CUIABÁ

CARNAVAL

Carnaval Off Cerrado valoriza turismo, integração e motociclismo em Mato Grosso

Publicado em

Enquanto muita gente escolheu bloquinho, som alto e avenida lotada, uma galera decidiu trocar o glitter pela poeira da estrada. E não é qualquer poeira, não. Estamos falando do 1º Carnaval Off Cerrado, idealizado pelo instrutor de pilotagem e ex-piloto de alta cilindrada Marcelo Careca, que já vem há algum tempo promovendo rolês off-road para motos de todas as categorias de motos.

A proposta? Simples e genial: sair da folia tradicional e cair na estrada, explorando lugares pouco conhecidos da nossa Baixada Cuiabana, com segurança, respeito e aquela dose saudável de adrenalina. O ponto de partida foi Cuiabá. Ali na Orla do Porto junto ao Museu do Rio. De lá, o grupo seguiu até Jangada no asfalto e, depois… começou a diversão de verdade.

“Deslocamos de Cuiabá até Jangada e agora vamos pegar chão. Vamos no Vão da Serra Canidé, um lugar turístico lindo que pouca gente conhece”, explicou Careca.


Foram cerca de 120 km de estrada de chão, com muita adrenalina, possibilidade de chuva muita paisagem maravilhosas pelo caminho. Comunidades pequenas, serras impressionantes, rios de água mineral (como na região do Canindé) onde fica a serra cortada e aquele cenário bruto que só Mato Grosso sabe entregar.

Não temos disputas de velocidade, não temos exibicionismo. Também não temos marca nem cilindrada. Tem moto 160 andando junto. Todo mundo na mesma velocidade, todo mundo junto. 

Uma das falas mais marcantes do Careca foi sobre igualdade. Ele até brincou sobre a tatuagem de caveira: “Quando nós formos, todo mundo é igual. Não importa classe social, cor, beleza. Uns é mais bonito que outros… mas somos tudo parecido.”O espírito do evento foi exatamente esse: integração, respeito e amizade.


Cerca de 50 motos participaram desse primeiro dia, com escolta da polícia, apoio do Corpo de Bombeiros e suporte das concessionárias Yamaha e Suzuki (além de Triumph e Kawasaki presentes no evento). Prefeitura, Secretaria de Turismo.

Leia Também:  Lei Seca prende 37 condutores alcoolizados e remove 159 veículos em Cuiabá e Várzea Grande

Uma coisa é certa, o passeio marcou para alguns motociclistas

“A gente mora aqui e não conhece”

Entre os participantes, o sentimento era quase unânime:

“A melhor parte é conhecer o Mato Grosso que a gente não conhece. Às vezes é aqui do lado, no quintal de casa.”

Teve quem nunca tinha feito rolê em estrada de chão.

Teve casal de Burgman encarando a terra pela primeira vez. Teve piloto que veio só pelo lazer. Teve gente conhecendo o lugar e se apaixonando:

“Não sabia que existia isso aqui. Muito lindo!”

E teve também aquele famoso “batismo” off-road. A Míriam contou, rindo, que deu uma deitada na moto numa curva ao frear errado para não bater na traseira de outro piloto.

“Esses tombinhos é pra ficar esperto, né? Só o dedão doendo um pouquinho.”

Faz parte. Com equipamento adequado, documentação em dia e consciência, tudo virou aprendizado — e história pra contar.


O jornalista do Saran News, Luiz Henrique, motociclista assumido, que resumiu bem o clima:

Leia Também:  INSS: reembolso de descontos ilegais começa nesta quarta-feira

“Tem muita gente que não quer ficar na cidade, festando. Aqui é saudável, é turismo rural de moto. Sem bebida, sem imprudência. Segurança em primeiro lugar.”

E é verdade. Em pleno Carnaval, período conhecido por excesso e acidentes, o grupo escolheu a responsabilidade. Nada de bebida. Nada de imprudência.

Só natureza, amizade e estrada.


“Se você quer adrenalina pura, pega a esportiva e vai pra Serra de São Vicente. Aqui é pra curtir, respeitar a velocidade e a natureza.”

E foi exatamente isso que aconteceu.


Nilson Portella, do MC Insanos Cuiabá, destacou a beleza do passeio off-road e a integração com a natureza. Já o Caio brincou ao “rebatizar” o ponto visitado como Serra do Urubu, encantado com o visual. Top 10? Fácil.

Um novo jeito de viver o Carnaval

O formato foi piloto, inspirado no tradicional Carna Bike (de bicicleta), mas agora adaptado para as motos. E deu certo.

Primeiro dia realizado.

Segundo já confirmado.

Terça-feira também.

O Carnaval Off Cerrado nasce como uma alternativa para quem quer:

✔️ Curtir a moto

✔️ Conhecer o Mato Grosso profundo

✔️ Fazer novas amizades

✔️ Viver adrenalina com responsabilidade

✔️ Fugir da folia tradicional

E o mais importante: provar que o motociclista raiz é aquele que respeita a estrada, a natureza e o próximo.


Se depender da energia desse primeiro dia, esse rolê veio pra ficar.

Bora pra cima, Mato Grosso.

 

por Luiz Henrique Menezes

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

Published

on

Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

Leia Também:  INSS: reembolso de descontos ilegais começa nesta quarta-feira

É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

Leia Também:  Estão abertas as inscrições do Enem para pessoas privadas de liberdade

Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

CIDADES

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA