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Mandante do homicídio de adolescente de 14 anos é preso pela Polícia Civil

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Policiais civis de Arenápolis cumpriram nesta terça-feira (15.11) a prisão de um homem de 35 anos, investigado como mandante do assassinato de uma jovem de 14 anos, ocorrido no início deste mês, na cidade. Além da adolescente, outras duas pessoas, a irmã dela e um homem, foram vítimas de tentativa de homicídio.

O criminoso é investigado também por atuar como gerente do tráfico de drogas em Arenápolis e foi alvo ainda do cumprimento de mandado de busca e apreensão. Ele usava uma mercearia como fachada para traficar entorpecentes.

Na residência dele, a equipe da Delegacia de Arenápolis apreendeu R$ 6 mil em espécie, uma arma de fogo de calibre 32 e meio quilo de maconha, que estava enterrada no quintal. Há indícios de que a arma de fogo apreendida foi utilizada no homicídio praticado contra a adolescente, no dia 1o de novembro.

Além do mandado de prisão, o investigado foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas, associação para o tráfico. A mulher do criminoso, de 28 anos, também foi presa em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. Ambos foram encaminhados às respectivas unidades prisionais em Nortelândia e Arenápolis.

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“A investigação apurou que a mercearia é um empreendimento de fachada, para ocultar a real função da residência, que é a de ser um local de distribuição de drogas ilícitas pela cidade de Arenápolis”, explicou o delegado de Arenápolis, Hugo Abdon. 

Crime e investigação
Conforme a investigação da Delegacia de Arenápolis, uma facção criminosa determinou a execução das vítimas, de 14, 16 e 33 anos, em um ‘tribunal do crime’ por suspeitas infundadas de que elas seriam integrantes de um grupo criminoso rival. A adolescente Ana Lídia Lima dos Santos, de 14 anos, foi morta e as outras duas conseguiram escapar com vida.

A Polícia Civil agiu rapidamente para esclarecer o crime, assegurar a integridade física das vítimas, colher as provas e identificar todos os criminosos. Cinco suspeitos do crime foram identificados e todos tiveram as prisões preventivas decretadas pela Justiça após representação encaminhada pelo delegado Hugo Abdon.

“O trabalho investigativo continua, principalmente, no sentido de identificar o paradeiro dos outros três criminosos que estão foragidos”, acrescentou o delegado.

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Os investigados responderão por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Conforme a apuração, as vítimas estavam em casa, quando três homens armados invadiram a residência e as renderam. As vítimas foram amarradas e colocadas dentro de um veículo, sendo levadas para a estrada do São Francisco, próximo ao lixão no município de Nortelândia.

Durante o percurso, os suspeitos ameaçaram a jovem de 16 anos por ter publicado uma foto em rede social, supostamente fazendo sinais referentes a uma facção criminosa. Os criminosos pararam o veículo e levaram as duas jovens para um pasto e efetuaram vários disparos. O homem de 32 anos permaneceu amarrado na estrada, até que conseguiu afrouxar a corda e fugir. A adolescente de 14 anos não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.

Fonte: PJC MT

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BOMBA NA SAÚDE PÚBLICA DE CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE: SAMU À BEIRA DO COLAPSO?

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Uma denúncia grave, feita por uma fonte anônima ligada diretamente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), acende um alerta vermelho na saúde pública da Baixada Cuiabana. Segundo relato obtido pelo SaranNews, uma reunião realizada nesta terça-feira (24) teria confirmado o desligamento de 56 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e condutores. O impacto vai além dos números: cinco bases do SAMU devem ser desativadas, sendo três em Várzea Grande e duas em Cuiabá.


A consequência? Menos viaturas nas ruas, aumento no tempo de resposta e, possivelmente, vidas em risco. “Quem vai sofrer com esse desmonte é a população”, relatou a fonte.

SUCATEAMENTO PROGRAMADO?

De acordo com a denúncia, o cenário levanta suspeitas ainda mais graves. Profissionais afirmam que houve recentemente um termo de cooperação entre o SAMU e o Corpo de Bombeiros, que, na prática, deveria fortalecer o atendimento pré-hospitalar.

Mas o que estaria acontecendo é o oposto.

“Desde esse acordo, o SAMU só vem sendo sucateado”, afirma a fonte. Sem reposição de pessoal, contratos sendo encerrados e bases sendo fechadas, cresce a percepção interna de que o serviço pode estar sendo enfraquecido propositalmente.

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PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR

  • Quem ganha com o enfraquecimento do SAMU?
  • Por que desligar profissionais sem abrir novos processos seletivos?
  • Em uma região que cresce rapidamente, faz sentido fechar bases de emergência?
  • Estariam preparando o terreno para que outra instituição assuma totalmente o serviço?

A suspeita levantada é preocupante: primeiro sucateia, depois aponta a falha… e então substitui.


“Daqui a pouco vão dizer que o SAMU não funciona mais e justificar que só o bombeiro assuma”, disse a fonte.

IMPACTO DIRETO NA POPULAÇÃO

Hoje, entre Cuiabá e Várzea Grande, existem 12 bases operacionais. Com a possível desativação de cinco, o sistema perderia quase metade da sua estrutura ativa.
Isso significa: Mais demora no atendimento, Menor cobertura nas regiões periféricas, Risco real de aumento de mortes evitáveis
Em casos de urgência, minutos salvam vidas. E cada base fechada pode representar tempo perdido entre a vida e a morte.


Diante da gravidade da situação, uma comissão de profissionais deve ir até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nesta quarta-feira (25), em busca de apoio político e respostas.

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A pergunta agora é: o poder público vai agir antes que o sistema entre em colapso?
POSICIONAMENTO OFICIAL
A reportagem do SaranNews buscou posicionamento junto ao Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso. A tenente-coronel Poliana Simões, responsável pela BM5 (setor de comunicação) informou que solicitou o envio de um e-mail formal para encaminhamento da demanda aos setores competentes.
O e-mail já foi enviado pela reportagem, e a expectativa é de que uma resposta oficial e qualificada seja encaminhada nesta quarta-feira (25).
Até o momento, não houve manifestação oficial sobre as possíveis demissões e desativações de bases. Se confirmado, o que está em curso pode não ser apenas uma reestruturação… mas sim um dos maiores desmontes do atendimento de urgência da história recente da Baixada Cuiabana.
E quando o socorro não chega a tempo, não tem discurso que resolva.

Colaborou: Luiz Henrique Menezes

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