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Com dados e informações a nível microbiológico, aliado ao uso da biotecnologia, produtor poderá fazer aplicações de insumos de acordo com as características de sua região e a necessidade da lavoura, tornando econômico e sustentável o manejo no campo

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Devido as condições de manejo, clima e regiões, a agricultura pode sofrer dezenas de interferências ao longo do ciclo produtivo, o que eleva o grau de complexidade. Mesmo o desafio sendo grande, os produtores, com a ajuda de instituições de pesquisa e ensino, aliado à dedicação de empresas do setor, nos últimos anos vêm batendo recorde após recorde na produção de grãos, e na atual temporada (2022/23) não é diferente. Projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam a colheita de 320,1 milhões de toneladas, um incremento de 17,4% mediante o ciclo passado.

Boa parte do sucesso obtido até aqui pode ser atribuído ao conhecimento e pesquisas que evoluíram muito, principalmente nos aspectos químicos e físicos do solo, mas podemos (e precisamos) ir além para poder sustentar toda essa produtividade. Esse grande salto de conhecimento terá como mola propulsora a biologia do solo, um tema relativamente novo, mas de extrema relevância.

“Avançar nessa temática é um passo muito importante para o agro brasileiro, afinal, a biologia do solo, dentro das áreas de ciência do solo, possui um grande espaço para crescimento e desenvolvimento”, diz o engenheiro agrônomo Danilo Cunha Tornisiello, coordenador de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Superbac, empresa pioneira no mercado brasileiro de soluções em biotecnologia.

Voltar atenção ao solo é imprescindível, afinal, é onde se abriga a maior biodiversidade do planeta, trata-se de um universo paralelo e pouco conhecido debaixo dos nossos pés. Estima-se que um único grama de solo pode existir cerca de 1 bilhão de bactérias, 1 milhão de actinomicetos e 100 mil fungos. Independente do grau de conservadorismo da estimativa utilizada, esses valores dão uma ideia da imensa diversidade das comunidades microbianas nele e, consequentemente, da diversidade de processos em que elas atuam.

Mudança de chave

Durante mais de 20 anos, a engenheira agrônoma, Ph.D. em Microbiologia do Solo, pesquisadora da Embrapa Cerrados, Iêda de Carvalho Mendes, fez estudos e experimentos agrícolas que compararam sistemas de produção, uma espécie de “exame de sangue” de solo. As pesquisas apontaram que os modelos conservacionistas que mantinham a palhada de solo, como o sistema de plantio direto (SPD), a integração-lavoura-pecuária (ILP), bem como rotação de culturas, representam um marco fundamental para a construção de um ambiente edáfico biologicamente mais ativo e saudável em relação ao plantio antigo convencional (com revolvimento de solo).

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De acordo com o especialista da Superbac, esses dados apontaram que ao longo dos anos, mesmo os solos possuindo características químicas e físicas semelhantes, os sistemas mais conservacionistas estavam gerando mais ganhos de produtividade nas lavouras. “Foram investigando até chegar nas diferenças dos níveis de bioenzimas do solo. São elas: a Betaglicosidase que está relacionada ao ciclo do carbono, a Fosfatase Ácida que está ligada ao ciclo do fósforo e a Arilsulfatase, relativa ao ciclo do enxofre”, reforçou ele.

Ainda segundo Tornisiello, ao analisar essas bioenzimas por meio de parâmetros específicos, passou a ser possível construir tabelas, que geram resultados interpretáveis relacionados estritamente ao funcionamento biológico do solo, ou seja, ciclagem de nutrientes, algo que tem relação direta com o alto rendimento das lavouras e matéria orgânica. “A grande sacada é que até pouco tempo não era possível ter parâmetros biológicos, algo que agora temos a nível de enzimas. Não chegamos ainda à fauna de microorganismos que seria o ideal, mas estamos no caminho”, destaca o engenheiro agrônomo.

Tecnologias já disponíveis

Com uma boa microbiota no solo, maior será a ciclagem de nutrientes e melhor será também a atividade enzimática, resultando assim em aumento da produtividade da lavoura. Para tornar ainda mais eficiente esse processo, o produtor pode contar com soluções como o Smartgran, um condicionador biológico de solo, altamente focado na agricultura regenerativa. A solução possui a tecnologia exclusiva Smartbac, as bactérias inteligentes da Superbac.

Trata-se de um composto orgânico de elevada qualidade, combinado a um blend sinérgico de bactérias que atuam no solo, incrementando sua atividade biológica e melhorando sua qualidade agronômica. “Quando se insere a biotecnologia com produtos como o Smartgran, por exemplo, em sistema que já é conservacionista, disponibilizamos o que a planta mais precisa, direto na raiz. Ou seja, além da matéria orgânica de alta qualidade, ela poderá alimentar os microrganismos já presentes no solo e os que serão colocados no sistema”, detalha Tornisiello.

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A Suberbac se destaca também por seu Databac, uma ferramenta que permite acesso a um grande banco de informações que reúne mapas de microbiomas do solo brasileiro. Ele gera soluções que permitem ajustes no manejo que são capazes de alavancar a produção agrícola nas principais regiões do país, impulsionando os negócios de pequenos a grandes agricultores. A ferramenta usa como referência o Smartdata, um banco de dados próprio e calibrado com as necessidades e as condições do solo brasileiro.

O Smartdata reúne amostras de mais de 200 cidades brasileiras – dos 12 principais estados produtores em culturas como soja, milho, cana, café e trigo. A solução permite o mais perfeito ajuste às condições específicas do solo brasileiro, oferecendo uma análise completa de fungos, bactérias e enzimas. Traça também um comparativo com a produção nacional, com leituras mais próximas da sua realidade, facilitando a avaliação da qualidade do solo e comparando-o com mais de mil microbiomas.

De acordo com Tornisiello, este grande banco de dados também está colaborando com a geração de informações que serão fundamentais em um futuro próximo. Segundo ele, não muito distante será possível entender a fauna a nível microbiológico, ou seja, isso possibilitará, por exemplo, personalizar os condicionadores de solo por região. “As recomendações serão ainda mais assertivas e mais rápidas, estamos trabalhando nisso. A Superbac é uma das poucas empresas do Brasil que realiza análises genéticas do microbioma do solo e o BioAS – Tecnologia de Bioanálise do solo”, finalizou.

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AGRO & NEGÓCIOS

Os corredores do prédio histórico voltam a ser ocupados pelos produtores da agricultura familiar às terças-feiras

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A Feira do Arsenal retorna às atividades nesta terça (13), a partir das 17h, no Sesc Arsenal. A entrada é gratuita.
O público que visita a Feira do Arsenal pode adquirir produtos como queijos, requeijões, iogurtes, frutas, verduras, doces, castanhas, mel, pães, artesanato, temperos e diversos outros itens, todos oriundos de produção familiar local.
Além disso, o evento oferece uma programação cultural gratuita, incluindo música ao vivo, chopp em dobro, atividades recreativas infantis e outras atrações. A feira é uma oportunidade para os consumidores apoiarem diretamente a agricultura familiar e adquirirem produtos frescos e artesanais.
A Feira do Arsenal é promovida pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), em parceria com Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer).
Além de realizar a Feira do Arsenal, o Sesc-MT também se dedica a apoiar pequenos produtores na obtenção de regulamentações essenciais para a expansão de suas vendas, como a certificação no Serviço de Inspeção Agroindustrial e de Pequeno Porte (SIAPP).
Recentemente, a regulamentação da Lei nº 12.387/2024/MT, por meio de portaria, facilitou a emissão do selo de inspeção para produtos processados de origem animal, produzidos por pequenos produtores rurais, permitindo que esses produtos circulem de forma regular em todo o estado.
Os dois primeiros produtores certificados já expõem seus produtos na Feira do Arsenal, como é o caso do Sítio Milagre da Vida, Santo Antônio de Leverger, que foi a segunda unidade de beneficiamento de leite e derivados de Mato Grosso a receber o registro do SIAPP.
A produtora rural Ludymilla Caramori de Abreu, responsável pela propriedade, ressaltou que a certificação abriu as portas para que seus produtos pudessem ser comercializados na Feira do Arsenal. “Agora pelo fato de termos o selo, de sermos inspecionados, a gente pode participar dessa feira tão bonita, tão linda que é a Feira do Arsenal. A expectativa agora é só de sucesso”, completou.
Saiba mais sobre o Sítio Milagre da Vida e seus produtos no vídeo abaixo.

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