará, com iniciativas nas áreas de educação, geração de renda, acesso à água, moradia e saúde.

 Sobre a Fundação AGCO

Fundada pela AGCO Corporation (NYSE: AGCO) em 2018, a AGCO Agriculture Foundation é uma fundação privada que tem como visão prevenir e aliviar a fome. A Fundação promove programas de impacto que apoiam a segurança alimentar, o desenvolvimento agrícola sustentável e constroem a infraestrutura agrícola necessária em comunidades rurais marginalizadas. A AAF está sediada em Vaduz, Liechtenstein e as operações são geridas em Duluth, Geórgia, EUA. Para mais informações, acesse https://www.agcofoundation.org/

 Sobre a ONG Amigos do Bem

Há mais de 30 anos, a instituição Amigos do Bem trabalha para transformar vidas no sertão nordestino, uma das regiões mais carentes e isoladas do Brasil. Atende regularmente 150 mil pessoas em 300 povoados com projetos contínuos de educação, trabalho e renda, água, moradia e saúde. Com um Modelo de Desenvolvimento Social Sustentável e diversas iniciativas de impacto positivo, promove inclusão social e desenvolvimento local, contribuindo com 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Para mais informações, acesse www.amigosdobem.org.

Flavia Amarante

Executiva de comunicação

Cel.: (16) 99792-2160

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