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Em entrevista ao Domingo Espetacular, candidato apresentou um projeto de governo baseado em ajuste fiscal, segurança pública, tecnologia, mudanças na educação e modernização do SUS. O desafio será executar um programa ambicioso em um Brasil com dívida pública de R$ 10,8 trilhões

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O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro apresentou neste domingo (30), durante entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, algumas das principais linhas do projeto que pretende implementar caso seja eleito presidente do Brasil em outubro.

A entrevista revelou um candidato disposto a assumir posições claras em segurança pública, economia, educação, saúde e costumes. Flávio prometeu enfrentar PCC, Comando Vermelho e milícias, realizar um forte ajuste nas contas públicas, reduzir impostos e burocracia, ampliar o uso de inteligência artificial no governo, modernizar o SUS e direcionar a educação para áreas como empreendedorismo, matemática financeira, tecnologia e formação profissional.
O discurso pode encontrar forte identificação principalmente entre eleitores conservadores e aqueles insatisfeitos com o atual governo. Mas existe uma pergunta que deverá acompanhar Flávio Bolsonaro durante toda a campanha:
é possível colocar tudo isso em prática diante da atual situação financeira do Brasil?
O país que o próximo presidente encontrará

O cenário fiscal exige atenção.

Dados divulgados pelo Banco Central mostram que a dívida bruta do Governo Geral atingiu, em junho de 2026, R$ 10,8 trilhões, equivalentes a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Somente nos primeiros seis meses do ano, a relação dívida/PIB aumentou 3,3 pontos percentuais. (Banco Central do Brasil)
Outro número chama ainda mais atenção: considerando União, estados, municípios e empresas estatais abrangidas pelas estatísticas fiscais, o déficit nominal acumulado em 12 meses chegou a aproximadamente R$ 1,318 trilhão — 9,99% do PIB. (Banco Central do Brasil)
Não significa que o Brasil seja tecnicamente um Estado falido. O país possui uma economia de grande porte, arrecadação elevada e capacidade de financiar sua dívida. Porém, significa que o espaço para um novo governo simplesmente aumentar despesas é bastante limitado.
A Selic também continua elevada. Em 5 de agosto, o Banco Central reduziu os juros básicos para 14% ao ano, enquanto as expectativas de inflação para 2026 e 2027 continuavam acima da meta. (Banco Central do Brasil)
É justamente nesse terreno que Flávio terá de executar suas propostas.
O “tesouraço” é possível, mas precisará ir além da burocracia

Durante a entrevista, o candidato afirmou que pretende promover um “tesouraço” na burocracia, nos impostos e em mais de mil atos normativos. A ideia de reduzir burocracia e melhorar o ambiente de negócios encontra respaldo econômico. Menos entraves podem estimular investimentos, produtividade e geração de empregos. O problema começa quando redução de impostos é colocada ao lado de novas despesas bilionárias. Flávio promete mais investimentos em segurança, expansão do sistema prisional, tecnologia para o governo, modernização do SUS e ampliação da formação profissional. Alguém terá de pagar essa conta. A campanha já trabalha em uma proposta mais profunda do que apareceu na entrevista. Segundo a Reuters, a equipe econômica de Flávio estuda estabelecer um limite para a dívida pública e mecanismos automáticos de contenção de despesas. Uma das propostas em elaboração poderia impedir crescimento real dos gastos enquanto a dívida estivesse em patamar elevado. (Reuters)

É uma sinalização importante.

Porém, para funcionar, o próximo passo terá de ser explicar ao eleitor quais despesas serão efetivamente cortadas.
Reduzir ministérios, cargos, burocracia e desperdícios ajuda, mas dificilmente seria suficiente sozinho para produzir o ajuste necessário.
Previdência, benefícios tributários, subsídios, funcionalismo, despesas vinculadas e programas públicos representam parcelas muito maiores do orçamento.
É nesse ponto que a promessa eleitoral encontrará a realidade administrativa.
Segurança: proposta de 500 mil vagas teria custo bilionário
Talvez nenhuma área tenha recebido uma promessa tão contundente quanto a segurança pública.
Flávio afirmou que uma de suas primeiras medidas seria declarar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e utilizar de maneira integrada as forças de segurança e inteligência.
A Record confirmou que, durante a entrevista, o candidato também defendeu cooperação internacional contra o narcotráfico, mas negou qualquer intenção de permitir interferência militar estrangeira no território brasileiro. (Record)

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Fora da entrevista, Flávio já apresentou outra proposta de grande impacto: criar aproximadamente 500 mil novas vagas no sistema penitenciário brasileiro em quatro anos, além de cinco novas penitenciárias federais de segurança máxima. (UOL Notícias)
Estimativas divulgadas neste domingo apontam custo entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões para a expansão pretendida. (UOL Notícias)
E existe uma diferença entre construir presídios e mantê-los.
Depois de prontos serão necessários policiais penais, alimentação, saúde, energia, equipamentos, transporte, inteligência, manutenção e estruturas administrativas.
Portanto, a proposta é executável fisicamente, mas exigirá uma fonte permanente de recursos.
Há também um segundo debate: prender lideranças e integrantes violentos de organizações criminosas é essencial, mas encarceramento sem inteligência, bloqueio financeiro e isolamento das lideranças pode produzir o efeito contrário e transformar unidades prisionais em ambientes de recrutamento das próprias facções.
Por isso, talvez o aspecto mais promissor da proposta seja o combate financeiro ao crime organizado.
Rastrear lavagem de dinheiro, empresas de fachada, patrimônio, movimentações internacionais e recursos enviados ao exterior pode atingir diretamente a estrutura econômica das facções.

SUS digital: uma proposta possível e necessária

Na saúde, Flávio Bolsonaro propôs uma transformação baseada principalmente em tecnologia.
O candidato defendeu a criação de um sistema eletrônico nacional que consiga integrar municípios, estados e União para localizar vagas, consultas, cirurgias e unidades com menor tempo de espera.
A Record confirmou que sua proposta prevê justamente a integração dos sistemas de saúde e ferramentas para acelerar atendimentos e cirurgias. (Record)
A ideia é tecnicamente possível e poderia resolver um problema histórico do SUS: sistemas que muitas vezes não conversam entre si.
Imagine um paciente aguardando cirurgia em Cuiabá enquanto existe capacidade ociosa disponível em outra unidade da região. Uma plataforma nacional poderia localizar essa oportunidade.

Mas tecnologia possui limites.

Uma inteligência artificial pode mostrar onde há um leito vazio.
Ela não cria o leito que não existe.
Também não substitui médicos, enfermeiros, medicamentos ou centros cirúrgicos.
A digitalização do SUS pode melhorar enormemente a eficiência, porém precisaria caminhar junto com aumento de capacidade nas regiões em que a demanda supera estruturalmente a oferta.

IA controlando o dinheiro público

Outro ponto interessante da entrevista foi a promessa de utilizar inteligência artificial para acompanhar praticamente cada centavo gasto pelo governo. Essa tecnologia poderia comparar preços de milhares de licitações, identificar empresas relacionadas, apontar contratos fora do padrão, localizar compras superfaturadas e detectar movimentações suspeitas.
É uma aplicação perfeitamente plausível da IA.
O problema está em transformar previamente essa eficiência em dezenas de bilhões de reais de economia sem demonstrar a metodologia usada para chegar ao número.
Seria uma das propostas que merecem detalhamento no plano econômico definitivo da candidatura. Se funcionar, entretanto, pode representar uma das maiores transformações recentes no controle do gasto público brasileiro.
Educação: formação para o mercado e disputa ideológica
Na educação, Flávio apresentou duas vertentes.

A primeira é econômica. Ele quer ampliar conteúdos relacionados a empreendedorismo, matemática financeira, idiomas, inteligência artificial, tecnologia e ensino profissionalizante.
A Record destacou que o candidato defendeu justamente a inclusão de formação financeira, empreendedora e cidadã nas escolas. (Record)
São medidas possíveis e que respondem a uma discussão legítima sobre a distância entre a escola e o mercado de trabalho.
A segunda vertente é ideológica.
Flávio afirmou que pretende combater aquilo que classifica como doutrinação política e conteúdos sobre gênero que considera inadequados para crianças e adolescentes.
Esse ponto certamente deverá produzir uma das maiores disputas políticas de uma eventual administração Bolsonaro, porque envolve autonomia dos sistemas de ensino, professores, famílias, estados, municípios e decisões judiciais.
O ponto mais frágil da entrevista: a conta
No conjunto, Flávio apresentou uma visão razoavelmente clara do Estado que pretende construir. Um Estado menor na burocracia e nos impostos, mas mais forte na segurança.

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Mais tecnológico na saúde e na administração.
Mais conservador nos costumes.
Mais voltado ao empreendedorismo na educação.
O problema é que algumas dessas propostas caminham em direções fiscalmente opostas. Reduzir impostos diminui receita no primeiro momento. Construir presídios aumenta despesa.

Modernizar o SUS exige investimento.

Infraestrutura digital exige investimento.

Segurança pública exige investimento.

Programas sociais e infraestrutura continuarão exigindo recursos.

Por isso, a grande questão econômica não é saber se Flávio pretende cortar gastos.

Ele já deixou claro que pretende.

A questão é:

o que exatamente será cortado e quanto cada medida economizará?
Economistas ouvidos pela Reuters avaliam que estabilizar a trajetória da dívida brasileira exigirá um ajuste fiscal significativo, independentemente de quem vencer a eleição. A agência destaca ainda que o orçamento brasileiro possui alto grau de rigidez e que qualquer mudança profunda dependerá também do Congresso Nacional. (Reuters)

Nenhum presidente governa sozinho.

E Bolsonaro como ministro?

Durante a entrevista, Flávio afirmou que Jair Bolsonaro continuará sendo seu conselheiro e deixou aberta a possibilidade de participação do pai em um eventual governo, caso seja essa a vontade do ex-presidente.

Aqui existe um importante obstáculo constitucional no cenário atual.

A Constituição estabelece, no artigo 87, que ministros de Estado devem ser brasileiros maiores de 21 anos e estar “no exercício dos direitos políticos”. (Planalto)

Bolsonaro possui atualmente uma condenação criminal definitiva. Segundo o STF, a condenação por tentativa de golpe de Estado transitou em julgado em novembro de 2025, com pena de 27 anos e três meses. (Notícias STF)

A própria Constituição determina que condenação criminal transitada em julgado suspende os direitos políticos enquanto durarem seus efeitos. (Planalto)

Portanto, nas condições jurídicas existentes hoje, Bolsonaro não poderia simplesmente ser nomeado ministro em janeiro de 2027.

Mas existe uma ressalva importante.

Flávio prometeu conceder indulto ao pai e trabalhar por uma anistia.

A Súmula nº 9 do Tribunal Superior Eleitoral estabelece que a suspensão dos direitos políticos decorrente de condenação criminal termina com o cumprimento ou com a extinção da pena. (Justiça Eleitoral)

Isso significa que, caso um futuro indulto seja juridicamente válido e produza a extinção da pena, a discussão sobre a recuperação dos direitos políticos muda significativamente.

É diferente da inelegibilidade.

O próprio TSE possui entendimento de que o indulto não elimina automaticamente os efeitos eleitorais secundários de uma condenação, como determinadas hipóteses de inelegibilidade. (Justiça Eleitoral)

Em outras palavras: poder ser ministro e poder voltar a disputar uma eleição são problemas jurídicos diferentes.

Uma eventual nomeação de Bolsonaro certamente acabaria sendo questionada judicialmente e dependeria da situação concreta da condenação, do alcance de eventual indulto ou anistia e das decisões dos tribunais naquele momento.

Como conselheiro informal, entretanto, não existe o mesmo impedimento. Flávio deixou evidente durante a entrevista que pretende continuar ouvindo o pai politicamente.

Entre um projeto ambicioso e a realidade fiscal

Flávio Bolsonaro saiu da entrevista do Domingo Espetacular com uma mensagem de fácil compreensão.

Combate às facções.

Menos impostos.

Menos burocracia.

Mais tecnologia.

Mudanças na educação.

Modernização da saúde.

Controle dos gastos.

Defesa e eventual indulto de Jair Bolsonaro.

Para uma parcela importante do eleitorado, principalmente aquela que deseja mudança de rumo em relação ao governo atual, é um discurso politicamente poderoso.

Mas governar um país com R$ 10,8 trilhões de dívida bruta e déficit nominal próximo de R$ 1,3 trilhão em 12 meses exigirá mais do que boas ideias e frases fortes. (Banco Central do Brasil)

Será necessário escolher prioridades.

Cortar despesas impopulares.

Negociar com o Congresso.

Enfrentar corporações.

Reformar estruturas.

E demonstrar de onde sairá cada real necessário para financiar as novas promessas.

Flávio demonstrou na entrevista saber qual direção política pretende dar ao Brasil.

Agora começa uma etapa ainda mais difícil da campanha:

mostrar ao eleitor como pretende pagar a conta.

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Wagner Moura pode virar o novo pesadelo de 007 e o Brasil já está em alerta

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Ator brasileiro surge entre os cotados para viver o próximo grande vilão de James Bond, reacendendo a curiosidade do público e a torcida nacional nas telonas.

Tem notícia que simplesmente passa.
E tem notícia que mexe com o orgulho nacional, provoca a imaginação do público e reacende até aquela vontade esquecida de ir ao cinema.

A da vez é dessas.

Wagner Moura, um dos atores brasileiros mais respeitados e admirados internacionalmente, aparece entre os nomes cotados para viver o próximo grande vilão da franquia 007 e só essa possibilidade já foi suficiente para fazer muita gente parar, olhar e pensar:
“agora o negócio ficou sério.”

Porque, sejamos francos:
Wagner Moura sempre teve talento de sobra, presença de tela e respeito internacional.

Mas nem sempre isso se transformou, no Brasil, em multidões correndo para as salas de cinema.

Agora a história pode ser bem diferente.

Porque não estamos falando de qualquer papel.

Estamos falando de James Bond.

Estamos falando de 007.

Estamos falando de um dos vilões mais cobiçados e emblemáticos do cinema mundial.

E, sinceramente?

Wagner Moura tem exatamente o tipo de presença que esse papel exige.

Quando o assunto é 007, não existe papel pequeno

Entrar no universo de Bond não é apenas conseguir mais um trabalho internacional.

É entrar numa máquina global de entretenimento que atravessa gerações, décadas e continentes.

James Bond não é só uma franquia.

É um evento cultural.

É aquele tipo de filme que movimenta público, crítica, redes sociais, debates, apostas e expectativas muito antes da estreia.

É o tipo de produção que transforma ator em ícone, figurino em tendência e vilão em personagem histórico.


E é justamente aí que o nome de Wagner Moura chama tanta atenção.

Porque o vilão de Bond não pode ser só “mau”.

Ele precisa ser marcante, elegante, perigoso, inteligente e imprevisível.

Ele precisa ser aquele personagem que entra em cena e faz o público pensar:

“esse cara pode destruir tudo.”

E Wagner Moura, convenhamos, sabe fazer isso com uma facilidade impressionante.

O Brasil pode finalmente enxergar Wagner Moura como “evento de cinema”

Essa talvez seja a parte mais curiosa — e mais verdadeira de toda essa história.

O Brasil tem um hábito antigo e quase folclórico:
muitas vezes demora a tratar seus grandes talentos como gigantes… até que o mundo inteiro faça isso primeiro.

Foi assim em diversas áreas.
No esporte, na música, na televisão e também no cinema.

Quando o artista brasileiro “explode lá fora”, o público nacional muda a forma de olhar.
O que antes era apenas “mais um ator bom” passa a ser visto como um nome que representa o país numa vitrine internacional.

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E isso muda tudo.

Se Wagner Moura realmente entrar em 007, ele deixa de ser apenas um ator brasileiro em projeto estrangeiro.

 

Ele passa a ocupar um espaço de enorme simbolismo:

o de brasileiro central numa das maiores franquias do planeta.

E isso, goste-se ou não, tem força para levar gente ao cinema.

Wagner Moura como vilão?

Isso parece mais interessante do que muito protagonista por aí

Aqui está uma verdade que muita gente pensa, mas nem sempre diz em voz alta:

há atores que nasceram para ser “mocinhos”.

E há atores que nasceram para ser inesquecíveis.

Wagner Moura está claramente no segundo grupo.

Ele tem aquele tipo de atuação que não depende de exagero.

Não precisa gritar, fazer cara feia o tempo inteiro ou posar de “malvado de novela”.

Ele consegue transmitir ameaça com o olhar, tensão com a pausa e domínio com a simples presença em cena.

Esse tipo de força é raro.

E dentro do universo de Bond, isso vale ouro.

Porque os melhores vilões da franquia não são apenas maus.

Eles são sedutores, calculistas, perigosos e hipnotizantes.

Ou seja:
não basta parecer forte. É preciso parecer inesquecível.

E Wagner Moura tem exatamente esse potencial.

O detalhe que pode mudar tudo: o brasileiro adora torcer quando “é um dos nossos”

Tem um ingrediente emocional nessa história que não pode ser ignorado.

O público brasileiro adora reclamar, duvidar, ironizar e até subestimar os seus.

Mas quando percebe que um brasileiro pode ocupar um espaço de prestígio internacional, algo muda.

Nasce a torcida.
Nasce o orgulho.
Nasce aquela vontade de acompanhar, comentar, compartilhar e principalmente ver com os próprios olhos.

E é aí que entra a pergunta que realmente importa:

Será que o brasileiro iria ao cinema para ver Wagner Moura como o novo terror de 007?

A resposta mais honesta é:
há uma grande chance de que sim.

Porque aí não seria apenas “mais um filme”.
Seria:

um evento internacional
uma franquia gigantesca
um brasileiro em posição de destaque
e uma atuação com potencial para roubar a cena

Traduzindo:
uma combinação quase perfeita para chamar atenção até de quem já tinha desistido das telonas.

“Se Wagner Moura entrar em 007, ele não vai entrar para participar. Vai entrar para dominar.”

Essa talvez seja a frase que melhor resume o impacto dessa possibilidade.

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Porque se ele realmente for escolhido, dificilmente será para fazer número.

A franquia 007 vive um momento de reformulação e reposicionamento.

Com uma nova fase em construção, a expectativa é de que o próximo filme entregue algo mais forte, mais moderno e mais marcante.

E isso vale especialmente para o antagonista.

Bond pode até ser o centro da história.

Mas quem conhece a franquia sabe:
sem um grande vilão, não existe grande filme de 007.

É o antagonista que cria tensão.
É ele quem dá peso ao conflito.
É ele quem pode transformar um filme apenas bom em algo memorável.

E nesse aspecto, o nome de Wagner Moura faz cada vez mais sentido.

A nova era de 007 pode ser a mais ousada em muitos anos

O próximo filme da franquia deve marcar uma nova fase após a saída de Daniel Craig do papel principal.

A direção ficará nas mãos de Denis Villeneuve, cineasta conhecido por produções grandiosas e visualmente impactantes, enquanto o roteiro tem ligação com Steven Knight, criador de Peaky Blinders.

Ou seja:
não estão montando qualquer filme.

Estão preparando uma reconstrução de marca.

Uma nova identidade para um personagem histórico.

Uma nova tentativa de fazer 007 voltar a dominar a cultura pop mundial.

E para isso, o vilão precisa estar à altura.

Não basta ser só uma ameaça física.

É preciso ser uma presença.

Um nome que carregue tensão, charme, frieza e perigo.

E, sinceramente, Wagner Moura entrega exatamente essa combinação.

No fim das contas, a pergunta é simples

Se Wagner Moura realmente virar vilão de 007, você vai continuar dizendo que não vale a pena sair de casa… ou vai querer ver de perto um brasileiro aterrorizando James Bond nas telonas?

Porque uma coisa parece cada vez mais clara:

Se ele entrar,
não vai entrar para passar despercebido.

Vai entrar para marcar.
Para intimidar.
Para roubar a cena.

E, talvez, para finalmente fazer o Brasil olhar para Wagner Moura como aquilo que ele já é há muito tempo: um ator de nível mundial.

E se isso acontecer, o público brasileiro pode acabar descobrindo, da forma mais divertida possível, que às vezes só faltava um 007 no caminho para enxergar um gigante que sempre esteve aqui.

 

Por Gildo Ribeiro
Redação 7Minutos — Brasília

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