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POLÍCIA

PM recupera motocicleta roubada e prende dupla com simulacros de arma de fogo

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Policiais militares prenderam um homem de 20 anos e apreenderam um adolescente de 17 anos pelos crimes de associação para o tráfico de drogas, formação de quadrilha e roubo, nesta segunda-feira (18.07), em Sorriso. Na ação policial, uma motocicleta foi recuperada e dois simulacros de arma de fogo apreendidos.

Por volta de 08h, a equipe do 12º Batalhão da PM recebeu informações de que uma motocicleta XRE 190 preta, produto de roubo, estaria escondida em uma residência, no bairro Pinheiros III. Ainda de acordo com a denúncia, o local também era utilizado para o tráfico de drogas.

De posse das informações, os policiais militares se deslocaram ao endereço do imóvel e encontraram uma motocicleta com as mesmas características. No local, a PM foi recebida por um homem, que se apresentou como pai de um dos suspeitos e que autorizou os policiais a realizarem a verificação minuciosa do veículo.

Em checagem no sistema, foi constatado que o veículo era o mesmo que teria sido roubado de uma loja de motos da cidade, no dia 15 de julho. Na sequência, os PMs adentraram a residência e encontraram os dois suspeitos, que confessaram o crime.

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Ainda na residência, com a autorização do pai do menor apreendido, foram realizadas buscas e apreendidos dois simulacros de arma de fogo, três porções de substância análoga a maconha, uma balança de precisão, celulares e objetos utilizados para o tráfico de drogas.

Diante da situação de flagrante, os dois suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a Delegacia de Sorriso, junto com o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.

Os proprietários da motocicleta roubada foram acionados pela Polícia Militar e compareceram ao local para realizarem a recuperação do veículo.

Disque-denúncia  

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: PM MT

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CIDADES

Entre a Curva e a Consciência: Quantas Vidas Ainda Precisarão Ser Perdidas na Estrada de Chapada?

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A manhã deste domingo (14) foi marcada por mais uma tragédia na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães. O jovem motociclista Márcio J. D. Pontes Sampaio, de apenas 18 anos, morreu após perder o controle da motocicleta em uma curva entre a Salgadeira e o Portão do Inferno. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, ele colidiu contra a proteção lateral da pista e foi arremessado para fora da rodovia.

A notícia abalou familiares, amigos e toda a comunidade motociclista de Mato Grosso. A Associação dos Pilotos de Mato Grosso emitiu uma nota de pesar lamentando a perda precoce de mais um apaixonado pelas duas rodas.  

Mas, diante de mais uma cruz invisível fincada naquela serra, surge uma pergunta que precisa ser feita: o que está acontecendo naquele trecho da estrada?

Não é a primeira vez que uma vida é interrompida em circunstâncias semelhantes. Nos últimos anos, outros acidentes graves foram registrados justamente em curvas conhecidas pelos motociclistas que frequentam a região aos finais de semana. O local se tornou uma espécie de ponto de encontro para amantes da velocidade, da adrenalina e da fotografia.

E aqui é importante deixar algo muito claro: não se trata de apontar culpados.

Os fotógrafos que passam horas registrando a beleza das motos e a habilidade dos pilotos não podem ser responsabilizados por decisões tomadas no guidão. Eles apenas eternizam momentos que acontecem na estrada. Mas talvez seja necessário refletir sobre um comportamento que tem se tornado cada vez mais comum. Em tempos de redes sociais, curtidas e compartilhamentos, muitos motociclistas sonham com a foto perfeita. A imagem da curva impecável. O joelho próximo ao asfalto. A inclinação extrema. A pose que transmite domínio absoluto da máquina.

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A foto rende admiração. O vídeo ganha visualizações. Os comentários elogiam a coragem. Mas a física não conhece curtidas. A gravidade não se impressiona com seguidores. E a curva não distingue quem é iniciante ou experiente. Em uma fração de segundo, a linha entre uma fotografia memorável e uma tragédia pode desaparecer. Talvez a reflexão mais dura seja justamente essa: até que ponto a busca por reconhecimento, aprovação ou pela sensação de parecer um piloto profissional pode fazer alguém esquecer o principal motivo de voltar para casa?

A segurança.

Nenhuma imagem vale uma vida. Nenhum vídeo vale o sofrimento de uma mãe. Nenhuma postagem vale o silêncio que fica quando um capacete não volta a ser usado. A Estrada de Chapada é uma das mais bonitas de Mato Grosso. Suas curvas atraem turistas, ciclistas, motociclistas e aventureiros de todo o Brasil. Mas beleza também exige respeito. Pilotar uma motocicleta é uma paixão legítima. É liberdade. É amizade. É irmandade. Mas paixão sem prudência pode se transformar em dor.

A morte de Márcio não deve servir para julgamentos, acusações ou disputas de narrativas. Deve servir para algo maior: consciência.

Que cada motociclista que passar por aquela curva daqui para frente lembre que a melhor foto continua sendo aquela tirada depois do passeio, ao lado dos amigos, com todos vivos para contar a história.

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Porque, no fim das contas, o verdadeiro piloto não é aquele que faz a curva mais radical. É aquele que chega em casa.

Nosso mais profundo sentimento a família e amigos do Márcio.

Luiz Henrique Menezes – Saran News

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