CUIABÁ

MONITORAMENTO

Programa de monitoramento foi apresentado pela Sesp à equipe do governo federal nessa segunda-feira (30.10)

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Representantes da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP) conheceram o programa de videomonitoramento da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), o Vigia Mais MT, nessa segunda-feira (30.10), e destacaram o êxito da ação do Governo do Estado.

Através do programa e com investimento aproximado de R$ 30 milhões, o Governo distribui 15 mil câmeras fixas, speed domes e OCRs (que permitem a leitura de placas de veículos) aos 141 municípios de Mato Grosso. Somente em Cuiabá são investidos R$ 5,6 milhões e disponibilizados 3.932 dispositivos.

O assessor-técnico do Programa Vigia Mais MT, Leandro Alves, mostrou em tempo real as câmeras instaladas em várias cidades de Mato Grosso, que já estão integradas ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Ele também fez uma simulação e mostrou como funciona o botão do pânico, voltado para atendimento de ocorrências em unidades escolares de Mato Grosso.

“Foi uma oportunidade de mostrar o trabalho desenvolvido pela Segurança Pública de Mato Grosso à Senasp. Fizemos uma simulação em tempo real do botão do pânico que alerta sobre ocorrências no estado e em poucos segundos o alerta foi emitido para o setor do videomonitoramento do Ciosp, que em segundos acionou a viatura mais próxima para atendimento”, pontuou.

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Após assistir a apresentação, a diretora de Gestão do Fundo Nacional de Segurança Pública da Senasp/MJSP, Larissa Abdalla Britto, disse ter ficado impactada.

“Saio daqui encantada com o programa e vou inclusive recomendar à toda a nossa cúpula que se adentre mais. Fiquei positivamente muito impactada pelo que está sendo desenvolvido e só tenho a felicitar o estado de Mato Grosso, o governador e a cúpula da Secretaria de Segurança pelo êxito com que o programa está sendo executado”, destacou.

A delegação da Senasp/MJSP está em Cuiabá para uma série de visitas técnicas com o objetivo de conhecer os projetos beneficiados pelo Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). As atividades coordenadas pela Sesp-MT incluem também a troca de informações entre as equipes do Governo Federal e Estadual, para esclarecimentos, apresentação de resultados, exposições analíticas, pontos a serem melhorados, entre outros temas relacionados ao FNSP.

Inovação 

O programa Vigia Mais MT foi lançado pelo governador Mauro Mendes e pelo secretário da Segurança, coronel César Augusto Roveri, em março deste ano. Antes mesmo do lançamento, o programa havia sido apresentando a prefeitos e instituições, que manifestaram interesse imediato na adesão.

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Após a instalação das câmeras, o Ciosp terá acesso a todas imagens captadas.

Os critérios para a definição do número de câmeras destinadas a cada município levam em conta a população, renda per capita e os índices criminais. Já os pontos de instalação são definidos a partir de estudo e análises de dados criminais, e planos de ações estratégicas feitos pelos órgãos de segurança pública – Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil e Corpo de Bombeiros.

Podem se habilitar ao programa Vigia Mais MT entes públicos, privados, pessoas físicas, jurídicas, órgãos, entidades, conselhos, associações comerciais da administração pública federal, estadual e municipal, além de consórcios públicos intermunicipais.

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BOMBA NA SAÚDE PÚBLICA DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE: SAMU À BEIRA DO COLAPSO?

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Uma denúncia grave, feita por uma fonte anônima ligada diretamente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acende um alerta vermelho na saúde pública da Baixada Cuiabana. Segundo relato obtido pelo SaranNews, uma reunião realizada nesta terça-feira (24) teria confirmado o desligamento de 56 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e condutores. O impacto vai além dos números: cinco bases do SAMU devem ser desativadas, sendo três em Várzea Grande e duas em Cuiabá.


A consequência? Menos viaturas nas ruas, aumento no tempo de resposta e, possivelmente, vidas em risco. “Quem vai sofrer com esse desmonte é a população”, relatou a fonte.

SUCATEAMENTO PROGRAMADO?

De acordo com a denúncia, o cenário levanta suspeitas ainda mais graves. Profissionais afirmam que houve recentemente um termo de cooperação entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros, que, na prática, deveria fortalecer o atendimento pré-hospitalar.

Mas o que estaria acontecendo é o oposto.

“Desde esse acordo, o SAMU só vem sendo sucateado”, afirma a fonte. Sem reposição de pessoal, contratos sendo encerrados e bases sendo fechadas, cresce a percepção interna de que o serviço pode estar sendo enfraquecido propositalmente.

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

  • Quem ganha com o enfraquecimento do SAMU?
  • Por que desligar profissionais sem abrir novos processos seletivos?
  • Em uma região que cresce rapidamente, faz sentido fechar bases de emergência?
  • Estariam preparando o terreno para que outra instituição assuma totalmente o serviço?

A suspeita levantada é preocupante: primeiro sucateia, depois aponta a falha… e então substitui.


“Daqui a pouco vão dizer que o SAMU não funciona mais e justificar que só o bombeiro assuma”, disse a fonte.

IMPACTO DIRETO NA POPULAÇÃO

Hoje, entre Cuiabá e Várzea Grande, existem 12 bases operacionais. Com a possível desativação de cinco, o sistema perderia quase metade da sua estrutura ativa.
Isso significa: Mais demora no atendimento, Menor cobertura nas regiões periféricas, Risco real de aumento de mortes evitáveis
Em casos de urgência, minutos salvam vidas. E cada base fechada pode representar tempo perdido entre a vida e a morte.


Diante da gravidade da situação, uma comissão de profissionais deve ir até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (25), em busca de apoio político e respostas.

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A pergunta agora é: o poder público vai agir antes que o sistema entre em colapso?
POSICIONAMENTO OFICIAL
A reportagem do SaranNews buscou posicionamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A tenente-coronel Poliana Simões, responsável pela BM5 (setor de comunicação) informou que solicitou o envio de um e-mail formal para encaminhamento da demanda aos setores competentes.
O e-mail já foi enviado pela reportagem, e a expectativa é de que uma resposta oficial e qualificada seja encaminhada nesta quarta-feira (25).
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre as possíveis demissões e desativações de bases. Se confirmado, o que está em curso pode não ser apenas uma reestruturação… mas sim um dos maiores desmontes do atendimento de urgência da história recente da Baixada Cuiabana.
E quando o socorro não chega a tempo, não tem discurso que resolva.

Colaborou: Luiz Henrique Menezes

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