CUIABÁ

CUIABÁ

Estudante recebe alta após 8 dias de internação no HMC: “Se não fosse a equipe do hospital eu não estaria viva”

Publicado em

Após 8 dias internada, depois de ser atacada com objeto perfurante por colega em sala de aula, na Escola Estadual Cesário Neto, em Cuiabá, a paciente Laura Fernandes, 19 anos, recebeu na segunda-feira (20), alta do Hospital Municipal de Cuiabá e Pronto-Socorro “Dr. Leony Palma de Carvalho” (HMC) sem sequelas graves. “Se não fosse a equipe do hospital eu não estaria viva. Obrigada”, agradeceu a paciente. 

“Enquanto eu estava a caminho do hospital, eu achei que fosse morrer, pois estava com falta de ar e perdi muito sangue. Acredito que foi feito o possível e o impossível pela minha vida. O atendimento foi rápido, profissionais dedicados que correram contra o tempo para me salvar. Agradeço muito os médicos, enfermeiros e técnicos em enfermagem, todos me trataram bem. E a enfermagem sempre presente perguntando como eu estava e se colocando à disposição. Meu atendimento foi ótimo”, completou a estudante. 

Ela foi acolhida no HMC no dia 13/09 em estado grave e imediatamente passou por cirurgia de urgência e emergência na região cervical, subclávia e axila realizada pela cirurgia geral. Após o procedimento cirúrgico, foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hemodinamicamente instável, sedada, intubada e em suporte de ventilador mecânico. Foram 4 dias dentro da UTI, e com a melhora do quadro clínico, Laura ficou sob os cuidados da enfermaria. 

Leia Também:  Secretaria de Saúde esclarece situação de repasses ao Hospital de Câncer de Mato Grosso

Segundo a responsável técnica das UTIs, Naligya Barroso, Laura respondeu muito bem a terapêutica proposta e foi extubada no dia 14/09. “Ela obteve toda a estrutura física de qualidade para que sua saúde fosse restabelecida, mas destaco a importância de cada profissional que prestou assistência a ela, com dedicação, profissionalismo e a humanização no processo do cuidar”, ressaltou. 

“A gestão e a direção do HMC entendem que cada paciente que aqui está é o amor de alguém. Toda a equipe de profissionais atua com carinho e dedicação, diariamente, para que os pacientes que estão em cuidados intensivos, retornem o mais breve possível para junto de seus familiares”, completou.

 Segundo Paulo Rós, diretor-geral da ECSP, que administra o HMC, a gestão humanizada do prefeito Emanuel Pinheiro oferece assistência completa aos pacientes em várias especialidades, além dos equipamentos novos e modernos para a realização de exames. 

“Todos os pacientes internados são assistidos por equipe de multiprofissionais e por especialidades médicas conforme a patologia apresentada. No caso da Laura, ela realizou exames de diagnósticos e de controle como tomografias computadorizadas e raios-X e foi amparada pela equipe médica da cirurgia geral, clínico geral, enfermeiros e técnicos em enfermagem, fisioterapia e acompanhamento diário com nutricionistas, fonoaudiólogos, odontólogos, psicólogos e serviço social”, informou Rós. 

Leia Também:  Juca do Guaraná recebe apoio de diversas liderança em Rosário Oeste

A estudante mora na região oeste em Cuiabá. Ela é casada e mãe de duas crianças. “Estou muito feliz com a minha recuperação. Não fiquei com sequelas graves, apenas com a cicatriz dos pontos. Graças a Deus e ao atendimento recebido estou bem e em casa com a minha família. Meu sentimento é de gratidão”, finalizou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CIDADES

O AMOR NÃO ESQUECE: VOLUNTÁRIOS TRANSFORMAM O DOMINGO DE IDOSOS

Published

on

Há domingos que poderiam ser apenas mais um dia de descanso. Para um grupo de voluntários de Cuiabá, porém, o domingo ganhou outro significado: é dia de levar carinho, comida, conversa, abraços e, principalmente, presença a idosos que vivem em um lar da Capital.

O grupo Buscando Sorrisos Cuiabá existe há cerca de oito anos e reúne aproximadamente 20 voluntários. Uma vez por mês, geralmente no terceiro domingo, parte deles deixa a própria casa e a família por algumas horas para preparar um lanche especial e dividir a tarde com os idosos.

Não existe grande estrutura por trás da ação. O que existe é vontade. Os próprios integrantes decidem o cardápio, dividem os custos e colocam a mão na massa. Tem pão de queijo saindo do forno, refrigerante, bolo, comida preparada com cuidado e, acima de tudo, gente disposta a sentar, conversar, ouvir uma história e oferecer um abraço.

Cláudia Cristiane Neves de Souza, supervisora em uma transportadora, participa há quatro anos e conta que a relação com os idosos já virou compromisso.

“É doar, de fato, o que a gente tem, que é amor e carinho. É vir e ouvir também, porque eles precisam ser ouvidos. Eu faço questão de estar aqui todos os meses e não abro mão.”

Segundo Cláudia, os idosos já reconhecem quando chega o domingo do Buscando Sorrisos. Sabem que naquele dia haverá um lanche diferente, preparado ali mesmo, mas sabem também que chegarão rostos conhecidos.

Leia Também:  Bebê prefeito recebe a chave simbólica de Lucas do Rio Verde

“É uma forma de fazer um domingo especial para eles.”


Para a advogada e gestora da saúde Lidiane Aburad, que chegou ao grupo há cerca de três meses, a experiência já mostrou que solidariedade não precisa começar com grandes coisas. Às vezes, começa simplesmente com algumas horas do nosso dia.

Casada e mãe, ela deixou a família em casa depois do almoço para ajudar na preparação do encontro.

“É gratificante passar um tempinho do meu domingo vendo as pessoas felizes. A gente pensa no cardápio com muito carinho para que eles se sintam bem acolhidos.”

E talvez seja justamente aí que esteja a essência do projeto: ninguém está apenas servindo comida. Está servindo afeto.

Francisco Grimes, mecatrônico e profissional da área elétrica industrial, participa há aproximadamente três anos. Ele conta que viveu 45 anos em Santa Catarina, acostumado a aproveitar finais de semana na praia. Hoje encontrou outra maneira de preencher parte do seu tempo.

“Aqui eu aprendi como a gente pode passar o tempo doando o nosso melhor, nossa energia e nosso sentimento.”

Francisco diz que os idosos conhecem as equipes e criam vínculos. Quando o grupo chega, alguns vão até a cozinha cumprimentar os voluntários e perguntar o que haverá para comer. O reencontro termina em sorriso e abraço.

Para ele, o que recebe em troca não tem preço.

Leia Também:  Secretaria de Saúde esclarece situação de repasses ao Hospital de Câncer de Mato Grosso

“Aqui a gente aprende humildade, simplicidade, amor, compaixão e respeito.”

O administrador e vendedor de flores Joaci José Gaspar também encontrou na ação uma transformação pessoal. Aos olhos dele, cada visita traz uma alegria diferente e também uma lembrança muito particular: sua própria mãe, hoje com 94 anos.

“O dia que eu passei a participar, minha vida mudou totalmente para melhor.”

Joaci já não imagina simplesmente abandonar o trabalho voluntário. Diz que fez um compromisso com os idosos, com o grupo, com a sociedade e consigo mesmo. Quando perguntado se sua participação agora seria “vitalícia”, respondeu sem hesitar:

“Já é vitalício.”

O BOLO QUE TEM AMOR COMO PRIMEIRO INGREDIENTE

No meio de tantos gestos existe também um personagem que praticamente virou tradição: o bolo preparado por Silvânia Figueiredo, profissional da educação.

Perguntada sobre qual seria o principal ingrediente da receita, ela não falou em farinha, ovos ou açúcar.

“Amor. Muito amor.”

Silvânia participa há cerca de três anos. Mesmo quando alguma circunstância impede sua presença, tenta garantir que o bolo chegue.

Mas conviver mensalmente com idosos também ensina sobre a fragilidade da vida.

Ela conta que, às vezes, retorna ao lar e percebe que alguém com quem conversava já não está mais ali. Em outras ocasiões, encontra em uma cadeira de rodas alguém que, na visita anterior, caminhava normalmente.

São momentos que doem.

Ao mesmo tempo, são eles que fazem Silvânia perceber ainda mais o valor de estar presente agora.

“Hoje são eles. Amanhã pode ser você, pode ser outra pessoa. Eles gostam de dançar, gostam de ouvir histórias, gostam que você pegue na mão e saia dançando. Tirar um minutinho, meia hora e estar aqui é importante.”

A frase talvez resuma uma tarde inteira.

Porque envelhecer faz parte do caminho de todos nós.

E, quando os anos avançam, muitas vezes aquilo que parece pequeno passa a ter um valor enorme: alguém que chega, chama pelo nome, segura a mão, escuta uma história repetida, oferece um pedaço de bolo e permanece por alguns minutos.

O Buscando Sorrisos Cuiabá leva lanche. Leva bolo. Faz aniversários, celebra Dia das Mães e Dia dos Pais e, no fim do ano, prepara uma ceia de Natal e mobiliza doações para presentear os idosos.

Mas o que esses voluntários entregam não cabe em pratos ou sacolas.

Eles entregam presença.

E talvez a maior lição venha justamente daqueles que eles visitam: o tempo passa para todos.

Um dia somos nós que temos pressa. Amanhã, talvez, sejamos nós esperando alguém chegar.

Por isso, entre um pão de queijo, uma fatia de bolo, uma conversa e muitos abraços, esses voluntários mostram todos os meses que para mudar o domingo de alguém não é preciso ter muito. Às vezes, basta doar algumas horas, sentar ao lado e oferecer aquilo que dinheiro nenhum consegue comprar: carinho, atenção e amor.

E quando vão embora, fica uma dúvida bonita: afinal, quem saiu dali mais feliz — os idosos que receberam a visita ou os voluntários que tiveram a oportunidade de estar com eles?

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA