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Polícia Civil apreende menores que aplicavam salve em duas vítimas em Primavera do Leste

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Adolescentes responderão pelos atos infracionais de sequestro, cárcere privado e tortura

Dois adolescentes envolvidos em situação de sequestro, cárcere privado e tortura foram presos em flagrante pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (21.12), em ação dos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município de Primavera do Leste (231 km ao sul de Cuiabá).

Os adolescentes de 16 e 17 anos foram flagrados no momento em que aplicavam um “salve” (castigo aplicado a mando de facção criminosa) em duas vítimas.

As diligências iniciaram após as equipes da Polícia Civil receberem denúncia de que duas pessoas estavam sendo mantidas em cárcere privado, sendo torturadas por membros de uma facção. Com informações do endereço onde estaria ocorrendo o crime, os policiais foram até o local, onde surpreenderam os dois suspeitos mantendo as duas vítimas.

Ao perceber a presença dos policiais, os menores fugiram pulando o muro da casa, porém foram cercados e detidos pelos policiais. Questionados, os suspeitos confessaram que estavam dando um salve nas vítimas, sendo encontrado em posse de um dos menores, um simulacro de arma de fogo.

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Em conversa com as vítimas, uma delas relatou que foi agredida com socos, enquanto a outra estava amarrada esperando a sua vez de ser torturada.

Diante dos fatos, todos foram conduzidos à Delegacia de Primavera do Leste, onde os menores foram ouvidos em declarações e posteriormente autuados pelos atos infracionais análogo aos crimes de sequestro, cárcere privado e tortura.

Segundo o delegado, Honório Gonçalves dos Anjos Neto, os dois menores apreendidos têm histórico de outros atos infracionais análogos aos crimes de roubo e tentativa de latrocínio. “Diante do perfil dos menores infratores, tudo leva a crer que a ação rápida da Polícia Civil evitou que um crime mais grave fosse praticado contra as vítimas”, disse o delegado.

 

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BOMBA NA SAÚDE PÚBLICA DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE: SAMU À BEIRA DO COLAPSO?

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Uma denúncia grave, feita por uma fonte anônima ligada diretamente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acende um alerta vermelho na saúde pública da Baixada Cuiabana. Segundo relato obtido pelo SaranNews, uma reunião realizada nesta terça-feira (24) teria confirmado o desligamento de 56 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e condutores. O impacto vai além dos números: cinco bases do SAMU devem ser desativadas, sendo três em Várzea Grande e duas em Cuiabá.


A consequência? Menos viaturas nas ruas, aumento no tempo de resposta e, possivelmente, vidas em risco. “Quem vai sofrer com esse desmonte é a população”, relatou a fonte.

SUCATEAMENTO PROGRAMADO?

De acordo com a denúncia, o cenário levanta suspeitas ainda mais graves. Profissionais afirmam que houve recentemente um termo de cooperação entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros, que, na prática, deveria fortalecer o atendimento pré-hospitalar.

Mas o que estaria acontecendo é o oposto.

“Desde esse acordo, o SAMU só vem sendo sucateado”, afirma a fonte. Sem reposição de pessoal, contratos sendo encerrados e bases sendo fechadas, cresce a percepção interna de que o serviço pode estar sendo enfraquecido propositalmente.

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

  • Quem ganha com o enfraquecimento do SAMU?
  • Por que desligar profissionais sem abrir novos processos seletivos?
  • Em uma região que cresce rapidamente, faz sentido fechar bases de emergência?
  • Estariam preparando o terreno para que outra instituição assuma totalmente o serviço?

A suspeita levantada é preocupante: primeiro sucateia, depois aponta a falha… e então substitui.


“Daqui a pouco vão dizer que o SAMU não funciona mais e justificar que só o bombeiro assuma”, disse a fonte.

IMPACTO DIRETO NA POPULAÇÃO

Hoje, entre Cuiabá e Várzea Grande, existem 12 bases operacionais. Com a possível desativação de cinco, o sistema perderia quase metade da sua estrutura ativa.
Isso significa: Mais demora no atendimento, Menor cobertura nas regiões periféricas, Risco real de aumento de mortes evitáveis
Em casos de urgência, minutos salvam vidas. E cada base fechada pode representar tempo perdido entre a vida e a morte.


Diante da gravidade da situação, uma comissão de profissionais deve ir até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (25), em busca de apoio político e respostas.

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A pergunta agora é: o poder público vai agir antes que o sistema entre em colapso?
POSICIONAMENTO OFICIAL
A reportagem do SaranNews buscou posicionamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A tenente-coronel Poliana Simões, responsável pela BM5 (setor de comunicação) informou que solicitou o envio de um e-mail formal para encaminhamento da demanda aos setores competentes.
O e-mail já foi enviado pela reportagem, e a expectativa é de que uma resposta oficial e qualificada seja encaminhada nesta quarta-feira (25).
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre as possíveis demissões e desativações de bases. Se confirmado, o que está em curso pode não ser apenas uma reestruturação… mas sim um dos maiores desmontes do atendimento de urgência da história recente da Baixada Cuiabana.
E quando o socorro não chega a tempo, não tem discurso que resolva.

Colaborou: Luiz Henrique Menezes

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