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Polícia Militar arrecada 4,3 toneladas de alimentos não perecíveis

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A Polícia Militar de Mato Grosso, por meio da Corrida Homens do Mato e do 4º Batalhão, arrecadou, pelo projeto Pedal 4Bravo, 4,3 toneladas de alimentos não perecíveis, que serão distribuídos, neste final de ano, às famílias carentes e de baixa renda de Cuiabá e Várzea Grande.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Corrêa Mendes, destacou a importância dos eventos esportivos como forma de integração da instituição com a população. 

“São dois grandes eventos, já consolidados no calendário esportivo da nossa região, que estimulam uma melhor qualidade de vida, integração com a sociedade e solidariedade para quem mais precisa”, afirmou.

O comandante do 4º Batalhão, tenente-coronel, Jean Araújo de Lima, ressaltou que fez um chamamento aos ciclistas e parceiros do Pedal 4Bravo, que completou dois anos, para mais uma ação de solidariedade e amor ao próximo. Além da sociedade civil organizada, a arrecadação contou com apoio da TV Cidade Verde. 

O projeto reúne centenas de ciclistas todas às segundas-feiras pelas ruas de Cuiabá e Várzea Grande. Além da organização e da divulgação pelas redes sociais, a Polícia Militar faz a escolta e o acompanhamento dos participantes durante todo o trajeto. 

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“O Pedal 4Bravo é o pedal da família, da qualidade de vida e da solidariedade. Hoje, ele é considerado um dos principais do Estado e já faz parte do calendário esportivo”, comentou o comandante do batalhão.

Fonte: GOV MT

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Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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