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Cerca de 100 gestores da Atenção Primária de Mato Grosso participam de oficina sobre Saúde do Idoso

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Cerca de 100 gestores da Atenção Primária à Saúde (APS) de Mato Grosso iniciaram, nesta segunda-feira (03.10), a oficinal Saúde do Idoso, promovida pela Secretaria Estadual de Saúde, por meio da Coordenadoria de Ações Programáticas e Estratégicas (Coapre).

A primeira etapa da oficina segue até esta terça-feira (04.10), no Hotel Delcas, de 8h às 14h. A segunda etapa da capacitação ocorre no Hotel Deville, na quinta-feira (06.10), de 13h às 19h, e na sexta-feira (07.10), de 8h às 14h. Participam profissionais do Nível Central da SES, dos Escritórios Regionais de Saúde e municípios. Confira a programação neste link.

Conforme a responsável pela área técnica Saúde do Idoso da SES, Celma Lucia Ferreira, durante a oficina os gestores podem incluir as necessidades de saúde deste público nas estratégias de planejamento, monitoramento e avaliação das ações da APS.

“Nossa proposta é oferecer apoio técnico aos gestores estaduais e municipais da APS e aos técnicos de referência, que atuam na gestão da atenção à pessoa idosa, para a organização da Rede de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa”, explica.

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O Projeto Qualificação da Atenção Ofertada às Pessoas Idosas na Atenção Primária à Saúde (DGeroBrasil) é executado em parceria com o Departamento de Gerontologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e com a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção Primária em Saúde, do Ministério da Saúde.

Fonte: GOV MT

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CIDADES

ENCONTRO DE MULHERES EM CUIABÁ UNE SAÚDE MENTAL, PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E PARTICIPAÇÃO FEMININA

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Na noite desta quinta-feira (10), Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma reunião realizada com mulheres em Cuiabá colocou em discussão temas que ultrapassaram o ambiente político: saúde mental, prevenção ao suicídio, violência contra a mulher, acesso à saúde, autoestima, autocuidado e a crescente participação feminina nos espaços de decisão.
O encontro reuniu mulheres de diferentes áreas e contou com a participação do médico Dr. Walid Khalil, candidato a deputado estadual, e de Lidiane Aburad, candidata a deputada federal. Ambos apresentaram propostas relacionadas à saúde pública e defenderam maior eficiência na aplicação dos recursos destinados ao setor.


A programação contou ainda com palestra da Dra. Bruna Garcia, médica com atuação voltada aos cuidados dermatológicos e estéticos, que abordou saúde da mulher, pele, autocuidado e autoestima.

SETEMBRO AMARELO E UMA REALIDADE QUE NÃO PODE SER IGNORADA

A escolha da data deu um significado especial à reunião. O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, dentro das ações do Setembro Amarelo.
Os números ajudam a dimensionar a gravidade do problema. Dados oficiais do Mapa da Segurança Pública apontam 16.218 mortes por suicídio no Brasil em 2024, o equivalente a aproximadamente 44 pessoas por dia. No mundo, a Organização Mundial da Saúde estima que mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio anualmente.
A OMS também aponta o suicídio entre as principais causas de morte da população jovem e destaca que sua prevenção exige atuação conjunta dos sistemas de saúde e da sociedade.
Por trás dos números, entretanto, existem pessoas, famílias e histórias interrompidas.

WALID RECEBE NOTÍCIA DE MORTE NA FAMÍLIA POUCO ANTES DO ENCONTRO


Um dos momentos mais sensíveis da noite ocorreu durante a manifestação do Dr. Walid Khalil.
O médico contou que, pouco antes de chegar ao encontro, recebeu a notícia da morte por suicídio de uma parente ligada à família, na região de Chapada dos Guimarães.

“Acabo de receber a notícia de uma prima minha na Chapada […] que acabou de cometer suicídio. Então isso é realidade.”

Walid lembrou que aproximadamente 40 pessoas morrem diariamente dessa forma no país. O número mencionado por ele durante a fala estava próximo da estatística oficial mais recente: em 2024, a média foi de aproximadamente 44 mortes por dia.
Para o médico, saúde mental precisa ser tratada definitivamente como uma questão de saúde pública.

“O problema de saúde mental é um problema de saúde pública, que deve ser tratado com muita seriedade pelos nossos gestores.”

Walid também falou de sua experiência de anos na comunicação de temas relacionados à saúde e afirmou que pretende levar a discussão sobre saúde mental para a Assembleia Legislativa caso seja eleito.
Entre as propostas apresentadas está a criação da Caravana da Mulher, iniciativa que, segundo o candidato, pretende levar exames, médicos e outros profissionais de saúde a municípios onde mulheres enfrentam dificuldades de acesso ao atendimento especializado.

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LIDIANE ABURAD DEFENDE PREVENÇÃO E ACESSO À SAÚDE


Lidiane Aburad também concentrou sua participação na saúde feminina e na prevenção.
A candidata relatou situações encontradas em sua experiência ligada ao setor de saúde, incluindo mulheres jovens diagnosticadas com câncer de mama ou câncer do colo do útero.
Um dos problemas apontados por Lidiane é que algumas mulheres deixam de realizar exames preventivos por vergonha, falta de informação ou dificuldade de acesso.

“A gente tem que alertar as mulheres, fazer uma prevenção, falando sobre o autocuidado, e que elas precisam procurar o médico.”

Lidiane também relacionou a discussão ao Setembro Amarelo e falou sobre sofrimento emocional entre servidores públicos e profissionais das forças de segurança, citando situações envolvendo burnout, problemas familiares e tentativas de suicídio.
Para ela, prevenção precisa acontecer antes que o problema se transforme em uma situação extrema.

DRA. BRUNA GARCIA LEVA AUTOCUIDADO E AUTOESTIMA PARA O CENTRO DA DISCUSSÃO


Outro momento da programação foi conduzido pela Dra. Bruna Garcia, que apresentou às participantes uma abordagem relacionada aos cuidados com a pele, saúde feminina, estética e autoestima.
Sua participação acrescentou uma dimensão importante ao encontro: cuidar da saúde da mulher também significa olhar para sua relação com o próprio corpo, seu bem-estar e sua autoestima.
Durante a reunião foram abordados cuidados dermatológicos, prevenção e tratamentos relacionados à pele, além da importância do autocuidado ao longo das diferentes fases da vida da mulher.

O tema encontrou conexão direta com a discussão sobre saúde mental.

A autoestima, isoladamente, não explica quadros de depressão nem comportamentos suicidas, que são fenômenos complexos e multifatoriais. Entretanto, bem-estar emocional, percepção corporal, relações sociais e qualidade de vida fazem parte de uma compreensão mais ampla da saúde.

Nesse contexto, a presença da Dra. Bruna reforçou uma mensagem que atravessou toda a reunião: saúde física e saúde mental precisam ser tratadas de maneira integrada.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER TAMBÉM AFETA A SAÚDE

Outro tema presente nas entrevistas realizadas pelo SaranNews foi a violência contra a mulher.
O assunto é particularmente preocupante em Mato Grosso. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostraram que o estado registrou, em 2024, taxa de 2,5 feminicídios para cada 100 mil mulheres, uma das situações mais graves do país naquele levantamento.
A violência não produz apenas consequências físicas. A exposição a agressões, ameaças, abusos, controle, humilhação e medo pode provocar profundas consequências psicológicas.
Por isso, discutir prevenção ao suicídio e saúde mental feminina também exige falar sobre proteção contra a violência e acesso a redes de acolhimento.

“AS MULHERES AINDA ESTÃO MUITO TÍMIDAS”

A política também esteve presente no debate.


A advogada Fabrina Eli Gouveia, uma das participantes ouvidas pelo SaranNews, defendeu maior presença feminina nos espaços de decisão.

“As mulheres estão muito tímidas ainda. A gente precisa tomar mais esse espaço.”

Para Fabrina, o afastamento das mulheres da política pode fazer com que decisões diretamente relacionadas à vida feminina sejam tomadas sem participação suficiente delas.
Ela também defendeu políticas públicas e investimentos em saúde e segurança como instrumentos de prevenção.

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Quem participou do evento também foi a Dra. Norly Ferraz presidente do “Mulheres pelo Novo”, destacou o crescimento da presença feminina na política e defenderam que as mulheres tenham maior protagonismo nas decisões que afetam suas famílias e a sociedade.

“NÃO FALTA DINHEIRO, FALTA GESTÃO”

Walid Khalil e Lidiane Aburad utilizaram a experiência que possuem na área da saúde como um dos principais argumentos de suas candidaturas. Durante o encontro ganhou espaço uma frase que sintetiza a visão defendida pelo grupo sobre o setor público:

“Não falta dinheiro, falta gestão.”

A ideia apresentada é que ampliar recursos é importante, mas administrar corretamente aquilo que já é destinado à saúde também é fundamental para reduzir filas, ampliar exames, melhorar prevenção e levar atendimento aos municípios mais distantes.
As propostas apresentadas pelos candidatos, entretanto, integram seus respectivos projetos políticos e eleitorais e estarão sujeitas ao debate público e, em caso de eleição, aos mecanismos legislativos e orçamentários necessários para sua eventual implementação.

A PRESSÃO SOBRE AS MULHERES EM 2026

As entrevistas realizadas pelo SaranNews também mostraram outra preocupação: o peso cada vez maior colocado sobre as mulheres.
A mulher contemporânea muitas vezes precisa conciliar trabalho, família, filhos, vida financeira, relacionamentos, aparência, saúde e participação social. Em períodos de forte polarização, soma-se ainda a pressão para que se posicione politicamente.
O encontro defendeu que essa participação aconteça de maneira consciente e sem coação.
Uma das entrevistadas chamou atenção inclusive para a compra de votos e defendeu que as mulheres não permitam que necessidades momentâneas sejam utilizadas para determinar uma escolha que produzirá consequências durante todo o mandato.

SAÚDE MENTAL NÃO PODE EXISTIR APENAS EM SETEMBRO

Talvez essa seja uma das principais reflexões deixadas pelo encontro.
O Setembro Amarelo coloca luz sobre um assunto difícil, mas o sofrimento emocional não começa em setembro e não termina quando o mês acaba.
Prevenção significa criar condições para que uma pessoa consiga pedir ajuda antes de chegar ao limite. Significa também prestar atenção a mudanças importantes de comportamento, isolamento, desesperança, sofrimento intenso e manifestações relacionadas à vontade de morrer.
No caso das mulheres, essa rede precisa enxergar também aquelas que estão submetidas à violência, sobrecarga familiar, dificuldades financeiras, abandono, pressão profissional ou outras situações de vulnerabilidade.
Na noite desta quinta-feira, saúde, política, autoestima e experiências pessoais dividiram o mesmo espaço.

Entre propostas eleitorais e histórias de vida, ficou uma pergunta que ultrapassa partidos e candidaturas:

Quantas vidas poderiam ser preservadas se a sociedade aprendesse a perceber a dor do outro antes que ela se transformasse em silêncio definitivo?

ONDE PROCURAR AJUDA

Quem estiver enfrentando sofrimento emocional intenso ou pensamentos de suicídio deve procurar ajuda profissional. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia. Em situação de emergência ou risco imediato, deve-se procurar um serviço de urgência ou acionar o SAMU pelo 192.

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Colaborou Luiz H. Menezes

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