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Vacina está em falta em Mato Grosso e regularização do abastecimento deve levar dois meses

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Uma das primeiras vacinas a ser dada aos recém-nascidos, a BCG está com o fornecimento prejudicado em Mato Grosso. Desde terça-feira (19), o imunizante encontra-se em falta nas unidades de Saúde de Cuiabá. A expectativa é de que o abastecimento seja normalizado somente em dois meses. O problema é reconhecido pela própria Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

No Brasil, a recomendação é para que seja aplicada nos primeiros dias de vida, mas pode ser administrada até os quatro anos de idade da criança.

Em nota, a SMS lembra que o Ministério da Saúde (MS) encaminhou em 29 de abril o ofício circular nº 80/2022 a todos os estados brasileiros justificando a redução das remessas de vacinas BCG devido a dificuldades de aquisição.

Um novo ofício circular (nº110/2022) foi enviado pelo Ministério da Saúde em 20 de junho, reiterando o desabastecimento e informando que a regularização na entrega das doses está prevista para meados de setembro.

O órgão municipal frisa ainda que, conforme orientação passada pela Rede de Frio do Estado, responsável pela distribuição das vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde em Mato Grosso, não há mais estoque do imunizante para ser distribuído para a Capital.

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“A previsão era que o pequeno quantitativo restante na rede municipal durasse até esta segunda-feira (18)”, frisa. A SMS foi informada que, tão logo a situação do estoque nacional da vacina BCG seja regularizada, a Rede de Frio retomará a distribuição do imunizante, conforme a necessidade da rede municipal e um novo cronograma será divulgado.

TUBERCULOSE– A BCG previne contra a tuberculose, uma doença contagiosa, provocada por uma bactéria. O contágio se dá de uma pessoa para a outra, através de gotículas de saliva da garganta. A doença não afeta apenas os pulmões, mas, também, ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

Os sintomas da tuberculose ativa do pulmão são tosse, às vezes com expectoração e sangue, falta de ar, dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre e suores, principalmente ao final do dia.

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Parkinson: Brasil pode dobrar número de casos até 2060 e sinais “silenciosos” surgem até uma década antes

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O Brasil pode mais que dobrar o número de casos de doença de Parkinson nas próximas décadas, acompanhando uma tendência global de envelhecimento da população. Atualmente, o país tem pouco mais de 500 mil pacientes diagnosticados, número que pode ultrapassar 1,2 milhão até 2060.

O avanço está diretamente ligado ao aumento da expectativa de vida. Em 2010, cerca de 10% dos brasileiros tinham mais de 60 anos. Em 2025, esse percentual já chega a 15% e a projeção é que alcance 32% até 2060.

A doença, considerada a segunda condição neurodegenerativa mais comum no mundo, atinge entre 1% e 3% das pessoas acima dos 60 anos.

Sintomas começam antes e passam despercebidos

Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido, especialistas alertam que o Parkinson pode começar muitos anos antes, com sintomas pouco associados à doença.

A médica geriatra Dra. Graziela Pichinin Milanello, do Hospital Santa Rosa, de Cuiabá, explica que os sinais não motores podem surgir de 5 a 10 anos antes do diagnóstico.

“A perda de olfato é um dos sintomas mais comuns, podendo atingir até 90% dos pacientes. Alterações no sono REM, com movimentos durante o sono, também são frequentes e podem aparecer anos antes”, explica.

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Outros sinais incluem constipação intestinal sem causa aparente, sintomas depressivos, ansiedade e mudanças de comportamento.

Mesmo com esses sinais prévios, o diagnóstico costuma levar anos. Segundo a especialista, há um intervalo médio de 7 a 10 anos entre os primeiros sintomas e a confirmação da doença. Isso ocorre porque os sinais iniciais são vagos e frequentemente associados ao envelhecimento ou ao estresse.

Além disso, não há um exame simples e acessível capaz de identificar a doença nas fases iniciais, o que contribui para o diagnóstico tardio.

O Parkinson não afeta apenas a mobilidade. Sintomas como depressão e ansiedade atingem uma parcela significativa dos pacientes e impactam diretamente a qualidade de vida.

“Cerca de 40% a 50% dos pacientes têm depressão e 30% a 40% têm ansiedade, mas muitos não recebem tratamento adequado. Ignorar esses sintomas é tratar apenas parte da doença”, destaca a médica.

Novos tratamentos ampliam controle da doença

Nos últimos anos, avanços terapêuticos têm ampliado as possibilidades de tratamento, especialmente em estágios mais avançados.

Uma das novidades é a infusão contínua de medicamentos por via subcutânea, aprovada em 2025, indicada para pacientes que já não respondem bem aos comprimidos tradicionais.

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A tecnologia permite maior estabilidade dos sintomas ao longo do dia, reduzindo oscilações motoras e aumentando a autonomia do paciente.

Cuidado exige abordagem integrada

O manejo do Parkinson exige atenção a múltiplos fatores, especialmente em pacientes idosos, que frequentemente apresentam outras doenças associadas. A abordagem integrada, envolvendo diferentes especialidades, tem impacto direto na funcionalidade e na autonomia.

“Pacientes acompanhados em modelo multidisciplinar têm menos quedas, menos internações e mantêm independência por mais tempo”, afirma a especialista do Hospital Santa Rosa.

Rotina e apoio familiar fazem diferença

Além do tratamento médico, a adaptação da rotina e do ambiente é fundamental para a segurança e o bem-estar do paciente, de acordo com a Dra. Graziela. “Medidas simples, como retirar tapetes, instalar barras de apoio, manter iluminação adequada e garantir o uso correto da medicação nos horários, ajudam a reduzir os riscos”, explica.

A médica também lembra que os estímulos à autonomia e ao convívio social também são essenciais para preservar a qualidade de vida do paciente.

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