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POLÍCIA

Após negociar veículo em Alto Araguaia, jovem desaparecido em Cuiabá é localizado no estado de SP

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Um jovem que estava desaparecido desde o dia 27 de outubro, quando saiu de casa em Cuiabá e não deu mais notícias aos familiares, foi localizado pela Polícia Civil, na sexta-feira (04.11), em ação realizada pela Delegacia de Alto Araguaia. Nas investigações, a vítima de 26 anos foi localizada no estado de São Paulo. 

As diligências realizadas pela Delegacia de Alta Araguaia iniciaram após os investigadores receberem informações de que o veículo da vítima desaparecida estava circulando pela cidade. 

Com base nas informações, os policiais iniciaram as buscas, conseguindo localizar o veículo em posse de um terceiro, que questionado, disse ter comprado o carro pelo valor de R$ 26 mil, dando para vítima R$ 1 mil no ato da compra e pagando o restante em parcelas de R$ 500 por semana, até a quitação total do valor. 

Diante das informações prestadas e da alegação desconexa, o delegado Marcos Paulo Batista de Oliveira, após ouvir o condutor, apreendeu o veículo e determinou algumas averiguações para comprovar a veracidade das informações.

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Durante as diligências, foi possível comprovar que o jovem desaparecido esteve em Alto Araguaia, no dia 30 de outubro, aparentemente passando por problemas pessoais. Na cidade, ele negociou o seu veículo com o terceiro e com o valor inicialmente recebido (pouco mais de R$ 1 mil) comprou a passagem de ônibus com destino ao estado de São Paulo. 

Em seguida, foi comprovado que o até então desaparecido realmente estava no Estado de São Paulo. A mãe do jovem foi comunicada e posteriormente confirmou que fez contato com o filho. O Núcleo de Pessoas Desaparecidas da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que também estava investigando o desaparecimento foi comunicado da localização. 

“A questão principal, que era o desaparecimento do jovem foi solucionada e agora o veículo da vítima ficará apreendido na Delegacia de Polícia, aguardando que a família ou o proprietário possa retirá-lo”, disse o delegado.

Fonte: PJC MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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