CUIABÁ

PROGRAMAÇÃO EXPOAGRO

Confira as atividades programadas para sexta-feira. Entre os destaques, o show do Barões da Pisadinha e a continuidade do Rodeio

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O quarto dia do Fórum das Cadeias Produtivas da 55ª Expoagro girou em torno da agricultura familiar e de experiências bem-sucedidas de empreendedorismo rural. O dia de palestras (11 no total) foi conduzido pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), que participam do evento também com um estande expondo produtos da agricultura familiar mato-grossense.

“Essa parceria com a Expoagro acaba sendo uma vitrine muito importante para todos os elos da agricultura familiar”, afirmou Teté Bezerra, secretária de estado de Agricultura Familiar, que falou na abertura do evento. Teté destacou que, conforme apontam números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), municípios com até 20 mil habitantes têm até 90% de sua economia dependente da agricultura familiar.

Foto: Divulgação Expoagro
O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Celso Nogueira, participou da abertura do fórum da Agricultura Familiar destacando a importância da atividade. “A Expoagro não é só uma festa. A gente tem o objetivo de também prestigiar o agricultor familiar, que produz boa parte dos alimentos do nosso cotidiano”, pontuou.

Caso de José Catarino Mendes, produtor de mel há 35 anos. Ele trabalha com abelhas nativas e africanas na região de Cuiabá e Pantanal e foi um dos palestrantes do fórum. Para ele, a experiência de participar da Expoagro foi como unir o útil ao agradável. “Estamos podendo discutir as nossas dificuldades, independentemente da cadeia. É uma troca de experiência muito produtiva”, avaliou o agricultor.

Foto: Divulgação Expoagro
Sexta (14). Embora o Fórum das Cadeias Produtivas continue nesta sexta (14) com palestras sobre logística, gestão rural e energia solar (confira: https://bit.ly/ExpoagroFórum), a programação da 55ª Expoagro segue diversificada.

A partir das 14h, o painel ConectZoo prossegue no Pavilhão de Eventos com temas que vão de pescados a transgenia, passando pela alimentação mais indicada para cães (veja: https://bit.ly/ExpoagroConectZoo).

Foto: Divulgação
As provas hípicas continuam no Parque de Exposições, a partir das 15h, nas modalidades Team Roping e 3 Tambores. A oficina de adestramento de cães começa às 18h (https://bit.ly/Expoagro0704) e o Rodeio retorna à arena a partir das 21h (https://bit.ly/ExpoagroRodeio).

A aguardada banda Barões da Pisadinha tem previsão de subir ao palco às 23h. A bilheteria é cobrada nesta sexta-feira.

Da Assessoria

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AGRO & NEGÓCIOS

Dubai combate a fome com tecnologia e dignidade: conheça as máquinas que distribuem pão fresco gratuitamente 24 horas por dia

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Enquanto boa parte do mundo ainda enfrenta filas em bancos de alimentos e milhões de pessoas escondem a própria fome por vergonha, Dubai decidiu unir tecnologia e solidariedade para enfrentar um dos maiores problemas da humanidade.

Desde setembro de 2022, o emirado colocou em funcionamento o programa Bread for All (Pão para Todos), uma iniciativa que utiliza máquinas inteligentes capazes de assar e entregar pão fresco gratuitamente, funcionando durante 24 horas por dia.

Mais do que distribuir alimento, o projeto procura preservar aquilo que muitas vezes a pobreza também tira das pessoas: a dignidade.

Uma máquina que entrega mais do que pão

Foto divulgação

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as máquinas não ficam espalhadas aleatoriamente pelas ruas.

Elas foram instaladas em unidades da rede de supermercados Aswaaq, em bairros estratégicos de Dubai, como Al Mizhar, Mirdif, Al Warqaa, Nad Al Sheba, Al Quoz e Al Badaa.

A escolha desses locais garante segurança, energia elétrica, monitoramento por câmeras e facilidade para o abastecimento.

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Quem precisa apenas faz o pedido e, poucos minutos depois, recebe um pão recém-assado.

Sem filas.

Sem cadastros.

Sem precisar explicar sua condição financeira.

Não existe ninguém entregando o alimento

Foto divulgação

Embora o atendimento seja totalmente automatizado para quem utiliza o equipamento, existe uma equipe trabalhando nos bastidores. Funcionários fazem a reposição dos ingredientes, realizam a limpeza, a manutenção preventiva e monitoram o funcionamento das máquinas.

Toda a operação é acompanhada remotamente, permitindo saber quando uma unidade precisa ser reabastecida ou apresentar algum problema técnico.

Quem paga essa conta?

As máquinas não dependem exclusivamente do governo. Elas recebem recursos de empresas, empresários e cidadãos que fazem doações diretamente no equipamento ou por meios digitais.


Um dos maiores exemplos foi o empresário Khalaf Al Habtoor, que patrocinou a instalação de dez novas máquinas para ampliar o alcance do programa. É uma corrente de solidariedade sustentada pela própria sociedade.

O mundo ainda convive com a fome

Mas existe uma dor que raramente aparece nas estatísticas.

A vergonha.

Muitas famílias deixam de procurar ajuda porque sentem constrangimento em enfrentar filas ou expor sua situação.

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Foi justamente esse aspecto que Dubai decidiu combater.

Ali, ninguém pergunta quem você é. Ninguém exige documentos. A máquina simplesmente entrega o pão. Poderia funcionar no Brasil? Essa talvez seja a pergunta mais importante.

É evidente que máquinas não acabam com a pobreza. Não resolvem desemprego.

Não substituem políticas públicas. Mas mostram que tecnologia pode ser usada para reduzir burocracia, diminuir custos operacionais e preservar a dignidade das pessoas.

Imagine equipamentos semelhantes instalados em hospitais públicos, rodoviárias, centros comunitários ou mercados municipais, oferecendo alimentos básicos durante todo o dia para quem realmente precisa.

Seria uma forma moderna de combater a fome sem expor quem vive esse drama diariamente.

Minha reflexão

Vivemos uma época em que a tecnologia costuma ser lembrada por inteligência artificial, carros autônomos e robôs.

Dubai decidiu utilizá-la para algo muito mais simples, e talvez muito mais importante.

Alimentar pessoas.

Porque combater a fome não significa apenas colocar comida na mesa.

Significa permitir que alguém receba ajuda sem perder a própria dignidade.

Talvez seja justamente essa a maior inovação do projeto Bread for All.

Saran News.

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