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Conferência Municipal oferece espaço democrático para debate técnico sobre VLT xBRT

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Durante a abertura da Conferência Municipal VLT x BRT, na manhã desta quinta-feira (07), no auditório da Associação Mato-grossense dos Municípios- AMM, o anfitrião do evento, o prefeito Emanuel Pinheiro disse que o objetivo da realização desse encontro é para apresentar as vantagens e ou desvantagens dos dois modelos. 

Mais de 250 pessoas participaram do evento nesta manhã, entre autoridades como o presidente do Creci MT, Benedito Odário, presidente do Crea-MT, Juares Samaniego, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná, presidente da Ucamb, Édio Martins, diretoria da OAB-MT, presidente da Femab, Walter Arruda, e diversos representantes e líderes comunitários.

“Essa Conferência Municipal é voltada exclusivamente para o povo e para a sociedade. Não é para nenhuma autoridade, prefeito, vereador ou governo. É uma contribuição que a Prefeitura de Cuiabá, com a realização desse encontro, dá para colocar luz no debate sobre a escolha do melhor modal de transporte. O Brasil está colocando luz, para que Cuiabá possa sair das trevas desse embate que já dura cerca de dez anos, com 44 vagões parados e um projeto já aprovado”, declarou o prefeito.

Em sua fala, Emanuel Pinheiro reforçou dizendo que, a promoção dessa discussão, é para que a população de um modo geral, possa conhecer quanto já foi gasto de fato com o projeto do VLT, que prazo vai levar para conclusão da obra, qual será a forma de operacionalização, valor da tarifa.

“É um evento para debater o que será o VLT e o BRT. É um espaço para esclarecimento sobre o que realmente interessa, qual o melhor modal a fim de promover a cidadania e dignidade para quem depende do transporte público”, pontuou o prefeito.

O vice-prefeito José Roberto Stopa disse que a Conferência é um espaço para esclarecimento de dúvidas e informações técnicas. “Claramente a Prefeitura de Cuiabá defende o VLT. Nós temos a certeza de que esse é o melhor caminho. É o modal mais moderno, eficiente e sustentável. É inadmissível deixar para trás mais de um bilhão de reais. Deixar um sistema moderno e mudar para um modelo conservador. As grandes capitais estão deixando o BRT e migrando para o VLT. Por isso, esperamos com essa conferência deixar tudo bem esclarecido”, ponderou Stopa.

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Presente ao evento, o engenheiro e secretário municipal de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego explicou que, da forma em que estão apresentando o funcionamento do BRT é bem diferente. “Esse modelo é exclusivo para ônibus. Da forma em que estão colocando que terá acesso para outros veículos como ambulâncias, não será um corredor exclusivo. O VLT é uma linha exclusiva, proporcionando um tráfego ágil e moderno”, destacou Juarez.

Outro fato importante e que deve ser explicado, conforme o secretário, é em relação a composição tarifária. Esse levantamento é semanal, tendo como base o número de passageiros por dia. “As questões relacionadas a valores da tarifa, é bem relativo. No mês de agosto, o valor era de R$ 8,00 e hoje está R$ 6,00. Entretanto, no mês de agosto, eram transportados cerca de 70 mil usuários. Hoje são mais de 205 mil passageiros”, explicou Juarez.

O presidente da Câmara Municipal, vereador Juca do Guaraná, informou que o legislativo municipal não está de braços cruzados sobre os modais de transporte. “Se formos analisar friamente , nós não dependemos do transporte. É a população que precisa ser ouvida. Estamos à disposição e agradecemos em nome da Câmara de Cuiabá, parabenizá-lo, pela iniciativa, sempre voltada para o bem estar da população cuiabana”, disse o vereador.

Entidades de diversas classes representativas foram convidadas. O presidente do Conselho de Corretores de Imóveis de Mato Grosso- Creci, professor Benedito Odário foi claro e objetivo ao dizer que a classe imobiliária defende a continuidade do projeto do VLT. “Costumo dizer que os corretores de imóveis, as imobiliárias de Cuiabá são os grandes responsáveis por terem vendido na época da Copa do Mundo, em 2014, por terem vendido a ideia, comercializado os imóveis na espera de um modal de transporte eficiente, moderno e humano.  O mercado imobiliário considera um retrocesso o BRT, considera o modelo como um ônibus melhorado”, defendeu.

“O comércio é o maior empregador de Mato Grosso. Nós deixamos de perguntar para aquele que depende do transporte coletivo para locomoção diária, não foi consultado. Essa consulta pública já devia ter sido realizada. Nós não apoiamos nenhum lado político. Nós defendemos os nossos trabalhadores, que merecem um transporte de qualidade e seguro. Nós somos a favor da população cuiabana e varzeagrandense. Se o primeiro mundo merece, nós de Mato Grosso vamos retroceder e falar em BRT? É um retrocesso muito grande”, questionou o presidente da Fecomércio, José Wenceslau Júnior.

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O diretor e representante da Ordem dos Advogados do Brasil- OAB MT, Helmut Daltro, considera a discussão mais do que válida. “Debates que trazem como linha de ação o bom diálogo, principalmente em questões sensíveis à sociedade, sobre o caso dessa discussão técnica sobre o VLT ou BRT. A OAB está sempre à disposição da Prefeitura de Cuiabá para servir de balizador. Esperamos que seja escolhido o melhor e o modelo mais recomendado do modal de transporte que atendam os anseios da sociedade”, argumentou Helmut.

O senador José Medeiros parabenizou a iniciativa do prefeito em colocar em debate o assunto VLT. “O VLT é um assunto que tem tomado dimensão nacional. Vários segmentos voltaram os olhos para a capital de Mato Grosso, mas não de forma positiva. Por isso que te parabenizou, em colocar pela primeira vez, o assunto num debate técnico. Sou a favor daquele que não quer jogar um bilhão no mato’”, disse Medeiros.

“Dar a oportunidade da população conhecer de fato e de direito. O que é esse modal, vantagens e desvantagens. Uma situação que se arrasta há mais de dez anos e nada definido. A Conferência é realizada pela Prefeitura de Cuiabá. Nós defendemos o VLT, mas o mesmo espaço, nesse ambiente técnico foi colocado à disposição para quem defende o BRT. Queremos virar a página”, finalizou Pinheiro.

Mais de 250 pessoas, entre autoridades como o presidente do Creci MT, Benedito Odário, presidente do Crea-MT, Juarez Samaniego, presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereador Juca do Guaraná, presidente da Ucamb,Édio Martins, diretoria da OAB-MT, presidente da Femab, Walter Arruda e diversos representantes e líderes comunitários.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá MT

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CIDADES

O AMOR NÃO ESQUECE: VOLUNTÁRIOS TRANSFORMAM O DOMINGO DE IDOSOS

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Há domingos que poderiam ser apenas mais um dia de descanso. Para um grupo de voluntários de Cuiabá, porém, o domingo ganhou outro significado: é dia de levar carinho, comida, conversa, abraços e, principalmente, presença a idosos que vivem em um lar da Capital.

O grupo Buscando Sorrisos Cuiabá existe há cerca de oito anos e reúne aproximadamente 20 voluntários. Uma vez por mês, geralmente no terceiro domingo, parte deles deixa a própria casa e a família por algumas horas para preparar um lanche especial e dividir a tarde com os idosos.

Não existe grande estrutura por trás da ação. O que existe é vontade. Os próprios integrantes decidem o cardápio, dividem os custos e colocam a mão na massa. Tem pão de queijo saindo do forno, refrigerante, bolo, comida preparada com cuidado e, acima de tudo, gente disposta a sentar, conversar, ouvir uma história e oferecer um abraço.

Cláudia Cristiane Neves de Souza, supervisora em uma transportadora, participa há quatro anos e conta que a relação com os idosos já virou compromisso.

“É doar, de fato, o que a gente tem, que é amor e carinho. É vir e ouvir também, porque eles precisam ser ouvidos. Eu faço questão de estar aqui todos os meses e não abro mão.”

Segundo Cláudia, os idosos já reconhecem quando chega o domingo do Buscando Sorrisos. Sabem que naquele dia haverá um lanche diferente, preparado ali mesmo, mas sabem também que chegarão rostos conhecidos.

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“É uma forma de fazer um domingo especial para eles.”


Para a advogada e gestora da saúde Lidiane Aburad, que chegou ao grupo há cerca de três meses, a experiência já mostrou que solidariedade não precisa começar com grandes coisas. Às vezes, começa simplesmente com algumas horas do nosso dia.

Casada e mãe, ela deixou a família em casa depois do almoço para ajudar na preparação do encontro.

“É gratificante passar um tempinho do meu domingo vendo as pessoas felizes. A gente pensa no cardápio com muito carinho para que eles se sintam bem acolhidos.”

E talvez seja justamente aí que esteja a essência do projeto: ninguém está apenas servindo comida. Está servindo afeto.

Francisco Grimes, mecatrônico e profissional da área elétrica industrial, participa há aproximadamente três anos. Ele conta que viveu 45 anos em Santa Catarina, acostumado a aproveitar finais de semana na praia. Hoje encontrou outra maneira de preencher parte do seu tempo.

“Aqui eu aprendi como a gente pode passar o tempo doando o nosso melhor, nossa energia e nosso sentimento.”

Francisco diz que os idosos conhecem as equipes e criam vínculos. Quando o grupo chega, alguns vão até a cozinha cumprimentar os voluntários e perguntar o que haverá para comer. O reencontro termina em sorriso e abraço.

Para ele, o que recebe em troca não tem preço.

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“Aqui a gente aprende humildade, simplicidade, amor, compaixão e respeito.”

O administrador e vendedor de flores Joaci José Gaspar também encontrou na ação uma transformação pessoal. Aos olhos dele, cada visita traz uma alegria diferente e também uma lembrança muito particular: sua própria mãe, hoje com 94 anos.

“O dia que eu passei a participar, minha vida mudou totalmente para melhor.”

Joaci já não imagina simplesmente abandonar o trabalho voluntário. Diz que fez um compromisso com os idosos, com o grupo, com a sociedade e consigo mesmo. Quando perguntado se sua participação agora seria “vitalícia”, respondeu sem hesitar:

“Já é vitalício.”

O BOLO QUE TEM AMOR COMO PRIMEIRO INGREDIENTE

No meio de tantos gestos existe também um personagem que praticamente virou tradição: o bolo preparado por Silvânia Figueiredo, profissional da educação.

Perguntada sobre qual seria o principal ingrediente da receita, ela não falou em farinha, ovos ou açúcar.

“Amor. Muito amor.”

Silvânia participa há cerca de três anos. Mesmo quando alguma circunstância impede sua presença, tenta garantir que o bolo chegue.

Mas conviver mensalmente com idosos também ensina sobre a fragilidade da vida.

Ela conta que, às vezes, retorna ao lar e percebe que alguém com quem conversava já não está mais ali. Em outras ocasiões, encontra em uma cadeira de rodas alguém que, na visita anterior, caminhava normalmente.

São momentos que doem.

Ao mesmo tempo, são eles que fazem Silvânia perceber ainda mais o valor de estar presente agora.

“Hoje são eles. Amanhã pode ser você, pode ser outra pessoa. Eles gostam de dançar, gostam de ouvir histórias, gostam que você pegue na mão e saia dançando. Tirar um minutinho, meia hora e estar aqui é importante.”

A frase talvez resuma uma tarde inteira.

Porque envelhecer faz parte do caminho de todos nós.

E, quando os anos avançam, muitas vezes aquilo que parece pequeno passa a ter um valor enorme: alguém que chega, chama pelo nome, segura a mão, escuta uma história repetida, oferece um pedaço de bolo e permanece por alguns minutos.

O Buscando Sorrisos Cuiabá leva lanche. Leva bolo. Faz aniversários, celebra Dia das Mães e Dia dos Pais e, no fim do ano, prepara uma ceia de Natal e mobiliza doações para presentear os idosos.

Mas o que esses voluntários entregam não cabe em pratos ou sacolas.

Eles entregam presença.

E talvez a maior lição venha justamente daqueles que eles visitam: o tempo passa para todos.

Um dia somos nós que temos pressa. Amanhã, talvez, sejamos nós esperando alguém chegar.

Por isso, entre um pão de queijo, uma fatia de bolo, uma conversa e muitos abraços, esses voluntários mostram todos os meses que para mudar o domingo de alguém não é preciso ter muito. Às vezes, basta doar algumas horas, sentar ao lado e oferecer aquilo que dinheiro nenhum consegue comprar: carinho, atenção e amor.

E quando vão embora, fica uma dúvida bonita: afinal, quem saiu dali mais feliz — os idosos que receberam a visita ou os voluntários que tiveram a oportunidade de estar com eles?

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