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Em Cuiabá, altas temperaturas favorecem a desidratação e exigem atenção maior com a ingestão de água

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As altas temperaturas registradas durante boa parte do ano em Cuiabá exigem atenção não apenas pelos efeitos imediatos do calor, mas também por problemas que podem surgir quando a perda de líquidos não é compensada adequadamente. Entre eles estão os cálculos renais, popularmente conhecidos como pedras nos rins.

Segundo o Dr. Jonathan Feroldi, nefrologista e coordenador da Linha De Cuidados em Clínica Médica do Hospital Santa Rosa, o principal elo entre o calor e a formação dos cálculos é a desidratação. Nos dias mais quentes, o organismo perde mais água pelo suor e também pela respiração. Quando não há reposição suficiente, o volume de urina diminui e ela se torna mais concentrada.

“Substâncias normalmente presentes na urina, como cálcio, oxalato e ácido úrico, ficam mais concentradas e podem se agrupar, formando pequenos cristais. Esses cristais podem crescer progressivamente até originar uma pedra”, explica.

O médico destaca que o calor não provoca diretamente o deslocamento de uma pedra que já esteja formada no rim, mas temperaturas elevadas estão associadas a maior ocorrência de cólica renal. Em uma cidade marcada por períodos prolongados de calor e baixa umidade, como Cuiabá, alguns grupos podem ficar ainda mais expostos à desidratação.

É o caso de quem trabalha ao ar livre, pratica atividades físicas ou permanece por muitas horas em ambientes quentes sem reposição adequada de líquidos. No atendimento médico, Dr. Jonathan afirma perceber relação entre os períodos de maior calor e a procura por atendimento devido a sintomas urinários e cólica renal, mas ressalta que essa é uma percepção clínica e não significa que os casos ocorram apenas nas épocas mais quentes.

Isso porque um cálculo pode começar a se formar muito antes de provocar sintomas. Em alguns casos, a pedra permanece no rim por anos e só provoca a chamada cólica renal quando se desloca para o ureter, canal que conduz a urina do rim até a bexiga.

*Urina mais concentrada aumenta risco*

Quando a pessoa transpira muito e não repõe água, o organismo passa a preservar líquido. Com isso, os rins produzem um volume menor de urina, aumentando a concentração das substâncias capazes de formar cristais.

O nefrologista compara o processo ao que acontece quando uma mesma quantidade de sal é colocada em volumes cada vez menores de água.

“Chega um momento em que aquela solução fica muito concentrada e começa a precipitar. No rim ocorre um fenômeno semelhante. Quanto menor o volume urinário, maior a possibilidade de formação e crescimento dos cálculos”, explica.

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Não existe, porém, uma quantidade única de água recomendada para todas as pessoas. A necessidade depende de fatores como peso, atividade física, exposição ao calor, intensidade da transpiração e condições de saúde.

Como orientação geral para prevenção de cálculos, Dr. Jonathan recomenda aproximadamente 2,5 a 3 litros de líquidos por dia, preferencialmente água. Em períodos de calor intenso ou para pessoas que trabalham ou praticam exercícios ao ar livre, essa necessidade pode ser maior.

A cor da urina também pode funcionar como um sinal auxiliar. Ao longo do dia, uma urina amarelo-clara e mais transparente tende a indicar uma hidratação adequada. Já pequenas quantidades de urina muito concentrada e amarelo-escura após várias horas de exposição ao calor podem indicar reposição insuficiente de líquidos.

O médico ressalta, entretanto, que a cor da urina não deve ser utilizada isoladamente, já que pode variar em função de medicamentos, vitaminas, alimentação e algumas doenças.

*Sal é um dos principais vilões*

Além da hidratação, a alimentação tem papel importante na prevenção. O consumo excessivo de sal aumenta a eliminação de cálcio pela urina, condição que pode favorecer a formação de cálculos, especialmente em pessoas predispostas.

“Não tem muita relação com o consumo de cálcio em si, mas sim com o consumo de sódio. E os ultraprocessados são particularmente problemáticos porque têm grandes quantidades de sódio, mesmo sem serem necessariamente salgados”, afirma.

O especialista também alerta para um mito comum: retirar leite e outras fontes naturais de cálcio da alimentação não é uma medida recomendada de forma indiscriminada para prevenir pedras nos rins.

O cálcio consumido durante as refeições pode se ligar ao oxalato ainda no intestino. Quando há uma redução exagerada do cálcio alimentar, uma quantidade maior de oxalato pode ser absorvida pelo organismo e posteriormente eliminada pela urina, aumentando o risco de formação de cálculos de oxalato de cálcio.

Já suplementos de cálcio, com ou sem vitamina D, precisam ser avaliados individualmente quanto à indicação, dose e horário de utilização.

*Quando a dor exige atendimento*

A cólica renal costuma surgir de maneira súbita e provocar dor muito intensa na região lombar, geralmente em apenas um lado. A dor pode irradiar para a parte inferior do abdome, virilha ou região genital. Náuseas, vômitos e sangue na urina também podem ocorrer.

Diferentemente de muitas dores musculares, o paciente com cólica renal frequentemente fica inquieto e não consegue encontrar uma posição que alivie o desconforto.

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Alguns sinais exigem atenção ainda maior. Dor lombar intensa acompanhada de febre e calafrios pode indicar infecção associada à obstrução provocada pelo cálculo.

“Um rim obstruído e infectado é uma emergência urológica e, em alguns casos, necessita de abordagem urgente”, alerta o médico.

Redução importante da quantidade de urina, dor que não melhora com analgésicos, vômitos persistentes, piora importante do estado geral ou queda da pressão também são sinais para procurar atendimento médico rapidamente.

Pessoas com apenas um rim, gestantes, pacientes imunossuprimidos e aqueles que já possuem doença renal merecem atenção especial.

*Diagnóstico e prevenção de novas crises*

Na avaliação inicial, podem ser solicitados exames de sangue e urina para verificar a presença de sangue, sinais de infecção, função renal e outras alterações.

Entre os exames de imagem, a ultrassonografia pode ser utilizada como primeira avaliação em várias situações e tem a vantagem de não utilizar radiação. Ela permite identificar cálculos nos rins, dilatação do sistema urinário e sinais indiretos de obstrução.

Já a tomografia de abdome e pelve pode ser necessária quando há dúvida no diagnóstico ou quando é preciso determinar com maior precisão o tamanho e a localização da pedra, o grau de obstrução ou investigar outras causas de dor abdominal e lombar.

Para quem apresenta episódios recorrentes, a investigação não deve terminar quando a dor desaparece. O acompanhamento pode incluir o chamado estudo metabólico, com exames de sangue e análise da urina coletada durante 24 horas para avaliar, entre outros fatores, volume urinário, cálcio, oxalato, citrato, ácido úrico e sódio.

Quando o paciente consegue eliminar a pedra, a análise da composição do cálculo também pode ajudar na definição de estratégias específicas de prevenção.

Para enfrentar os períodos de calor, Dr. Jonathan resume a prevenção em três cuidados principais para quem já teve cálculo renal: distribuir a ingestão de água ao longo de todo o dia, aumentando a reposição nos períodos de maior calor e transpiração; reduzir o consumo de sal, principalmente dos alimentos ultraprocessados; e evitar o excesso de proteínas.

“Principalmente em uma região quente como a nossa, hidratação precisa virar hábito. E falo isso não apenas como nefrologista, mas também como alguém que teve cálculo renal: é muito melhor prevenir uma nova crise do que passar por novos episódios de cólica renal”, conclui.

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Stelmat participa do Futurecom 2026 e busca novas soluções em tecnologia e inteligência artificial

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Acompanhar as transformações do mercado, conhecer novas tecnologias e buscar soluções capazes de tornar processos mais eficientes marcaram a participação da Stelmat no Futurecom 2026, realizado de 6 a 8 de outubro, no São Paulo Expo, na capital paulista.
Representaram a empresa no evento Jonilson Bezerra, gerente comercial do Grupo Stelmat; Lumara Lobo, diretora de Projetos do Grupo Stelmat; e Henrique Marinho Machado, engenheiro eletricista da Stelmat.
Considerado um dos principais encontros de tecnologia e economia digital, o Futurecom reuniu empresas, especialistas e lideranças para discutir tendências em inteligência artificial, conectividade, infraestrutura digital, computação em nuvem, segurança e uso de dados, além de apresentar soluções e oportunidades de negócios.

Para a Stelmat, a participação possibilitou o contato direto com fabricantes, empresas de software e novas tecnologias que podem contribuir para o aprimoramento dos processos e da atuação das diferentes áreas da empresa.
“Participar do Futurecom foi uma oportunidade importante para conhecer de perto soluções e tendências que já estão transformando o mercado. Para a área de Projetos, esse contato com novas tecnologias amplia nossa visão e nos ajuda a pensar em soluções mais eficientes, integradas e alinhadas às novas demandas dos clientes. Também foi um momento valioso para trocar experiências, conhecer novos fornecedores e identificar possibilidades que podem contribuir com os projetos desenvolvidos pela Stelmat”, destacou Lumara Lobo, diretora de Projetos do Grupo Stelmat.

O gerente comercial do Grupo Stelmat, Jonilson Bezerra, destacou que a visita ao evento teve como foco conhecer novidades, buscar novos produtos e aprofundar conhecimentos, especialmente sobre a aplicação da inteligência artificial na área comercial.

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“Participei do Futurecom com o objetivo de conhecer as novidades tecnológicas do mercado, buscar novos produtos e aprofundar meus conhecimentos em inteligência artificial, que hoje é uma ferramenta importante para a nossa área comercial”, afirmou.


Durante o evento, Jonilson visitou estandes de fabricantes de equipamentos de conectividade e de empresas de software, além de acompanhar palestras, workshops e demonstrações. O contato com os expositores permitiu comparar funcionalidades, condições comerciais e diferenciais das soluções apresentadas, além de identificar tendências e possíveis parceiros.


Entre os assuntos que mais chamaram sua atenção, destacou-se o uso da inteligência artificial nas vendas. Ferramentas voltadas à automação do atendimento, à análise de dados e à organização de processos comerciais apresentaram possibilidades de reduzir tarefas repetitivas, agilizar respostas aos clientes e apoiar a identificação de novas oportunidades.

“Entendi na prática como a inteligência artificial pode agilizar respostas, identificar oportunidades e apoiar decisões com base em dados, deixando mais tempo para o relacionamento com o cliente, que continua sendo o centro do trabalho comercial”, ressaltou.
Entre as aplicações observadas estão o apoio à elaboração de orçamentos, ao acompanhamento de leads e às atividades de pós-venda. Jonilson também destacou que a organização dos dados é fundamental para aproveitar melhor essas ferramentas e acompanhar as demandas de um consumidor cada vez mais habituado a respostas rápidas e personalizadas.
Outro aprendizado foi a possibilidade de testar soluções tecnológicas em pequena escala antes de realizar investimentos maiores, permitindo avaliar os resultados e identificar aquelas que melhor atendem às necessidades da empresa.
“A participação foi muito positiva, tanto pela atualização profissional quanto pelas ideias que podem ser aplicadas para aumentar a eficiência e a competitividade da nossa área comercial”, completou Jonilson.
A participação da Stelmat no Futurecom 2026 reforça a busca da empresa por inovação, conhecimento e soluções que possam contribuir para a melhoria dos serviços, dos processos internos e do relacionamento com os clientes.
Sobre a Stelmat
Com 42 anos de atuação, a Stelmat oferece soluções integradas e personalizadas nas áreas de voz, dados, imagem e tecnologia, atendendo empresas de diferentes setores e portes. A empresa reúne experiência, inovação e uma equipe qualificada para desenvolver projetos sob medida, com foco em eficiência, segurança e qualidade. Sua atuação é pautada pela ética, transparência, responsabilidade social, compliance e satisfação dos clientes, com investimentos contínuos em tecnologia e capacitação.

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