CUIABÁ

DIAGNÓSTICO TARDIO

TDAH afeta mais de 6% dos brasileiros acima dos 44 anos

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Embora o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) seja diagnosticado, na maioria das vezes, na fase da infância e adolescência, o número de identificações do TDAH tem crescido expressivamente entre adultos. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, a prevalência é de 6,1%, em pacientes a partir dos 45 anos.

O órgão destaca que o TDAH também afeta 5,2% dos indivíduos na faixa etária de 18 a 44 anos. A preponderância deste tipo de transtorno em adultos, no país, é similar à média mundial, que é de 5%, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS).

*TDAH*

TDAH é um transtorno neurobiológico que, regularmente, é detectado na infância e acompanha o indivíduo por toda a vida. Os sintomas mais característicos são: falta de foco e atenção, hiperatividade e impulsividade. Entretanto, as pessoas com TDAH podem apresentar dificuldade para seguir rotinas, tédio, dificuldade de planejamento e execução de tarefas, procrastinação, ansiedade, alterações de humor, esquecimentos frequentes entre outras limitações.

Segundo o médico neurologista que atende no Hospital São Mateus, José Alexandre Borges Figueiredo Junior, estima-se que mais de 60% das crianças que têm TDAH entram na fase adulta com alterações causadas por ele.

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“Em geral, os sintomas são mais brandos na infância e podem se intensificar na vida adulta. Estudos revelam que entre 5% e 8% da população global sofre desse transtorno. Somente nos Estados Unidos há cerca de 15,5 milhões de adultos com esta condição”, pontua o especialista.

Todavia, Figueiredo Junior ressalta que o aumento do número de diagnósticos em adultos é resultado de maior conhecimento da população sobre o tema e de mudanças nas práticas de diagnóstico que, atualmente, são mais abrangentes, facilitando a identificação do transtorno nesta etapa da vida.

O médico reforça que caso sejam percebidos sinais do TDAH no dia a dia do indivíduo, o fundamental é procurar um profissional capacitado, um psiquiatra ou neurologista, que vai fazer uma “entrevista” com o paciente e a partir daí confirmar ou descartar o transtorno. No caso das crianças, o neuropediatra é o especialista recomendado.

*Causas*

O professor titular de psiquiatria da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Luiz Augusto Rode, ressalta que apesar de não haver causas específicas para o TDAH, o transtorno pode estar relacionado a ligações gênicas e familiares. Mas também pode ser associado a fatores externos.

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“Não é incomum que o pai leve o filho para a consulta e comece a se identificar com os questionamentos do médico. Em torno de 30% das crianças diagnosticadas tem um ou os dois pais com o transtorno”, relata o médico.

Pesquisadores analisam a possibilidade de fatores ambientais serem responsáveis pelo acréscimo do risco de desenvolver TDAH. Assim como, lesões cerebrais, nutrição e ambientes sociais.

*Tipos de TDAH*

Os três tipos de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade são:

*TDAH desatento*: o traço mais marcante é a incapacidade de manter a atenção e distração. Também é conhecido como transtorno de déficit de atenção (TDA).

*TDAH hiperativo e impulsivo*: é marcado pela hiperatividade e impulsividade do paciente.

*TDAH combinado*: esse tipo une os três sintomas mais comuns, já que causa desatenção, hiperatividade e impulsividade.

*Tratamento*

O tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade em adultos é, normalmente, feito de forma associada combinando o uso de medicamentos e terapia cognitivo-comportamental.

Também faz parte das indicações médicas, reduzir o consumo de estimulantes, como açúcar e cafeína e adotar uma rotina de atividades físicas regulares, medidas que podem auxiliar no controle dos sintomas do TDAH.

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ARTIGO & OPINIÃO

Música beneficia saúde do corpo e da mente

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A música é uma das formas de arte mais antigas e universais de expressão, capaz de despertar emoções, melhorar o humor e até contribuir para a saúde física e mental. Estudos científicos têm demonstrado que ouvir ou praticar música pode trazer inúmeros benefícios para o bem-estar geral.

Dentre as vantagens que ela traz para a mente está a redução do estresse e ansiedade. A música tem um efeito direto no sistema nervoso, ajudando a reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Sons suaves e melodias relaxantes podem induzir ao estado de calma, sendo eficazes no combate à ansiedade e ao estresse diário.

Já as músicas animadas e harmoniosas estimulam a produção de dopamina e serotonina, neurotransmissores associados ao prazer e bem-estar. O que promove a sensação de felicidade e auxilia no combate sintomas de depressão.

Ouvir e praticar música fortalece conexões neurais e estimula áreas do cérebro ligadas à memória e aprendizado. Situação, especialmente benéfica para idosos, auxiliando na prevenção de demências como o Alzheimer.

Estudos mostram que as músicas clássicas ou instrumentais podem melhorar a concentração e estimular a criatividade, tornando-se aliadas no ambiente de estudo e trabalho.

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A música também influencia positivamente a saúde física. Pesquisas identificaram que as canções relaxantes contribuem para a redução da pressão arterial e frequência cardíaca, diminuindo o risco de doenças cardiovasculares.

Outro importante benefício propiciado pela música é a melhoria da qualidade do sono. Escutar músicas tranquilas antes de dormir leva ao relaxamento profundo, reduzindo assim a insônia.

A música ainda pode atuar como um analgésico natural, ajudando na liberação de endorfinas, o que causa menor percepção da dor em pacientes com doenças crônicas ou em recuperação de cirurgias.

O estímulo para a prática de atividades físicas é outra benesse que os acordes trazem. Músicas animadas aumentam a motivação para a realização de exercícios físicos, tornando treinos mais eficientes e prazerosos.

Em resumo, a música é uma poderosa aliada para a saúde física e mental, incorporá-la no dia a dia pode trazer bem-estar e qualidade de vida.

* Manoel Izidoro é professor e proprietário da Escola de Música IGC de Cuiabá

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