CUIABÁ

ARTIGO DE OPINIÃO

Cuidar hoje é proteger o amanhã

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Por Bruna Teixeira_

Na rotina corrida, é comum que muitas mulheres priorizem tudo e todos antes de si mesmas. Entre compromissos profissionais, cuidados com a família e responsabilidades diárias, exames preventivos acabam sendo adiados. O problema é que, quando o assunto é câncer do colo do útero, adiar pode custar caro.

O Março Lilás reforça a importância da informação e da prevenção. O câncer do colo do útero está entre os que mais atingem mulheres no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), é o terceiro tipo de câncer mais incidente entre mulheres no país, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Ainda assim, trata-se de uma das doenças com maior possibilidade de prevenção e cura quando identificada precocemente. O exame preventivo, conhecido como Papanicolau, e a vacinação contra o HPV são medidas eficazes que salvam vidas.

Além disso, estima-se que mais de 95% dos casos de câncer do colo do útero estejam relacionados à infecção persistente pelo HPV, um vírus sexualmente transmissível bastante comum. Esse dado reforça como a informação, a vacinação e o acompanhamento médico regular são ferramentas poderosas de proteção.

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Muitas vezes, o diagnóstico acontece apenas quando surgem sintomas como sangramento fora do período menstrual, dor pélvica ou desconforto durante as relações sexuais. Nessa fase, o tratamento tende a ser mais complexo. Por isso, manter consultas regulares e realizar exames de rotina é, acima de tudo, um gesto de responsabilidade consigo mesma.

Falar sobre prevenção também é falar sobre autonomia. É reconhecer que a própria saúde precisa ocupar espaço na agenda e compreender que o autocuidado não é luxo, é necessidade. Pequenas atitudes, como agendar uma consulta ou tirar dúvidas com um profissional, podem mudar completamente o desfecho de uma história.

O acesso à orientação médica de forma rápida também contribui para decisões mais seguras. Diante de sintomas inesperados ou preocupações, contar com suporte ágil reduz inseguranças e evita atrasos na busca por atendimento. O Help Já amplia essa possibilidade ao facilitar o contato imediato com a equipe de saúde, oferecendo direcionamento e rapidez quando cada minuto importa.

Também é fundamental quebrar o silêncio que ainda envolve o tema. Conversar com amigas, filhas, irmãs e colegas de trabalho ajuda a espalhar informações corretas e reduz medos que, muitas vezes, afastam as mulheres dos consultórios. Quando o cuidado se torna um assunto natural, a prevenção ganha força.

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Prevenir é um compromisso com o presente e com o futuro. É escolher estar bem para continuar vivendo planos, sonhos e conquistas. O cuidado começa na informação, fortalece-se na atitude e se concretiza-se na decisão de não deixar para depois aquilo que pode proteger a própria vida.

_**Bruna Teixeia* é médica ginecologista_

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ARTIGO & OPINIÃO

TDAH nas Escolas: Estratégias Eficazes para a Alfabetização e a Aprendizagem

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Luciana Brites, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento

O Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em 13 de julho, destaca a importância da informação, do enfrentamento aos estigmas e da garantia de diagnóstico e tratamento adequados, com atenção especial aos desafios vividos por crianças e adolescentes na escola.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta 5% das crianças em idade escolar. Caracteriza-se por desatenção, hiperatividade e impulsividade, fatores que impactam a aprendizagem e a alfabetização. Porém, o transtorno não impede que a criança tenha uma trajetória escolar e social plena ao receber acompanhamento adequado.

É importante explicar que o TDAH não se manifesta de forma única. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) descreve três apresentações. A com predominância desatenta, a predominantemente hiperativa-impulsiva e a combinada, que reúne as duas. Essa distinção tem efeito direto na alfabetização.

Na apresentação desatenta, a criança se perde no meio da tarefa, esquece o que estava lendo e tem dificuldade em sustentar o foco em atividades que exigem esforço contínuo. Já na hiperativa-impulsiva, o obstáculo aparece na impulsividade, pois a criança tende a adivinhar palavras em vez de decodificá-las, escreve de forma apressada e abandona a atividade antes de concluí-la. Na combinada, os dois conjuntos se somam. Reconhecer qual apresentação predomina ajuda o professor a ajustar as estratégias, em vez de tratar todas as crianças com TDAH da mesma maneira.

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É mito afirmar que crianças com TDAH são menos inteligentes. Com diagnóstico precoce, apoio multidisciplinar e estratégias pedagógicas eficazes, elas podem apresentar inteligência dentro ou acima da média. O acompanhamento pode envolver psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais, de acordo com as necessidades individuais.

Em sala de aula, é importante que os professores observem sinais como dificuldade em manter a atenção por longos períodos, impaciência, esquecimento de materiais, distração frequente e excesso de movimentos.

Na alfabetização, as principais dificuldades estão relacionadas à atenção, à memória, à autorregulação emocional e comportamental, à baixa motivação em tarefas repetitivas e, em alguns casos, à presença de comorbidades, como dislexia ou Transtorno Opositivo Desafiador (TOD). Diferentemente dos transtornos de linguagem, no TDAH o principal obstáculo está na manutenção do foco.

Para favorecer a aprendizagem, recomenda-se propor uma tarefa por vez, oferecer tempo extra para a execução, reduzir estímulos distratores e utilizar recursos visuais claros e objetivos. Estratégias práticas do cotidiano e instruções diretas também contribuem.

As dificuldades na escrita são comuns e podem estar associadas à impulsividade, à atenção reduzida e à coordenação motora fina. Medidas eficazes em sala são priorizar a qualidade em vez da quantidade, dividir atividades em etapas menores, respeitar o ritmo da criança e permitir pausas frequentes. O uso de recursos visuais, jogos, tecnologia e reforço positivo fortalece a motivação.

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Lidar com o TDAH na alfabetização exige paciência, planejamento e empatia. Com adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar desafios em oportunidades, promovendo aprendizado significativo e inclusão escolar.


(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, Doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e Mestra em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br

 

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