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Por iniciativa de Cattani, moratórias da soja e da carne é tema de amplo debate na ALMT

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A Assembleia Legislativa realizou audiência pública para discutir moratórias da soja e da carne na tarde desta segunda-feira (27). Participaram produtores rurais, prefeitos e representantes de organizações como Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Associação de Produtores de Soja (Aprosoja Brasil e Aprosoja/MT), Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), sindicatos rurais, entre outros.

A chamada moratória é um compromisso de empresas de não comprar soja e carne produzidas em áreas de desmatamento no bioma amazônico, mesmo que feito de maneira legal. Multinacionais de exportação de grãos e produção de óleo – por meio da Associação Brasileira das Indústrias de Óleo Vegetal (Abiove) e Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) – fazem parte desse acordo comercial firmado com Organizações Não-Governamentais (ONGs) e governo federal. Frigoríficos também assumiram o mesmo compromisso por meio de termo de ajuste de conduta.

“Literalmente é um acordo comercial que se sobrepõe à legislação brasileira, que é a mais restritiva do mundo no ponto de vista de preservação. Isso traz um prejuízo gigantesco para municípios que teriam a possibilidade de converter áreas e não podem em função desse acordo comercial”, criticou o presidente da Aprosoja-MT, Fernando Cadore.

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“Eu desmatei áreas, tudo aprovado pela Sema [Secretaria Estadual de Meio Ambiente] e pelo Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], e agora não vou poder vender essa soja sendo que eu estou dentro da lei. Essas empresas estão indo contra a nossa lei, contra nossas legislação do estado do Mato Grosso e do Brasil”, reclamou o presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, Marcos Bravin.

“A pecuária se encontra na mesma situação, começou em 2009 com o nome termo de ajustamento de conduta, que os três maiores frigoríficos foram signatários. Também não existia ainda o novo Código Florestal, que permite a abertura de 20% da propriedade”, expôs o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi.

Requerente da audiência, o deputado Gilberto Cattani (PL) defendeu a retirada de incentivos fiscais concedidos às empresas envolvidas no acordo comercial. “Existem várias opções [para enfrentar a questão]. Uma delas é você não dar incentivo fiscal ou qualquer tipo de incentivo que venha do estado para essas empresas. É um absurdo que o governo do estado possa estar dando incentivo a quem prejudica o mato-grossense. O segundo passo é você abrir esses mesmos incentivos a outras empresas que não participem desse conluio contra o produtor”, sugeriu o parlamentar. Durante o encontro, também foi proposta a apresentação de uma reclamação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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Também participaram da discussão os deputados estaduais Valmir Moretto (Republicanos), Gilmar Miranda (Cidadania)e o deputado federal Coronel Assis (União), que se comprometeu a levar o assunto à Câmara dos Deputados, em Brasília.

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AGRO & NEGÓCIOS

Os corredores do prédio histórico voltam a ser ocupados pelos produtores da agricultura familiar às terças-feiras

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A Feira do Arsenal retorna às atividades nesta terça (13), a partir das 17h, no Sesc Arsenal. A entrada é gratuita.
O público que visita a Feira do Arsenal pode adquirir produtos como queijos, requeijões, iogurtes, frutas, verduras, doces, castanhas, mel, pães, artesanato, temperos e diversos outros itens, todos oriundos de produção familiar local.
Além disso, o evento oferece uma programação cultural gratuita, incluindo música ao vivo, chopp em dobro, atividades recreativas infantis e outras atrações. A feira é uma oportunidade para os consumidores apoiarem diretamente a agricultura familiar e adquirirem produtos frescos e artesanais.
A Feira do Arsenal é promovida pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc-MT), em parceria com Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria Estadual de Agricultura Familiar (Seaf) e da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer).
Além de realizar a Feira do Arsenal, o Sesc-MT também se dedica a apoiar pequenos produtores na obtenção de regulamentações essenciais para a expansão de suas vendas, como a certificação no Serviço de Inspeção Agroindustrial e de Pequeno Porte (SIAPP).
Recentemente, a regulamentação da Lei nº 12.387/2024/MT, por meio de portaria, facilitou a emissão do selo de inspeção para produtos processados de origem animal, produzidos por pequenos produtores rurais, permitindo que esses produtos circulem de forma regular em todo o estado.
Os dois primeiros produtores certificados já expõem seus produtos na Feira do Arsenal, como é o caso do Sítio Milagre da Vida, Santo Antônio de Leverger, que foi a segunda unidade de beneficiamento de leite e derivados de Mato Grosso a receber o registro do SIAPP.
A produtora rural Ludymilla Caramori de Abreu, responsável pela propriedade, ressaltou que a certificação abriu as portas para que seus produtos pudessem ser comercializados na Feira do Arsenal. “Agora pelo fato de termos o selo, de sermos inspecionados, a gente pode participar dessa feira tão bonita, tão linda que é a Feira do Arsenal. A expectativa agora é só de sucesso”, completou.
Saiba mais sobre o Sítio Milagre da Vida e seus produtos no vídeo abaixo.

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