CUIABÁ

CENTRO CIRÚRGICO

O lar de muitos profissionais de saúde

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O que significa casa? Definindo friamente casa, residência ou moradia é um conjunto de paredes, cômodos e teto com finalidade de constituir espaço para habitação para um indivíduo ou conjunto de indivíduos para que estejam protegidos. Sabemos que em hebraico casa se traduz como bet ou bayít e no Antigo Testamento significa vivenda e figurativamente o lugar onde Jeová habita.

Para os profissionais cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e técnicos o centro cirúrgico se comporta como um lar. Passamos boa parte do nosso tempo de trabalho dentro desse espaço, normalmente chegamos cedo, colocamos uma roupa privativa (popularmente chamada de pijama) e sem hora para sair.

Lá dentro os profissionais recebem o bem mais precioso de um pai, de uma mãe, de um filho ou de um amigo, o DOENTE.

Percorre-se um corredor gelado com um avental deitado numa maca olhando para o teto vendo as luzes passarem, ouve-se termos técnicos incompreensíveis, passa-se para uma mesa de cirurgia, responde-se várias perguntas, check-list, monitorização, enfim, chega aquele momento em que o paciente entrega sua vida a algumas pessoas que ele mal acabara de conhecer.

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A cirurgia é um ato extremamente complexo, como se reparar a máquina mais perfeita que Deus fez? Toda equipe se esforça sempre ao máximo, perseguindo o melhor a se fazer, mas sempre respeitando a ética, sem ser pior do que a própria doença.

Devolver um paciente a sua família curado é fantástico mas também faz parte aliviar a dor e fazer pontes para demais tratamentos.

Hoje fazemos isso mais de 400 vezes por mês, essa é a quantidade de procedimentos cirúrgicos realizados no Hospital de Câncer de Mato Grosso.

No dia 02 de fevereiro de 2023 foi inaugurado o novo Centro Cirúrgico do HCanMT, um ambiente acolhedor, que respeita a individualidade dos doentes e familiares, atrelada à segurança do paciente em toda a jornada operatória.

São seis salas amplas equipadas com mesas cirúrgicas automáticas, iluminação, constante e permanente monitorização dos dados vitais e ambiente humanizado. Equipamentos anestésicos novos que trazem mais segurança ao procedimento, uma equipe treinada experiente em casos complexos e cirurgia de grande porte.

Essa é só a primeira novidade de muitas que virão e quero agradecer, como cirurgião e em nome da equipe, a todos os envolvidos nessa hercúlea tarefa de modernizar o Hospital de câncer de Mato Grosso.

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Escrito pelo Diretor Técnico, Cirurgião Oncológico e Cirurgião Geral do Hospital de Câncer de MT MD-MSc Rafael Sodré de Aragão (CRM 6990/MT RQE 2794 RQE 5138).

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ARTIGO & OPINIÃO

Desafios e oportunidades de empreender no setor de entretenimento infantil

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Empreender no setor de entretenimento infantil exige atenção ao comportamento das crianças e às expectativas das famílias. Não se trata apenas de oferecer atividades, mas de organizar experiências que façam sentido. O público busca ambientes que funcionem e entreguem o que prometem. Entender o perfil de quem frequenta o espaço e acompanhar mudanças de comportamento tornam-se ações essenciais.

Na minha trajetória à frente do Fly Park, ficou evidente que a consistência sustenta o negócio. Segurança, organização e processos bem definidos precisam estar presentes na operação. Manutenção dos equipamentos, treinamento da equipe e revisão de procedimentos não podem acontecer de forma eventual. São práticas que exigem planejamento e acompanhamento, as quais impactam diretamente na confiança das famílias.

Outro ponto relevante está na mudança de hábitos das crianças, que convivem cada vez mais com estímulos digitais. Isso influencia o nível de interesse e a forma como interagem com atividades presenciais. É necessário atualizar propostas, testar formatos e observar o que funciona. Nem toda ideia gera o resultado esperado, e ajustar a estratégia faz parte da rotina de quem atua nesse segmento.

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As famílias também passaram a enxergar o entretenimento de forma diferente. Existe uma busca maior por experiências que permitam a convivência e o aproveitamento do tempo em conjunto. O espaço de lazer deixa de ser utilizado apenas em datas específicas e passa a integrar a rotina. Esse movimento abre oportunidades para novos serviços, formatos de eventos e relacionamento com o público.

A gestão exige disciplina e organização. Controlar custos, planejar investimentos e manter a operação equilibrada são tarefas permanentes. O crescimento precisa ser avaliado com cuidado, considerando a capacidade de manter o padrão de atendimento. Expandir sem estrutura pode comprometer a experiência e afetar a imagem construída ao longo do tempo.

O atendimento também influencia os resultados. A experiência do cliente começa no primeiro contato e continua após a visita. Comunicação clara, cumprimento de horários e atenção na resolução de demandas impactam na decisão de retorno.

A equipe tem papel direto no funcionamento do negócio. Profissionais preparados e alinhados com os processos contribuem para a execução das atividades e para o relacionamento com as famílias. Investir em capacitação e acompanhamento ajuda a manter a operação estável e reduz falhas no dia a dia.

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Mesmo diante dos desafios, o setor apresenta oportunidades para quem atua com organização e adaptação. Há demanda por espaços que ofereçam experiências bem estruturadas e que mantenham um padrão de funcionamento. Empreender nesse segmento envolve constância, análise e ajustes frequentes. O resultado aparece na confiança construída com o público e na continuidade do negócio ao longo do tempo.

_* *Edy Machado* é empresária e proprietária do Fly Park, em Cuiabá._

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