CUIABÁ

CRIME AMBIENTAL

Óleo, graxa e lixo em rede de esgoto levantam suspeita de crime ambiental em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá foi acionada para realizar o desentupimento de uma rede de esgoto na Avenida Carmindo de Campos, na altura do número 1890. O que deveria ser uma manutenção rotineira acabou revelando uma situação alarmante: a presença de grande volume de óleo lubrificante, graxa automotiva, garrafas PET e resíduos plásticos, configurando fortes indícios de crime ambiental.

Um vídeo que circula nas redes sociais, gravado pelo próprio técnico responsável pela limpeza, escancara a gravidade do problema. Durante o trabalho, ele relata e mostra, em tom de indignação, o cenário encontrado dentro da rede:

“Olha o tanto de óleo, pessoal. Óleo e graxa. O cheiro é forte de óleo, tá? Muito óleo mesmo. Essa boca aqui está até a tampa de entupida. Além de garrafa PET, além de plástico. Olha o tanto de litro de óleo. O que é isso, pessoal? Só óleo, muito óleo. É preciso conscientização, é preciso sensibilidade. No canal está totalmente transbordando de óleo. Olha a grossura que está esse óleo.”

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As imagens e o relato não deixam dúvidas de que o material encontrado não tem origem doméstica. Óleo lubrificante e graxa veicular são resíduos perigosos, cujo descarte exige coleta específica e destino ambientalmente adequado. Jogá-los na rede de esgoto representa risco direto ao meio ambiente e à saúde pública.

Diante do local onde o problema foi identificado, surge uma suspeita preocupante. Próximo à boca de lobo existe um posto de combustíveis que realiza troca de óleo automotivo. Embora ainda não haja confirmação oficial, a possibilidade de descarte irregular do óleo retirado de veículos precisa ser investigada. Caso essa prática venha ocorrendo há meses ou anos, a quantidade de resíduo que pode ter escorrido silenciosamente pelo sistema é incalculável.

E a pergunta central permanece: para onde vai todo esse óleo? A resposta é conhecida. Tudo o que é lançado na rede de esgoto acaba, direta ou indiretamente, chegando ao Rio Cuiabá. Um único litro de óleo é capaz de contaminar milhares de litros de água, afetando peixes, micro-organismos, a qualidade da água e todo o equilíbrio ambiental do rio.
O que esse caso revela vai além de um simples entupimento. Trata-se de um retrato preocupante de consciência ambiental e de responsabilidade empresarial. Não é aceitável que, em pleno 2026, resíduos altamente poluentes ainda sejam tratados como lixo comum. O dano causado não fica restrito a um bueiro entupido, ele se espalha pelo solo, pela água e pela vida que depende desse ecossistema.

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Diante da gravidade dos fatos, é fundamental que os órgãos ambientais, o Ministério Público e a fiscalização municipal e estadual atuem de forma rigorosa para apurar a origem do despejo, identificar os responsáveis e aplicar as penalidades previstas em lei. Crime ambiental não pode ser tratado como descuido.

A sociedade também precisa fazer sua parte: denunciar, cobrar respostas e exigir transparência. Proteger o Rio Cuiabá é proteger o futuro de toda a população.

Por SaranNews

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ARTIGO & OPINIÃO

missão de defender Mato Grosso

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*Por Caroline Tomelero_

Existem profissões que escolhemos. Outras nos escolhem pela responsabilidade que carregam. Ser procurador do Estado é assumir diariamente o compromisso de defender aquilo que pertence à sociedade, garantindo legalidade, segurança jurídica e equilíbrio para que o Estado possa cumprir seu papel diante da população. É uma atuação que exige preparo técnico, responsabilidade e, acima de tudo, compromisso com o interesse público e com o fortalecimento das instituições.

Neste mês de maio, o Dia do Procurador do Estado, comemorado em 21 de maio, ganha um significado ainda mais especial ao marcar também os 55 anos da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGE/MT). São décadas de uma trajetória construída por profissionais que dedicaram suas vidas à defesa de Mato Grosso, acompanhando o crescimento do Estado e contribuindo diretamente para sua organização administrativa, jurídica e institucional. Uma história marcada pelo trabalho sério, técnico e comprometido com a sociedade mato-grossense.

Muitas vezes, o trabalho da Procuradoria acontece longe dos holofotes. Está nos pareceres que garantem segurança às decisões administrativas, na atuação judicial que protege os recursos públicos e na orientação jurídica que permite que políticas públicas sejam executadas com responsabilidade. É um trabalho silencioso, mas indispensável para que serviços essenciais continuem chegando à população com segurança jurídica, eficiência e respeito à legislação.

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Ao longo desses 55 anos, a PGE/MT se fortaleceu diante de novos desafios e acompanhou as transformações de Mato Grosso. O crescimento econômico e social do Estado trouxe demandas mais complexas, exigindo uma atuação cada vez mais estratégica, moderna e preparada para lidar com diferentes realidades. Nesse processo, a instituição avançou em inovação, modernização tecnológica e valorização da carreira, ampliando sua capacidade de atuação em áreas fundamentais para a população.

Hoje, a Procuradoria participa diretamente de decisões importantes relacionadas à saúde, educação, infraestrutura, meio ambiente e desenvolvimento econômico. Cada atuação carrega responsabilidade e impacto direto na vida da população. Falar da PGE/MT também é reconhecer o trabalho de procuradores e servidores que enfrentam diariamente grandes desafios com ética, dedicação e compromisso público, compreendendo que defender o Estado significa proteger direitos, fortalecer instituições e ajudar a construir um Mato Grosso mais forte e preparado para o futuro.

Celebrar esta data é reconhecer a importância de uma instituição sólida, respeitada e essencial para a administração pública. É valorizar uma carreira construída com responsabilidade, equilíbrio e dedicação à sociedade.

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_**Caroline Tomelero* é presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat) e presidente da Comissão do Advogado Público da OAB-MT._

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