CUIABÁ

OPERAÇÃO ENGRENAGEM

Investigações da DERFVA identificaram grupo criminoso que emanava ordens de crimes de dentro de presídios

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), em parceria com a Polícia Penal, deflagrou na manhã desta terça-feira (18.04), a Operação Engrenagem para cumprimento de nove mandados de busca e apreensão contra uma associação criminosa voltada para crimes de roubo majorado, extorsão e lavagem de dinheiro.

As ordens judiciais contra 12 alvos identificados em investigações da DERFVA foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Várzea Grande.

Na operação são cumpridos mandados contra três alvos na Penitenciária Central do Estado (PCE), dois alvos no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, um em Santo Antônio do Leverger, dois em Várzea Grande e quatro em Cuiabá.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Maurício Maciel Pereira Júnior, com a deflagração da operação, objetiva-se desarticular o grupo, obtendo importantes elementos de informação e de prova sobre os crimes praticados e sobre a identidade de outros membros.

“Essas medidas são fundamentais para o êxito das investigações e para cessação das atividades criminosas”, explicou o delegado.

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Investigações

As investigações que chegaram ao grupo criminoso tiveram início para apurar o roubo de uma caminhonete, ocorrido em Várzea Grande, em que as vítimas foram mantidas reféns por horas, sendo obrigadas a realizar transferências bancárias e saques em caixas eletrônicos.

Durante as investigações, foram reunidos indícios suficientes acerca da existência e atuação de um grupo criminoso voltado à prática de roubos de veículo automotores e extorsões, sendo constatada a atuação de suspeitos de dentro do sistema prisional, os quais utilizavam aparelhos celulares ilegais e exerciam papel de proeminência no grupo.

Foram identificados, integrantes do grupo que mesmo presos organizavam os crimes, obtinha as contas bancárias para recebimento das transferências que as vítimas eram obrigadas a fazer, além de se comunicar e comandar os executores do roubo e extorsão durante a ação.

Efetivo

A ação conta com o emprego de 61 policiais civis, sendo seis delegados, 15 escrivães e 40 investigadores da DERFVA, Delegacia Especializada de Estelionato e Outras Fraudes (DEEF), Delegacia Especializadas de Roubos e Furtos de Cuiabá e Várzea Grande (Derf Cuiabá e Derf-VG), Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), Delegacia Especializada do Adolescente (DEA) e 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande.

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BOMBA NA SAÚDE PÚBLICA DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE: SAMU À BEIRA DO COLAPSO?

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Uma denúncia grave, feita por uma fonte anônima ligada diretamente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acende um alerta vermelho na saúde pública da Baixada Cuiabana. Segundo relato obtido pelo SaranNews, uma reunião realizada nesta terça-feira (24) teria confirmado o desligamento de 56 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e condutores. O impacto vai além dos números: cinco bases do SAMU devem ser desativadas, sendo três em Várzea Grande e duas em Cuiabá.


A consequência? Menos viaturas nas ruas, aumento no tempo de resposta e, possivelmente, vidas em risco. “Quem vai sofrer com esse desmonte é a população”, relatou a fonte.

SUCATEAMENTO PROGRAMADO?

De acordo com a denúncia, o cenário levanta suspeitas ainda mais graves. Profissionais afirmam que houve recentemente um termo de cooperação entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros, que, na prática, deveria fortalecer o atendimento pré-hospitalar.

Mas o que estaria acontecendo é o oposto.

“Desde esse acordo, o SAMU só vem sendo sucateado”, afirma a fonte. Sem reposição de pessoal, contratos sendo encerrados e bases sendo fechadas, cresce a percepção interna de que o serviço pode estar sendo enfraquecido propositalmente.

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

  • Quem ganha com o enfraquecimento do SAMU?
  • Por que desligar profissionais sem abrir novos processos seletivos?
  • Em uma região que cresce rapidamente, faz sentido fechar bases de emergência?
  • Estariam preparando o terreno para que outra instituição assuma totalmente o serviço?

A suspeita levantada é preocupante: primeiro sucateia, depois aponta a falha… e então substitui.


“Daqui a pouco vão dizer que o SAMU não funciona mais e justificar que só o bombeiro assuma”, disse a fonte.

IMPACTO DIRETO NA POPULAÇÃO

Hoje, entre Cuiabá e Várzea Grande, existem 12 bases operacionais. Com a possível desativação de cinco, o sistema perderia quase metade da sua estrutura ativa.
Isso significa: Mais demora no atendimento, Menor cobertura nas regiões periféricas, Risco real de aumento de mortes evitáveis
Em casos de urgência, minutos salvam vidas. E cada base fechada pode representar tempo perdido entre a vida e a morte.


Diante da gravidade da situação, uma comissão de profissionais deve ir até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (25), em busca de apoio político e respostas.

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A pergunta agora é: o poder público vai agir antes que o sistema entre em colapso?
POSICIONAMENTO OFICIAL
A reportagem do SaranNews buscou posicionamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A tenente-coronel Poliana Simões, responsável pela BM5 (setor de comunicação) informou que solicitou o envio de um e-mail formal para encaminhamento da demanda aos setores competentes.
O e-mail já foi enviado pela reportagem, e a expectativa é de que uma resposta oficial e qualificada seja encaminhada nesta quarta-feira (25).
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre as possíveis demissões e desativações de bases. Se confirmado, o que está em curso pode não ser apenas uma reestruturação… mas sim um dos maiores desmontes do atendimento de urgência da história recente da Baixada Cuiabana.
E quando o socorro não chega a tempo, não tem discurso que resolva.

Colaborou: Luiz Henrique Menezes

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